BÁLSAMO DA VIDA.
Em Juazeiro de Norte, artesanalmente se faz de tudo. Quando morei naquela cidade, comprovei essa realidade e os divertidos diziam naquela época que lá se fabricava de dinheiro até “relógio ômega de casca de melancia”.
José Geraldo da Cruz, Juazeirense de renome, foi político, farmacêutico, dentista e químico. Destacou-se em todas essas profissões, pois como político foi cinco vezes prefeito da cidade; como farmacêutico assistia ao Pe. Cícero e manipulava qualquer receita; sendo dentista, Seu Boticão fazia milagres e como químico deixou para nós a verdadeira panacéia, o “Bálsamo da Vida.”
Ainda hoje existe a sua “Farmácia dos Pobres” e a fórmula do remédio milagroso que ficou de herança para seu filho Carlos Cruz. Vejamos então algumas das propriedades de tão milagroso remédio. É indicado para : Uso Interno- inflamação do fígado, cólica do estômago e intestino, dispepsias, afecções gástricas, boca seburrosa, excessos alcoólicos e todas as afcções do gastro intestinal. Uso externo- raladuras, queimaduras e ferimentos.
Quando ainda não existiam as colas modernas, em Juazeiro, o livreiro Aldeziro Carvalho Maia descobriu e usava na sua tipografia a porção para evitar que a cola, feita de goma, apodrecesse; dizia ele que o ”Bálsamo” também servia para “achar óculos” , pois havia perdido o seu e quando foi tirar de uma prateleira a garrafa do remédio, ao olhar para cima, achou os “picinez” que havia esquecido sobre a cabeça.
E o milagroso “Bálsamo da Vida”, ainda hoje fabricado e comercializado, acode ricos e pobres, como desejava que assim fosse seu inventor JOSÉ GERALDO.
J. Ronald Brito.
Abril de 2011.
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21 setembro 2011
BÁLSAMO DA VIDA.
Em Juazeiro de Norte, artesanalmente se faz de tudo. Quando morei naquela cidade, comprovei essa realidade e os divertidos diziam naquela época que lá se fabricava de dinheiro até “relógio ômega de casca de melancia”.
José Geraldo da Cruz, Juazeirense de renome, foi político, farmacêutico, dentista e químico. Destacou-se em todas essas profissões, pois como político foi cinco vezes prefeito da cidade; como farmacêutico assistia ao Pe. Cícero e manipulava qualquer receita; sendo dentista, Seu Boticão fazia milagres e como químico deixou para nós a verdadeira panacéia, o “Bálsamo da Vida.”
Ainda hoje existe a sua “Farmácia dos Pobres” e a fórmula do remédio milagroso que ficou de herança para seu filho Carlos Cruz. Vejamos então algumas das propriedades de tão milagroso remédio. É indicado para : Uso Interno- inflamação do fígado, cólica do estômago e intestino, dispepsias, afecções gástricas, boca seburrosa, excessos alcoólicos e todas as afcções do gastro intestinal. Uso externo- raladuras, queimaduras e ferimentos.
Quando ainda não existiam as colas modernas, em Juazeiro, o livreiro Aldeziro Carvalho Maia descobriu e usava na sua tipografia a porção para evitar que a cola, feita de goma, apodrecesse; dizia ele que o ”Bálsamo” também servia para “achar óculos” , pois havia perdido o seu e quando foi tirar de uma prateleira a garrafa do remédio, ao olhar para cima, achou os “picinez” que havia esquecido sobre a cabeça.
E o milagroso “Bálsamo da Vida”, ainda hoje fabricado e comercializado, acode ricos e pobres, como desejava que assim fosse seu inventor JOSÉ GERALDO.
J. Ronald Brito.
Abril de 2011.
Em Juazeiro de Norte, artesanalmente se faz de tudo. Quando morei naquela cidade, comprovei essa realidade e os divertidos diziam naquela época que lá se fabricava de dinheiro até “relógio ômega de casca de melancia”.
José Geraldo da Cruz, Juazeirense de renome, foi político, farmacêutico, dentista e químico. Destacou-se em todas essas profissões, pois como político foi cinco vezes prefeito da cidade; como farmacêutico assistia ao Pe. Cícero e manipulava qualquer receita; sendo dentista, Seu Boticão fazia milagres e como químico deixou para nós a verdadeira panacéia, o “Bálsamo da Vida.”
Ainda hoje existe a sua “Farmácia dos Pobres” e a fórmula do remédio milagroso que ficou de herança para seu filho Carlos Cruz. Vejamos então algumas das propriedades de tão milagroso remédio. É indicado para : Uso Interno- inflamação do fígado, cólica do estômago e intestino, dispepsias, afecções gástricas, boca seburrosa, excessos alcoólicos e todas as afcções do gastro intestinal. Uso externo- raladuras, queimaduras e ferimentos.
Quando ainda não existiam as colas modernas, em Juazeiro, o livreiro Aldeziro Carvalho Maia descobriu e usava na sua tipografia a porção para evitar que a cola, feita de goma, apodrecesse; dizia ele que o ”Bálsamo” também servia para “achar óculos” , pois havia perdido o seu e quando foi tirar de uma prateleira a garrafa do remédio, ao olhar para cima, achou os “picinez” que havia esquecido sobre a cabeça.
E o milagroso “Bálsamo da Vida”, ainda hoje fabricado e comercializado, acode ricos e pobres, como desejava que assim fosse seu inventor JOSÉ GERALDO.
J. Ronald Brito.
Abril de 2011.
10 junho 2011
Centenário de Nascimento Amadeu Carvalho Brito. (1911-2011)
Amadeu Carvalho Brito foi o quarto filho do casal Manoel Vieira de Brito (Britinho) e Maria de Carvalho Brito (Mariinha). Nasceu em Crato no dia 14 de Junho de 1911. Casou-se com Maria de Lourdes Jurumenha Brito e tiveram os filhos: Ronald, Altair, Edmilson e Maria Socorro.
Nosso pai, na sua simplicidade, apresentava uma individualidade marcante de altos predicados cívicos e morais, que merecem ter por nos, seus filhos, um exemplo digno de ser imitado. Pai presente, dedicado e marido amoroso.
Nosso entusiasmo avulta-se mais ainda, quando testemunhamos o reconhecimento dos juazeirenses pelo seu trabalho à frente da antiga autarquia do IAPC. Essa admiração ao cidadão Amadeu é tanto mais significativa quando sabemos que ele ofereceu, à época, às autoridades, sua colaboração espontânea. Foi ele que com denodo, valor e desinteresse, implantou parte da previdência na terra do Pe. Cícero e a ela emprestou sua colaboração decisiva.
Vale a pena citar aqui dois pequenos trechos do laudatório pronunciado pelo engenheiro e escritor Antonio Renato Soares Casimiro, quando da entrega da comenda “Memórias de Juazeiro” pela Associação dos Filhos e Afilhados de Juazeiro do Norte (AFAJ) aos familiares de Amadeu.
“... Deizando a vida do campo em 1950, Amadeu iniciou seu trabalho como correspondente do antigo IAPC – Instituto de Aposentadoria e Pensão dos Comerciários. Ele, sozinho, era por assim dizer uma autarquia. Presenciei muitas vezes como ele carregava, rua acima, rua abaixo, aquela bolsa, a papelada de cobrança e de atenções para com os segurados da então previdência do comércio...”
“ ... Seu Amadeu era um homem manso e bom. Muito querido pelo seu vasto círculo de amizades, não só familiar, como do Cariri, principalmente, onde dedicou toda sua existência. Quem lê as obra de sue filho, Cel. José Ronald Brito, pode muito bem aquilatar a elevação do seu espírito. Ali não se lê vulgaridade, mas um bom humor, este sentido maior de bem estar com a vida, a família e os amigos, em busca deste lado alegre e divertido do viver. Amadeu Carvalho Brito não foi só um exímio e fértil contador de histórias do seu tempo. Ele foi estilo de homem que dignificou a própria razão de existir, de pensar, de sonhar e principalmente, de servir. Uma grande saudade que ficou para todos nós...”
Fortaleza, 14 de Junho de 2011.
José Ronald Brito.
Foi realizada missa no dia 09 deste mes, na Paróquia de Santa Luzia em Fortaleza, com a presença dos familiares e amigos.
Amadeu Carvalho Brito foi o quarto filho do casal Manoel Vieira de Brito (Britinho) e Maria de Carvalho Brito (Mariinha). Nasceu em Crato no dia 14 de Junho de 1911. Casou-se com Maria de Lourdes Jurumenha Brito e tiveram os filhos: Ronald, Altair, Edmilson e Maria Socorro.
Nosso pai, na sua simplicidade, apresentava uma individualidade marcante de altos predicados cívicos e morais, que merecem ter por nos, seus filhos, um exemplo digno de ser imitado. Pai presente, dedicado e marido amoroso.
Nosso entusiasmo avulta-se mais ainda, quando testemunhamos o reconhecimento dos juazeirenses pelo seu trabalho à frente da antiga autarquia do IAPC. Essa admiração ao cidadão Amadeu é tanto mais significativa quando sabemos que ele ofereceu, à época, às autoridades, sua colaboração espontânea. Foi ele que com denodo, valor e desinteresse, implantou parte da previdência na terra do Pe. Cícero e a ela emprestou sua colaboração decisiva.
Vale a pena citar aqui dois pequenos trechos do laudatório pronunciado pelo engenheiro e escritor Antonio Renato Soares Casimiro, quando da entrega da comenda “Memórias de Juazeiro” pela Associação dos Filhos e Afilhados de Juazeiro do Norte (AFAJ) aos familiares de Amadeu.
“... Deizando a vida do campo em 1950, Amadeu iniciou seu trabalho como correspondente do antigo IAPC – Instituto de Aposentadoria e Pensão dos Comerciários. Ele, sozinho, era por assim dizer uma autarquia. Presenciei muitas vezes como ele carregava, rua acima, rua abaixo, aquela bolsa, a papelada de cobrança e de atenções para com os segurados da então previdência do comércio...”
“ ... Seu Amadeu era um homem manso e bom. Muito querido pelo seu vasto círculo de amizades, não só familiar, como do Cariri, principalmente, onde dedicou toda sua existência. Quem lê as obra de sue filho, Cel. José Ronald Brito, pode muito bem aquilatar a elevação do seu espírito. Ali não se lê vulgaridade, mas um bom humor, este sentido maior de bem estar com a vida, a família e os amigos, em busca deste lado alegre e divertido do viver. Amadeu Carvalho Brito não foi só um exímio e fértil contador de histórias do seu tempo. Ele foi estilo de homem que dignificou a própria razão de existir, de pensar, de sonhar e principalmente, de servir. Uma grande saudade que ficou para todos nós...”
Fortaleza, 14 de Junho de 2011.
José Ronald Brito.
Foi realizada missa no dia 09 deste mes, na Paróquia de Santa Luzia em Fortaleza, com a presença dos familiares e amigos.
Centenário de Nascimento Amadeu Carvalho Brito. (1911-2011)
Amadeu Carvalho Brito foi o quarto filho do casal Manoel Vieira de Brito (Britinho) e Maria de Carvalho Brito (Mariinha). Nasceu em Crato no dia 14 de Junho de 1911. Casou-se com Maria de Lourdes Jurumenha Brito e tiveram os filhos: Ronald, Altair, Edmilson e Maria Socorro.
Nosso pai, na sua simplicidade, apresentava uma individualidade marcante de altos predicados cívicos e morais, que merecem ter por nos, seus filhos, um exemplo digno de ser imitado. Pai presente, dedicado e marido amoroso.
Nosso entusiasmo avulta-se mais ainda, quando testemunhamos o reconhecimento dos juazeirenses pelo seu trabalho à frente da antiga autarquia do IAPC. Essa admiração ao cidadão Amadeu é tanto mais significativa quando sabemos que ele ofereceu, à época, às autoridades, sua colaboração espontânea. Foi ele que com denodo, valor e desinteresse, implantou parte da previdência na terra do Pe. Cícero e a ela emprestou sua colaboração decisiva.
Vale a pena citar aqui dois pequenos trechos do laudatório pronunciado pelo engenheiro e escritor Antonio Renato Soares Casimiro, quando da entrega da comenda “Memórias de Juazeiro” pela Associação dos Filhos e Afilhados de Juazeiro do Norte (AFAJ) aos familiares de Amadeu.
“... Deizando a vida do campo em 1950, Amadeu iniciou seu trabalho como correspondente do antigo IAPC – Instituto de Aposentadoria e Pensão dos Comerciários. Ele, sozinho, era por assim dizer uma autarquia. Presenciei muitas vezes como ele carregava, rua acima, rua abaixo, aquela bolsa, a papelada de cobrança e de atenções para com os segurados da então previdência do comércio...”
“ ... Seu Amadeu era um homem manso e bom. Muito querido pelo seu vasto círculo de amizades, não só familiar, como do Cariri, principalmente, onde dedicou toda sua existência. Quem lê as obra de sue filho, Cel. José Ronald Brito, pode muito bem aquilatar a elevação do seu espírito. Ali não se lê vulgaridade, mas um bom humor, este sentido maior de bem estar com a vida, a família e os amigos, em busca deste lado alegre e divertido do viver. Amadeu Carvalho Brito não foi só um exímio e fértil contador de histórias do seu tempo. Ele foi estilo de homem que dignificou a própria razão de existir, de pensar, de sonhar e principalmente, de servir. Uma grande saudade que ficou para todos nós...”
Fortaleza, 14 de Junho de 2011.
José Ronald Brito.
Foi realizada missa no dia 09 deste mes, na Paróquia de Santa Luzia em Fortaleza, com a presença dos familiares e amigos.
Amadeu Carvalho Brito foi o quarto filho do casal Manoel Vieira de Brito (Britinho) e Maria de Carvalho Brito (Mariinha). Nasceu em Crato no dia 14 de Junho de 1911. Casou-se com Maria de Lourdes Jurumenha Brito e tiveram os filhos: Ronald, Altair, Edmilson e Maria Socorro.
Nosso pai, na sua simplicidade, apresentava uma individualidade marcante de altos predicados cívicos e morais, que merecem ter por nos, seus filhos, um exemplo digno de ser imitado. Pai presente, dedicado e marido amoroso.
Nosso entusiasmo avulta-se mais ainda, quando testemunhamos o reconhecimento dos juazeirenses pelo seu trabalho à frente da antiga autarquia do IAPC. Essa admiração ao cidadão Amadeu é tanto mais significativa quando sabemos que ele ofereceu, à época, às autoridades, sua colaboração espontânea. Foi ele que com denodo, valor e desinteresse, implantou parte da previdência na terra do Pe. Cícero e a ela emprestou sua colaboração decisiva.
Vale a pena citar aqui dois pequenos trechos do laudatório pronunciado pelo engenheiro e escritor Antonio Renato Soares Casimiro, quando da entrega da comenda “Memórias de Juazeiro” pela Associação dos Filhos e Afilhados de Juazeiro do Norte (AFAJ) aos familiares de Amadeu.
“... Deizando a vida do campo em 1950, Amadeu iniciou seu trabalho como correspondente do antigo IAPC – Instituto de Aposentadoria e Pensão dos Comerciários. Ele, sozinho, era por assim dizer uma autarquia. Presenciei muitas vezes como ele carregava, rua acima, rua abaixo, aquela bolsa, a papelada de cobrança e de atenções para com os segurados da então previdência do comércio...”
“ ... Seu Amadeu era um homem manso e bom. Muito querido pelo seu vasto círculo de amizades, não só familiar, como do Cariri, principalmente, onde dedicou toda sua existência. Quem lê as obra de sue filho, Cel. José Ronald Brito, pode muito bem aquilatar a elevação do seu espírito. Ali não se lê vulgaridade, mas um bom humor, este sentido maior de bem estar com a vida, a família e os amigos, em busca deste lado alegre e divertido do viver. Amadeu Carvalho Brito não foi só um exímio e fértil contador de histórias do seu tempo. Ele foi estilo de homem que dignificou a própria razão de existir, de pensar, de sonhar e principalmente, de servir. Uma grande saudade que ficou para todos nós...”
Fortaleza, 14 de Junho de 2011.
José Ronald Brito.
Foi realizada missa no dia 09 deste mes, na Paróquia de Santa Luzia em Fortaleza, com a presença dos familiares e amigos.
07 maio 2011
ESTÓRIAS DE TIA DONINHA
A Purificação
Maria Carvalho Tia Doninha, era a filha mais nova dos meus bisavós paternos. Certa vez, quando ela fazia uma visita a seus parentes, os Cruz Neves, que moravam no Sítio Saco, àquela época município de Jardim, Doninha que era um pouco “avexadinha” em lá chegando, deparou-se com um morador do sítio bastante enfermo e porque não estava recebendo o asseio devido, exalava um mau cheiro de fazer dó. Então, ela diagnosticou que a pessoa estava doente porque não tomava banho. Providenciou logo um cozimento de tudo que era meizinha e contra a vontade de todos, partiu pra lavação. Depois que ela purificou o corpo enfermo, ali mesmo no lavatório ele exalou o último suspiro, sob os olhares atônitos dos parentes.- Doninha, você matou o home!
- Éee, mas morreu limpo!!!
***********
O Vestido ApertadoDoninha numa de suas andanças pelo Crato, foi à casa de sua prima Sila Brito e pediu que fizesse um vestido para ela. Na hora da prova o decote ficou um pouco apertado e não deu pra vestir por causa de seu cocó que era meio grande. Não teve conversa, mais que de pressa pediu uma tesoura.

- Pra que Doninha?
Perguntou Sila assustada.
- Deixe por minha conta e não pergunte mais. Você vai ver!
E de uma tesourada só o coque caiu no chão.
Escrita por José Ronald Brito
ESTÓRIAS DE TIA DONINHA
A Purificação
Maria Carvalho Tia Doninha, era a filha mais nova dos meus bisavós paternos. Certa vez, quando ela fazia uma visita a seus parentes, os Cruz Neves, que moravam no Sítio Saco, àquela época município de Jardim, Doninha que era um pouco “avexadinha” em lá chegando, deparou-se com um morador do sítio bastante enfermo e porque não estava recebendo o asseio devido, exalava um mau cheiro de fazer dó. Então, ela diagnosticou que a pessoa estava doente porque não tomava banho. Providenciou logo um cozimento de tudo que era meizinha e contra a vontade de todos, partiu pra lavação. Depois que ela purificou o corpo enfermo, ali mesmo no lavatório ele exalou o último suspiro, sob os olhares atônitos dos parentes.- Doninha, você matou o home!
- Éee, mas morreu limpo!!!
***********
O Vestido ApertadoDoninha numa de suas andanças pelo Crato, foi à casa de sua prima Sila Brito e pediu que fizesse um vestido para ela. Na hora da prova o decote ficou um pouco apertado e não deu pra vestir por causa de seu cocó que era meio grande. Não teve conversa, mais que de pressa pediu uma tesoura.

- Pra que Doninha?
Perguntou Sila assustada.
- Deixe por minha conta e não pergunte mais. Você vai ver!
E de uma tesourada só o coque caiu no chão.
Escrita por José Ronald Brito
24 janeiro 2011
UM BEATO PERFUMADO
Os beatos que conheci na década de cinquenta do século passado em Juazeiro, não tinham nada de perfumados. Eram homens magros, barbados, maus vestidos e fedorentos; se fossem beatas, não se distanciavam muito dessas características.
Lembro-me das pregações desventuradas do Beato José e de sua ojeriza a homens efeminados; quando os encontrava, vociferava: ¨Homem rapariga, você está no inferno.
Existiam outros que não me recordo dos nomes.
Da ala feminina só consegui lembrar da beata Júlia, que cuidava do urubu rei , remanescente dos viveiros de Padre Cícero.
Porém, nas primeiras décadas do século, habitou em Juazeiro um beato, que apesar de analfabeto exerceu sobre a comunidade, mais conhecida como Caldeirão, uma liderança sem precedentes na região: Joaé Lourenço. Essa liderança começou a surgir quando o Padre Cícero alugou um terreno de João de Brito, irmão de meu avô paterno, no município de Crato,
O sítio Baixa Danta estava semi-abandonado quando o negócio foi fechado. O beato mudou-se para lá e começou a fomentá-lo para receber romeiros ¨flagelados¨ que chegavam a Juazeiro de toda parte do Nordeste. Bastou dois anos para o Beato transformar o sítio numa verdadeira ¨terra prometida¨.
Segundo meu avô Britinho (Manoel Veira de Brito) o beato era um homem prático, de boa aparência, de conversa fluente e sociável. Conecia e visitava os ricos da época e também os recebia na sua comunidade. Quando algum deles se deparava com um problema agrícola ou agropecuário, já sabia onde ir buscar a solução.
Disse-me também, que quando o Beato estava na comunidade e sem visitas, vestia-se igual aos comuns e não encontrava rival no trabalho pesado; porém quando ía a cidade, ele mudava de figura: usava terno bem talhado, botas polidas, chapéu e muita água de cheiro. E, quando montado em seu cavalo ¨Trancelim¨, se aproximava, sentia-se logo o aroma de perfume importado.
José Ronald Brito
Os beatos que conheci na década de cinquenta do século passado em Juazeiro, não tinham nada de perfumados. Eram homens magros, barbados, maus vestidos e fedorentos; se fossem beatas, não se distanciavam muito dessas características.
Lembro-me das pregações desventuradas do Beato José e de sua ojeriza a homens efeminados; quando os encontrava, vociferava: ¨Homem rapariga, você está no inferno.
Existiam outros que não me recordo dos nomes.
Da ala feminina só consegui lembrar da beata Júlia, que cuidava do urubu rei , remanescente dos viveiros de Padre Cícero.
Porém, nas primeiras décadas do século, habitou em Juazeiro um beato, que apesar de analfabeto exerceu sobre a comunidade, mais conhecida como Caldeirão, uma liderança sem precedentes na região: Joaé Lourenço. Essa liderança começou a surgir quando o Padre Cícero alugou um terreno de João de Brito, irmão de meu avô paterno, no município de Crato,
O sítio Baixa Danta estava semi-abandonado quando o negócio foi fechado. O beato mudou-se para lá e começou a fomentá-lo para receber romeiros ¨flagelados¨ que chegavam a Juazeiro de toda parte do Nordeste. Bastou dois anos para o Beato transformar o sítio numa verdadeira ¨terra prometida¨.
Segundo meu avô Britinho (Manoel Veira de Brito) o beato era um homem prático, de boa aparência, de conversa fluente e sociável. Conecia e visitava os ricos da época e também os recebia na sua comunidade. Quando algum deles se deparava com um problema agrícola ou agropecuário, já sabia onde ir buscar a solução.
Disse-me também, que quando o Beato estava na comunidade e sem visitas, vestia-se igual aos comuns e não encontrava rival no trabalho pesado; porém quando ía a cidade, ele mudava de figura: usava terno bem talhado, botas polidas, chapéu e muita água de cheiro. E, quando montado em seu cavalo ¨Trancelim¨, se aproximava, sentia-se logo o aroma de perfume importado.
José Ronald Brito
UM BEATO PERFUMADO
Os beatos que conheci na década de cinquenta do século passado em Juazeiro, não tinham nada de perfumados. Eram homens magros, barbados, maus vestidos e fedorentos; se fossem beatas, não se distanciavam muito dessas características.
Lembro-me das pregações desventuradas do Beato José e de sua ojeriza a homens efeminados; quando os encontrava, vociferava: ¨Homem rapariga, você está no inferno.
Existiam outros que não me recordo dos nomes.
Da ala feminina só consegui lembrar da beata Júlia, que cuidava do urubu rei , remanescente dos viveiros de Padre Cícero.
Porém, nas primeiras décadas do século, habitou em Juazeiro um beato, que apesar de analfabeto exerceu sobre a comunidade, mais conhecida como Caldeirão, uma liderança sem precedentes na região: Joaé Lourenço. Essa liderança começou a surgir quando o Padre Cícero alugou um terreno de João de Brito, irmão de meu avô paterno, no município de Crato,
O sítio Baixa Danta estava semi-abandonado quando o negócio foi fechado. O beato mudou-se para lá e começou a fomentá-lo para receber romeiros ¨flagelados¨ que chegavam a Juazeiro de toda parte do Nordeste. Bastou dois anos para o Beato transformar o sítio numa verdadeira ¨terra prometida¨.
Segundo meu avô Britinho (Manoel Veira de Brito) o beato era um homem prático, de boa aparência, de conversa fluente e sociável. Conecia e visitava os ricos da época e também os recebia na sua comunidade. Quando algum deles se deparava com um problema agrícola ou agropecuário, já sabia onde ir buscar a solução.
Disse-me também, que quando o Beato estava na comunidade e sem visitas, vestia-se igual aos comuns e não encontrava rival no trabalho pesado; porém quando ía a cidade, ele mudava de figura: usava terno bem talhado, botas polidas, chapéu e muita água de cheiro. E, quando montado em seu cavalo ¨Trancelim¨, se aproximava, sentia-se logo o aroma de perfume importado.
José Ronald Brito
Os beatos que conheci na década de cinquenta do século passado em Juazeiro, não tinham nada de perfumados. Eram homens magros, barbados, maus vestidos e fedorentos; se fossem beatas, não se distanciavam muito dessas características.
Lembro-me das pregações desventuradas do Beato José e de sua ojeriza a homens efeminados; quando os encontrava, vociferava: ¨Homem rapariga, você está no inferno.
Existiam outros que não me recordo dos nomes.
Da ala feminina só consegui lembrar da beata Júlia, que cuidava do urubu rei , remanescente dos viveiros de Padre Cícero.
Porém, nas primeiras décadas do século, habitou em Juazeiro um beato, que apesar de analfabeto exerceu sobre a comunidade, mais conhecida como Caldeirão, uma liderança sem precedentes na região: Joaé Lourenço. Essa liderança começou a surgir quando o Padre Cícero alugou um terreno de João de Brito, irmão de meu avô paterno, no município de Crato,
O sítio Baixa Danta estava semi-abandonado quando o negócio foi fechado. O beato mudou-se para lá e começou a fomentá-lo para receber romeiros ¨flagelados¨ que chegavam a Juazeiro de toda parte do Nordeste. Bastou dois anos para o Beato transformar o sítio numa verdadeira ¨terra prometida¨.
Segundo meu avô Britinho (Manoel Veira de Brito) o beato era um homem prático, de boa aparência, de conversa fluente e sociável. Conecia e visitava os ricos da época e também os recebia na sua comunidade. Quando algum deles se deparava com um problema agrícola ou agropecuário, já sabia onde ir buscar a solução.
Disse-me também, que quando o Beato estava na comunidade e sem visitas, vestia-se igual aos comuns e não encontrava rival no trabalho pesado; porém quando ía a cidade, ele mudava de figura: usava terno bem talhado, botas polidas, chapéu e muita água de cheiro. E, quando montado em seu cavalo ¨Trancelim¨, se aproximava, sentia-se logo o aroma de perfume importado.
José Ronald Brito
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