07 maio 2011

ESTÓRIAS DE TIA DONINHA


A Purificação
Maria Carvalho Tia Doninha, era a filha mais nova dos meus bisavós paternos. Certa vez, quando ela fazia uma visita a seus parentes, os Cruz Neves, que moravam no Sítio Saco, àquela época município de Jardim, Doninha que era um pouco “avexadinha” em lá chegando, deparou-se com um morador do sítio bastante enfermo e porque não estava recebendo o asseio devido, exalava um mau cheiro de fazer dó. Então, ela diagnosticou que a pessoa estava doente porque não tomava banho. Providenciou logo um cozimento de tudo que era meizinha e contra a vontade de todos,  partiu pra lavação. Depois que ela purificou o corpo enfermo, ali mesmo no lavatório ele exalou o último suspiro, sob os olhares atônitos dos parentes.
Protestos em geral!
- Doninha, você matou o home!
- Éee, mas morreu limpo!!!

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O Vestido Apertado
Doninha numa de suas andanças pelo Crato, foi à casa de sua prima Sila Brito e pediu que fizesse um vestido para ela. Na hora da prova o decote ficou um pouco apertado e não deu pra vestir por causa de seu cocó que era meio grande. Não teve conversa, mais que de pressa pediu uma tesoura.


 - Pra que Doninha?

 Perguntou Sila assustada.
- Deixe por minha conta e não pergunte mais. Você vai ver!
E de uma tesourada só o coque caiu no chão.



Escrita por José Ronald Brito

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