Alfarrábios

Por José Hermano Brito

VIAGEM AOS ESTADOS UNIDOS  -  PARTE 2.

Quando faltavam cerca de 15 dias para as provas finais, recebí  umconvite para uma viagem a Washington com todas as despesas pagas. Estava com boas chances de me sair bem no curso e achei que não deveria ir.  Pedi dispensa e a consegui com alguma dificuldade.
Resultado final  - Apresento, a seguir, a tradução de alguns documentos  com os resultados conseguidos no curso. Disponho dos originais em inglês.
1)      Da Escola de Comunicações do Exército dos Estados Unidos.
Diploma “Distinguished Graduate”.
2)      Carta do Brigadeiro General  Thomas Matthew Rienzi  com os seguintes termos:
“Primeiro Tenente Jose H de Brito Bezerra
Centro e Escola de Comunicações do Exército dos Estados Unidos
Fort Monmouth, New Jersey.
Prezado Tenente Bezerra
Eu lhe congratulo fortemente por haver conseguido a mais alta média acadêmica em sua classe. Este foi um meritório resultado do qual voce deve, na verdade, estar  orgulhoso.
A instrução  que voce recebeu durante o curso e a sua experiência em seu país forneceram-lhe  conhecimento o seu trabalho como oficial.
Estou certo de que se o seu futuro serviço for tão exemplar como seu registro nesta Escola, seu país  se orgulhará legitimamente de sua futuras realizações. 
Por favor, aceite meus melhores votos para o seu continuado sucesso pessoal e profisional.
Muito Sinceramente
Thomas Matthew Rienzi .
Brigadeiro General –USA”
3)      DA ASSOCIAÇÀO DE COMUNICAÇÒES E ELETRÔNICA DA FORÇAS ARMADAS.
WASHINGTON,D.C.
“HONRA AO MÉRITO.
Este é para certificar que o
PRIMEIRO TENENTE  JOSE HERMANO BEZERRA DE BRITO
SEÇÃO 507 – RADIO OFFICER COURSE
Foi escolhido pelo DPARTAMENTO DE COMANDO E COMUNICAÇÕES , DO CENTRO E ESCOLA DE COMUNICAÇÒES DO EXÉRCITO DOS ESTADOS UNIDOS , FOT MONMOUTH,  NEW JERSEY, COMO O ESTUDANTE COM A MAIS ALTA MÉDIA EM SUA SEÇÃO, É FORNECIDO ESSE CERTIFICADO  EM RECONHECIMENTO DE SUA NOTÁVEL APLICAÇÃO E DE SUA REALIZAÇÃO ACADÊMICA.” 
Com  elogios como esses, feitos por pessoas que nem me conheciam,  e principalmente com o resultado conseguido, voltei para o Brasil com a sensação de dever cumprido e com elevada auto-estima.Como é de praxe, o militar do exército brasileiro que retorna do exterior  deve se apresentar em alguns locais: Estado Maior do Exército, Comando do Quarto Exército (no meu caso) e na sua Unidade de origem. Cumpri o roteiro de praxe, continuei com a sensaçào de dever cumprido, mas observei que nenhuma autoridade nos dois primeiros  locais onde me apresentei  fez a menor referência ao resultado conseguido. Nem mesmo um “parabens´, ou um ´muito bem”; nem escrito, e nem mesmo verbal.  “Nada além do formal e mecânico Ëstá apresentado”. 
Conhecí Washington ha pouco tempo, ja depois de aposentado, e por minha conta.
 JH
VIAGEM AOS ESTADOS UNIDOS.
Fizemos uma prova escrita. Algum tempo depois, sem nenhuma noticia sobre o resultado da primeira prova, me mandaram para o Rio para fazer uma segunda  prova  - a oral. Depois me informaram: Você vai. Gostei muito do resultado sem entender direito porque havia sido escolhido. Hoje em dia, pensando sobre o assunto, analisando a proximidade dos fatos eu arriscaria dizer: foi uma das primeiras ajudas que Seu Vicente me deu lá por cima; aqui em baixo Ele ja me havia ajudado muito.
Chegamos a New York numa época bastante fria: 10 graus abaixo de zero. Respondendo a comentário de um amigo, disse uma brincadeira que sempre o fez rir: o Crato dificilmente está mais quente do que isso. Hospedamo-nos  em um quartel que ficava bem próximo da Verrazano Bridge. No dia seguinte fomos para o Forth Monmouth – NJ.
Impressionou-me o tamanho desse Forte; uma verdadera cidade. Falava-se em 24.000 alunos, em três turnos. Havia aulas/intruções 24 horas por dia. Tínhamos todos os recursos no próprio forte: alojamentos, supermercados, barbeiros etc.  Havia curso de tudo que se referia a telecomunicações: de telefonia a satélite, de código morse a computador (materia lá conhecida como ADPS – Automatic Data Processing Systems).
A nossa turma, Class 507- Radio Officer Couse, iniciada em 05 de Março de 1968, era composta de 25 alunos; 6 extrangeiros e 19 norte- americanos.  Sem os detalhes, que a bruma do tempo ja encobriu,  lembro-me até hoje de nossa AULA INAUGURAL.
Um Major americano pediu que todos nós nos levantássemos e nos apresentássemos. Sugeriu que disséssemos de tínhamos vindo, qual a nossa formatura  e para onde iríamos ao terminar aquele  curso. Nós, os seis extrangeiros, tivemos um pouco de dificuldade para executar essa tarefa, mas o que me chamou a atenção,  e que me está na memória até hoje, foi a apresentação dos americanos. 
Os americanos se levantaram e disseram algo semelhante a:  I’M LIEUTENANT GLOVER( Eu sou o Tenente ) GLOVERr ou MAY NAME IS  Glover (Meu nome é): GLOVER (COLLINS, PHARR, CHAPELL, WEISS, BLUME, FORTIER, WHITEHEAD, CHEMAS, LONDON, AMME, TOMITA, PERSON, HANNER, EWING, MERKEL, LARA), AND AFTER THE COURSE,  I’M GOING TO VIETNAN ( Após o curso estou indo para o Vietnan) . A única exceção, se não me engano foi a do Captain MC KINNEY;  ele tinha vindo de lá.
Um dos oficiais perguntou: “Do you Know Why are we going to there? (O Sr. sabe porque nós estamos indo para lá?) O Major respondeu “That’s a good question but, I don’t Know.” (Essa é uma boa pergunta, mas eu nao sei).
Garotada nova e com bons cursos, indo quase todos para a guerra. Perdi o contato com Eles e gostaria muito de saber que se encontram vivos mas, considerando a situação que enfrentaram, sou obrigado a admitir que alguns faleceram por la.
jh
Não é mais ou menos por aí, é certamente por aí.
Tê-lo como chefe, colega e amigo foi uma oportunidade privilegiada.
Foi como ter a certeza de que “apesar de” e em qualquer circunstância, o homem HUMILDE, CONSCIENTE, JUSTO E ESCLARECIDO sobrepunha-se ao efêmero e até a condição de “status” ou hierarquia.
Só os grandes homens param diante da própria história numa avaliação tao singela e leve,(como bem disse) sem os rancores dos caminhos e das formas de vida impostas ao seu próprio destino.
Que bom sabê-lo ratificando origens. Que bom, em meio a toda conturbação impingida ao homem neste mundo  (uma palavra ilegível), tê-lo VIVO  e como amigo.
Não existe “EX” para quem  foi, é, e será sempre referência de valores tão fortes e verdadeiros.
Nunca houve descida,  seu exemplo foi sempre de uma doce maestria.
Tenh certeza de que por onde passar existem espaços não ocupados  a magia branca do que plantou.
Maria de Fátima Dias.
Caro Amigo Brito.
Saiba que, mesmo não se apercebendo, a imagem do seu interior sempre se apresentou clara: como um rei, mais ou menos por aí.
Que bonita história.
Abraços. Fernando. NEAJ 
Caro Britão.

Estória agradável, bonita, porreta. Realmente digna de ser lida no banheiro;  afinal de contas, que lugar mais nobre do que ele?  Que lugar mais íntimo do que ele? Adonde se consegue se ficar tão só e espiar detalhadamente?  O banheiro tem a convicção da solidão, embora do a devida humildade.
Portanto é uma história digna de ser lida no mais humilde banheiro. Nela a humildade é descrita de maneira compacta e lógica. Compacta como a objetividade  rotineira de um coronel, lógica como o silogismo festivo de um guerrilheiro anarquista. Reduzindo uma vida na satisfaçào íntima da humildade. Na convicção de ser  ( or not to be) humilde.
Britão, não é sacaneando, (tu me conheces), nem tão pouco perfumando;  porém o texto me fez lembrar um tema desenvolvido pelo velho e atual Machado, em Memória Póstuma de Bras Cubas, que semelhantemente, terno e lógico, lida com o aborrecimento.
Ele descreve numa  maneira lógica e compacta, a volúpia do aborrecimento. A satisfaçào íntima do aborrecimento. Talqualmente a sua convicçào de humildade. Até chegar  a um ponto inexorável de ser necessidade vital.  Bonito, Britão. Porreta.
Abração  do cada vez mais admirador.
Américo José Peixoto Lima .
Rio, Abr/92.
Obs. A referência a banheiro é porquê quando eu encaminhei foi dizendo que era pra ler no banheiro.
EMBAIXADA DO BRASIL – COLÔMBIA                    
Adido das Forças Armadas
SANTA FÉ DE BOGOTÁ, 21 de Setembro de 1992.  
Amigo Brito.
A demora em responder à sua carta se deve a vários motivos: algum trabalho, problemas pessoais, nova sistemática de vida e talvez o mais importante - falta de vergonha na “cara”.
Lí o seu artigo várias vezes, e, em cada uma delas sentí o prazer de estar provando um bom vinho em pequenos goles. Aliás, partindo de você só podíamos esperar algo de qualidade.
Sua história se assemelha em muito à minha, só que não sou “ex”  em nada. Antes de ingressar  na EPF já estava com um emprego em mira – contínuo em um banco. Foi uma grande subida na “pirâmide” o meu ingresso na Escola.
A noite de “São Bartolomeu”  ainda está na minha memória, mas o baile me parece que foi na EPF, pois tenho algumas fotos do evento.
A viagem  ao Rio e a chegada ao Aeroporto Santos Dumont à meia noite, com o deslocamento em viaturas da PE até o CMRJ  são fatos inesquecíveis. O avião que nos levou era de uma companhia civil (LOIDE AÉREO?). Pois o “criolo” OSIRIS,  que era meu companheiro de poltrona,  não aceitou os alimentos oferecidos pela  aeromoça , porquê,  pensava que tinha de pagar pelos mesmos e estava “liso” na ocasião, como todos nós.
Quanto às “caronas” que apanhávamos durante o curso da AMAN, creio que você ainda se lembra de uma, que nós tomamos juntos com o Beto, no posto ESSO  e desembarcamos no cruzamento das Avenidas Rio Branco e Presidente Vargas.
Ao final do primeiro ano, eu e o “Maruím” fomos para a base do Galeão “piruar” avião da FAB para Fortaleza. Após uma semana de espera, fomos expulsos  e regressamos para a AMAN. Só conseguimos viajar  com passagens financiadas pelo “Padre Pita”.
Quando terminamos o curso, fui mais feliz que você na escolha do local para servir, pois fui para Fortaleza, com muitos amigos e parentes e pouca prontidão.
Na sua narrativa consta que em Março de 70 o Exército perdia um de seus filhos menos ilustres. Creio que essa afirmativa não corresponde à realidade. Para mim, o Exército perdeu parte de sua eficiência, mas o pais só teve a ganhar.
Muito em breve (creio que no final de 94) estarei aí para relembrarmos fatos pitorescos do passado, só que dessa vez com mais tempo, pois estarei na reserva.
Com o nosso grande abraço e cumprimentos pela excelente peça de literatura, renovamos o convite para  uma visita.
Petrúcio.
Fortaleza, Março de 1992.
Amigo Brito.As pessoas, muitas vezes, usando uma linguagem empoladae prolixa, tentam nos dizer coisas que não chegamos a compreender. Achamos as palavras bonitas, o autor culto, mas a mensagem não passa disto, ou seja, é quase nada.Uma história de ex-aluno” nos fala da simplicidade, dito por alguem simples, mas que se reveste de muita sinceridade e profundidade. É uma lição de vida. Mostra a trjetória de alguem que lutou e chegou lá.  Venceu com armas e méritos próprios. Está vivendo e deixando sua marca de amor, coragem, dedicação e gosto por tudo que faz.Nas entrelinhas de sua obra percebemos claramente a ação do destino na escolha das opções de vida e a magnitude dos sacrifícios para materializá-las.Velho companheiro, você traz na alma o espírito perseverante e aventureiro da turma EPF/1990.Um abraço do amigo Alcântara (103). 
UMA HISTÓRIA DE UM IRMÃO DE UM “EX-ALUNO” – O lado da história de um Ex-aluno  que nãtinha o sido contada.
É isso mesmo, irmão de um ex-aluno.  Na realidade, tenho boas e importantes razões para me apresentar como irmão de um ex-aluno.
Em primeiro lugar porque foi a maior autoridade que eu consegui ser até hoje. Aliás, uma autoridade tão grande que, depois disso e a cada momento, envaidece-me cada vez mais me apresentar como irmão do Ex-Aluno.
Segundo, porque as minhas pretenções anteriores eram mais modestas. Contentava-me em viver o momento. Frequentava um colégio sem a preocupação de aprender muita coisa. Levava uma vida ociosa, onde a maior atividade era jogar bola, apesar dos conselhos dos meus pais e das condições  financeiras  adversas.
Por não ter uma visão mais real da vida, desperdiçava as sugestões que me eram dadas e, as vezes, ficava até indiferente às indignações  dos meus pais diante do meu descaso em relação ao meu próprio futuro.
Foi  aí que a figura do Ex-Aluno  começou a operar as transformações que se faziam necessárias.
Primeiro porque já despertava em mim a admiração e o respeito àquele que me serviria de modelo, segundo, porque eu começava a encontrar parâmetros que me orientariam e passariam a se constituir em um objetivo.
Lembro-me da época em que contava as façanhas do Ex-Aluno e, por minha conta sempre aumentava alguma coisa. Na ocasião em que servia o Exército e, mais precisamente, o Tiro de Guerra (TG 205), contei  aos colegas e ao Sargento Odilo, Instrutor , que o Ex-Aluno havia sido promovido de Tenente a Major, sem escala, devido a sua competência. Apesar de ser um Instrutor e o assunto ser hierarquia militar, o Sargento não me convenceu de que isto era impossível.
Quanto ao episódio da viagem de avião até o Crato, divulguei, cheio de orgulho, que o Ex-Aluno  ganhara de presente, por mérito, pois era assim que eu tinha entendido.  O fato de ter sido pelo CAN, não fazia a menor diferença pois, para mim, era tudo igual, era avião, até mesmo porque tanto CAN como  VARIG operavam o moderníssimo DC3.
O Ex-Aluno foi transferido para Recife, e eu fui convidado por ele para fazer o mesmo. Ele vinha do Rio de Janeiro como Tenente, Ex-Aluno, e eu, do Crato, como seu irmão ex-atirador.
Foi o maior impulso ocorrido em minha vida. De cara, fui promovido de “Atirador da Reserva”  a “Tenente” ,  graças ao carinho dos colegas e amigos do Ex-Aluno, que me receberam  como se fosse irmão também deles  e me chamavam afetivamente de “Ten. Tico”.  Guardo com saudade e com orgulho  a lembrança do tratamento que recebi dos  “Colegas”: Tens. Nilo, Santana, Marinho, Miranda, Emanuel,  Hélio,  quando morávamos juntos no Edf. Santa Maria.   
A partir daí, passei a estudar com dedicação e com objetivo, na busca de recuperar o tempo perdido,  contando com a ajuda tanto material como, e principalmente, a orientação e o exemplo de vida do Ex-Aluno.
Por achar pouco a ajuda a um só irmão, estendeu aos outros, somando aos seus os ímpetos de valentia de nossa Mãe, que lhe comunicou a sua decisão  de vir para Recife, trazendo-os.  O Ex-Aluno  partiu, às pressas, para alugar um apartamento cujos custos  dividiria com o Ten. Nilo que, também acolhia e ajudava aos seus. Eram cinco estudantes que nunca haviam estudado e aprendido tanto, os frutos da habilidade e dedicação dos Professores  Ten. Nilo e Ten. Brito, o Ex-Aluno, começavam a aparecer.
Veio o meu primeiro emprego, conseguido através do Ex-Aluno, graças a indicação de um amigo seu, Heron Justino, que passou a ser também meu amigo. Foi no banco da Lavoura de Minas Gerais.
Nesse tempo, veio a morte prematura de nosso Pai, figura sagrada para toda a família, cujo impacto foi enormemente amortecido devido às previdências e visão do Ex-Aluno pois, a essa altura, eu ja tinha uma  perspectiva de vida e até um emprego. Mesmo assim, foi bastante sentida.
Com a morte de nosso Pai, vieram os irmãos menores, intensificando-se assim, a paternidade do Ex-Aluno. Ficava agora quase toda a família residindo em Recife, inclusive nossa Mãe, aumentando a responsabilidade e a dedicação do Ex-Aluno  que renunciava a um padrão de vida que ja se fazia por merecer.
A viagem aos “States” envaideceu a toda família e, principalmente o resultado, do que eu fui um divulgador.
Ainda através do Ex-Aluno, e agora com a ajuda do Ten.  Miranda, consegui o segundo emprego, na Ericson do Brasil e, ao trocar de emprego,  estava ingressando na profissão que até hoje exerço – Telecomunicações.  Coincidência, ou não,  a mesma do Ex-Aluno, ainda que num nível mais modesto.
Veio o meu casamento e o Ex-Aluno estava junto com o seu apoio.
Trocando mais uma vez de emprego e indo morar no Pará, aconteceu a separação mais profunda e mais demorada, apesar de se verificar apenas no aspecto físico.
Nasceu o primeiro filho e novamente a figura do Ex-Aluno estava presente e, sem pensar duas vezes, fiz um novo empréstimo, agora do seu nome para colocar no meu filho.
Dois anos depois, uma coincidência me levou a fazer um outro empréstimo de algo muito significativo para o Ex-Aluno – a data do casamento pois nesse dia, o meu segundo filho entendeu de nascer de parto normal. Feliz coincidência, disse-lhe que era uma homenagem.
Como que atraído pelo sentimento de vida em família, retornamos do Pará para, novamente, convivermos com o Ex-Aluno, agora já casado e com sua própria família.
Por um capricho do destino, o Ex-Aluno estava viajando, quando o seu segundo filho entendeu de nascer  e, foi com grande orgulho que recebi a convocação para levar sua esposa à maternidade, onde daria a luz ao nosso querido “Pirulito” (Hugo), nosso afilhado.
Comprei o meu primeiro imóvel. Digo compra, não sei porquê.  Na realidade foi uma doação do Ex-Aluno – a casinha da Gonçalves Ledo, em Fortaleza.
Bateu o sonho empresarial, comum ao ser humano e, numa tentativa de colher os frutos de nosso trabalho  em benefício de nós mesmos, constituimos uma empresa familiar que contou com o apoio e a participação desinteressada do Ex-Aluno. Apesar  da ajuda de todos e da disposição para trabalhar, não conseguimos atingir nosso objetivo. Foram tempos difíceis, durante os quais tivemos, como sempre, a ajuda inclusive material do Ex-Aluno.  A essa altura já recebíamos ajuda até dos discípulos do Ex-Aluno e, por conta disso, tínhamos até onde morar sem pagar o aluguel que não podíamos.
No retorno à Ericson, um pouco de equilíbrio e novos planos.
Na compra do segundo imóvel, novamente, o Ex-Aluno chegou junto e, não fora a sua determinação,  teria deixado passar a oportunidade de ter adquirido o apartamento onde até hoje habitamos.
E não se diga que houve exploração deliberada ou, até mesmo acomodação de um ou outro irmão para usufruir da boa vontade, sempre presente nas ações do Ex-Aluno.  A ajuda  permanente e expontânea sempre foi  mais fruto de sua iniciativa do que da solicitação de alguem.  E apesar dos seus esforços nem sempre terem  tido o resultado desejado, temos a certeza de que o insucesso deveu-se mais a outros fatores do que à limitação de ajuda.
Com tantos motivos, eu só podia mesmo era me orgulhar de ser irmão do Ex-Aluno, título que não troco por nenhum outro, apesar de não os ter, mas com a convicção de não os querer, caso tivesse que renunciar ao primeiro.
O Ex-Aluno diz que chegou ao topo de sua resistência  e continua descendo. No nosso conceito, ele não chegou ao topo, mas continua subindo rumo à origem.
Para completar a felicidade de ser irmão do Ex-Aluno,  a minha família comunga com os meus sentimentos e assim é que a minha esposa o considera um bom irmão. O meu filho que tem o seu nome, aprova e se orgulha do nome que tem, apesar da responsabilidade de manter-se digno de merecê-lo e todos o queremos como o bom PAI que aprendeu a ser, sendo um bom filho do PAI  que perdemos cedo.
Mais ou menos por aí.
Francisco Edson Bezerra de Brito.   
UMA HISTÓRIA DE  “EX-ALUNO”. (Já publicada no corpo do blog)
É isso mesmo, um ex-aluno. Na realidade eu sou ex-(um bocado de coisas), mas tenho boas e importantes razões para me apresentar como um ex-aluno.
Em primeiro lugar porque foi a maior autoridade que eu consegui ser. Aliás, uma autoridade tão grande que, depois disso, estou descendo até hoje, e ainda não consegui  zerar.
Segundo porque as minhas pretenções anteriores eram bem mais modestas. Considerando o aperto financeiro familiar, consegui, aos 15 anos, uma promessa de emprego de balconista numa loja de tecidos do interior.
Meu Pai sugeriu que eu continuasse estudando.  Aliás, Ele era uma pessoa tão boa que sempre preferia sugerir; evitava decidir por nós. Guardava sempre consigo a esperança de que entendêssemos a grandeza de suas sugestões.
Concordamos que eu faria exame para a Escola Preparatória de Cadetes de Fortaleza (EPF).  Na realidade  nem Ele, nem eu, sabíamos muito bem de que se tratava, mas como a procura era muito grande, devia ser bom. Nessa época, tanto Ele como eu, éramos pessoas humildes por natureza, e também por necessidade.
O salto foi muito grande, ja pensaram? De pretendente a balconista  a aluno da EPF?  Uma tremenda mudança de “status”, apesar do trote e da alcunha de “animal”.
Lembro-me muito bem do Juramento à Bandeira/ Noite de São Bartolomeu. Pela bela festa que tivemos, e também, pelo fim do período de trotes.  Entrei no Náutico com u’a madrinha muito bonita, cheio de saúde e de “importância”, apesar de liso. Nessa noite eu conclui que aluno era quase um rei, mais ou menos por aí.
O segundo e terceiro anos foram de intensa realização: um bom curso, muita saude, bons amigos e bonitas namoradas.  Continuei sendo quase um rei, mais ou menos por ai.
Encheram um avião de “aratacas” em direção ao Rio de Janeiro,  e la fui eu em minha primeira viagem de avião.
Na AMAN descobri  logo que cadete era menos do que aluno. Assim sendo, ja tinha começado a descer. Foi ai que eu descobri que manobra e ordem unida não eram o meu forte. Nossa manobra do fim do básico foi tão desastrosa  que passei muito tempo sem entender porque não tinha terminado todo mundo preso.
Não fiquei preso, mas continuei na AMAN durante o período de férias.  Era uma formatura de meia dúzia de cadetes na imensidão  do pátio Tenente Moura.
“Não tenho dinheiro para a passagem” , foi o que eu disse para o Ajudante de Ordem  que, por sua vez, informou ao General que, por sua vez,  fez um bilhete para o Brigadeiro que, por sua vez, me arranjou uma vaga num avião do CAN.
Peguei uma carona de caminhão no trecho Resende-Rio e um ônibus urbano para a Ilha do Governador – único trecho pago na viagem. Passei  a noite sentado e fardado  no Galeão  ouvindo chamar os vôos para  Londres, New York, Paris.  Finalmente, lá pelas 06:30H da manhã, chamaram o meu: Vitória, Caravelas,  Ilhéus, Xique-xique, Bom Jesus da Lapa,  Petrolina, Juazeiro do Norte....   Foi ai que eu peguei o boné e desci.  Consegui outra carona para o Crato – Capital do Mundo.   
Nos três anos de Resende, não passei frio porquê, além da farda, sempre contei com a boa vontade, e os agasalhos dos colegas, principalmente Granato e Miranda.
Escolhemos a pior época para terminar – Dezembro de 1963. Eu, particularmente, além da época, errei o lugar, fiquei no Rio de Janeiro, ou melhor,  na Vila Militar. Cheguei em Fevereiro, entrei de prontidão, saí no fim do ano, a prontidão continuava. Onde se parava, dormia-se. “Tirei uma tremenda tora” no Maracanã, tentando assistir Santos X Flamengo; acordava a cada gol.
Fiquei 12 anos porque gostei da área que escolhi – Comunicações, onde permaneço até hoje. Fiz alguns cursos na área, inclusive um nos “States”, onde estudei bastante, tentando fazer bonito. Na volta, não houve interesse pelo resultado, que só os mais próximos souberam.
Aproveitei as horas vagas para arranjar uma namorada Húngara.  Ao final do curso, Ela se livrou de mim, e eu d’Ela.
Em Março de 1970, o Exército perdia um de seus filhos menos ilustres.  Deixei o E.B., mas continuei  na área;  entrei na Embratel, onde a tecnologia é fundamental. Ali, e por essa razão, fiz vários cursos, inclusive um no Japão onde tive que fazer um tremendo esforço para arrancar, em doses homeopáticas, um pouco do muito que o Japonês sabia.
Praticamente Top-ei, ou seja, cheguei ao topo. Não da hierarquia, nem muito menos do conhecimento, mas da minha resistência.
As coisas mudaram tanto que eu me sinto, novamente,  bem próximo da origem, e continuo descendo.  Já não sou humilde por necessidade, sou humilde por convicção. Tenho apenas saudades do tempo em que era aluno – quase um Rei, mais ou menos por aí.
José Hermano Bezerra de Brito. 
NO SEMINÁRIO.
Essa parte também é rápida. Entrei menino besta com dez anos de idade. Sai quase menino, mas ainda besta, com quatorze.
Mas tenho que reconhecer uma boa  formação escolar e excelente formação  moral, ética e religiosa.  Gravou-se em minha memória a  frase: “NON MINISTRARI, SED MINISTRARE”. Ao pé da letra, significa: “NAO SER SERVIDO, MAS SERVIR”. Eu sempre a entendi como:  nós não estamos aqui (na terra) para ser servidos, mas para servir.  Na realidade, essa frase apenas  reforçou o ensinamento que ja tinha aprendido com meus pais.
Juntei o bom português do seminário, com a boa matemática do ginásio, onde passei um ano e meio, e entrei na escola preparatória. Fui ser aluno para depois me considerar um ”ex-aluno”.
José Hermano Bezerra de Brito
Obs.: Este testo falta concluir
A INFÂNCIA.
Essa parte nós podemos  passar rapidamente porque eu não tenho quase nada a contar. Algumas, poucas  histórias que eu sei  foram contadas por Bebeto e José Ronald.  Como a minha memória não é nada boa, eu fico até em dúvida se esqueci a infância, ou se nunca fui menino,  como eu gostei de ver meus filhos, sobrinhos e, agora o neto. Nunca consegui  brincar, nem participar de qualquer atividade de lazer, por simples que fosse,  sem achar que estava errado;  principalmente se envolvesse alguma despesa. Deixo bem claro que não era exigência de meus Pais que, para isso, não tiveram nenhuma culpa. Parece ter sido algo de minha própria natureza. Por outro lado, lamento que essa minha cactrística tenha prejudicado a todos àqueles que comigo conviveram (Mãe, Irmãos, Filhos e, principalmente minha Esposa)  que mereciam mais divertimento e lazer.
Que eu consiga me lembrar: tinha muita dor de cabeça e  pesadelos quase toda noite. E até onde eu consiga me lembrar até a mais tenra idade, lembro de uma grande preocupação com a situação econômica de meus pais e uma tremenda vontade de ajudar.
Obs.: Este testo falta concluir
Seu texto possibilitou-me conhecer melhor sua mãe e entender como constituiu essa bonita família, com filhos exemplares. Parabéns Zermano pelo excelente depoimento sobre sua mãe. Abraços Socorro Lustosa e familia.
Pois é ZÉ;
tais vendo tu????
Num é o que eu digo??
Ce escreve bem pra caramba, tem estilo mesmo, como diz aí o nosso amigo.
Só não sei é se, por causa disso, tenha que se tornar um escritor, com obrigações de escritor,
necessidades de escritor e tudo mais. Acho que tudo depende das necessidades que o cabôco sente.
Diz o ditado que o homen pra ser completo, deve: Criar um filho ( Ce já fez); Plantar uma árvore (Ce já fez) e escrever um livro;  Aí  ocê ficou só numa “orelha”
Eu, pelo meu lado fico logo com preguiça ( ou será medo???), pensando no que pode ou não, acontecer. Acho que aquela minha poesia (do medo) faz algum sentido

E, como Tão, fico fazendo “meus palitos” ( atividades que não requer esforço mental nenhum)  mas, que tem alguma utilidade.

Desde qdo recebi seu  “E.1/2” comecei a escrever esta resposta e, não sai nada.
Então, vou aproveitar a facilidade que o “rato” oferece, e vou mandar o que já está escrito.
Se sair mais alguma coisa vou mandando.

Ebbrito
Zelano, achei linda a carta do Sr Napoleão. Concordo em tudo que ele falou e com a sugestão de publicar. Quero uma cópia pra mim, OK? Peguei uma cópia do e-mail e vou levando pra Gó, hoje. Dulce 
Barbalha, 30.08.2009
Meu Caro José Hermano, (por Zita.)
Abraço-o.
Antes de mais nada, o meu muito obrigado por confiar-me, bondosamente, o seu excelente texto “O CENTENÁRIO DE DONA BRITO”, uma verdadeira epopeia familiar de raro heroismo. Magnífico. Que exemplo de vida! Que vida exemplar de mãe, esposa e parenta! Uma beleza.
Isto posto, eu tomaria a liberdade de sugerir-lhe que o publicasse na revista cratense”A Província”, por intermédio do Bebeto. E digo mais, por que não enfeixá-lo  em uma plaquete, obviamente, de luxo, inclusive com fotos de seus pais, para oferecê-la aos seus descendentes, como exemplo a seguir.
Isto é uma verdadeira epopéia, meu caro. Será mais um grande serviço que você prestará à família que não é mais somente sua porque igualmente é nossa. Faça isto.
Ademais, devo dizer-lhe que o seu estiloé de rara beleza, estilo mesmo de engenheiro, preciso, objetivo, quase matemático, sem “gordurinhas”  de fácil compreensão e notável elegância.  Em você reside um consumado escritor. Por que não aproveitar mais esse talento que Deus lhe deu?  Li o texto com vagar e atenção, e depois o passei-o a minha Socorro, cuja mãe, Dona Maria de Sa Barreto, foi a Dona Brito destas bandas de cá, criando também 10 filhos na pobreza, no peito e na raça, transformando-se na minha segunda mãe. Exemplos semelhantes, verdadeiras irmãs siamesas.
PARABENS POR TUDO!  GRATÍSSIMO POR TUDO.
Cordialmente, velho amigo e primo. Napoleão Tavares Neves. 
CENTENÁRIO DE DONA BRITO
 Com a permissão do Padre José Honor, presidente dessa celebração e de Bebeto, anfitrião e primogênito, quero prestar homenagem a Maria de Carvalho Brito Bezerra, nossa abnegada e incansável Mãe.
§  A ocasião e o local não poderiam ser mais apropriados para a honrarmos como  Mãe  e de a exaltarmos  como  a grande  pessoa ( cidadã) que foi.
§  A ocasião porque em uma missa em sua homenagem; missa que Ela tanto valorizou quando  viva.
§  O local porque aqui, na casa de Bebeto, e no local onde Ela e o nosso inesquecível  Pai resolveram construir seu primeiro imóvel, uma pequena casinha de taipa no então longínquo mas sempre aprazível  bairro do Pimenta.
§  Presentearam-nos com a vida, o exemplo e a total dedicação a seus 10 filhos (9  ainda vivos).  Lutaram obstinadamente para que não nos faltassem o pão, o estudo, e os princípios morais, éticos, e religiosos. Somos todos testemunhas  da abnegada e incansável Mãe que sempre foi.
§  Todos lembramos de  sua peregrinação pelos colégios do Crato em busca de vagas,  de descontos, ou mesmo da isenção  nas mensalidades escolares,  sem os quais, dificilmente teríamos conseguido estudar.
§  Não  ia a cinemas, teatros e nem a outros tipos diversão porquê, na sua maneira de entender, o dinheiro e o tempo gastos nessas atividades poderiam fazer falta em nossa formação. Não viajava, a não ser que a viagem fosse para nos ajudar, como por exemplo nos nascimentos de netos.
§  Sabia  decidir e executar, ou exigir o cumprimento de suas decisões. Foi de fundamental  importância  em decisões   que, no futuro,  se mostraram acertadas para a família.  Entre outras, gostaríamos de citar:
1)    A compra do primeiro imóvel.
Em virtude de dificuldade para continuarmos morando em imóvel alugado na Rua da Vala, decidiram comprar este terreno e construir uma pequena casa de taipa. O terreno era afastado e desabitado; nossa casa foi a segunda da região. Por incrível que hoje possa parecer,  por dentro do nosso terreno passava um pequeno mas perene riacho de águas cristalinas. Onde anda o nosso riacho que o “progresso” não soube conservar?
2)    A decisão de servir ao próximo .
O Crato daquela época, centro cultural do Cariri, apresentava as melhores oportunidades de estudo. Juntamente com nosso Pai, pois decisões como essas não poderiam ser tomadas isoladamente, decidiram  apoiar a todos que precisaram morar conosco, a maioria por motivos de estudo. Nunca os ouvimos dizer “atualmente não podemos ajudar porque a nossa situação financeira  está apertada ” -  ela sempre estava. Sempre os ouvimos dizer:”AQUI EM CASA SEMPRE CABE MAIS UM”.
3)    A  mudança para Recife.
Após a morte de nosso pai, mamãe concluiu que era melhor se transferir  com Baía e seis   filhos para  Recife. Tínhamos combinado a transferência  e eu estava pesquisando preço de casa ou apartamento  quando numa quinta ou sexta feira recebi um curto telegrama: “SIGO TERÇA FEIRA COM OS MENINOS”.  Alugamos  o que nos pareceu a melhor alternativa no momento, e pedimos emprestadas camas de campanha. Na terça feira chegou Ela com os meninos e um pequeno  fogareiro, nosso primeiro fogão. Extendemos  cordas entre os armadores, nosso primeiro guarda roupas e, sem nenhum trauma, vivemos um excelente período do qual  sempre nos orgulhamos.
  •  NOVOS FILHOS / IRMÃOS
Graças a maneira de pensar de nossos pais ( AQUI EM CASA SEMPRE CABE MAIS UM), Eles procuraram ajudar e trouxeram para morar conosco , em diferente épocas e por diferentes períodos, além dos nove filhos biológicos,  22 outras pessoas que passaram a nos considerar, e a serem por nós considerados, irmãos. Uma grande família de 31 irmãos.    Todos que conosco moraram podem comprovar que a partir da hora que conosco estavam, eram considerados irmãos para todos os efeitos: direitos e obrigações.
É essa a razão pela qual acredito que a grandeza de Dona Brito ultrapassou o já nobre  papel  de uma grande Mãe;  podemos considerá-la  uma humilde  porem autêntica heroína.
Orgulha-nos constatar que, de alguma maneira, nossos pais ajudaram na formação de nossos outros 22 irmãos. Sei que não poderia creditar a nossos pais muitos sucessos em suas vidas profissionais porque seria esquecer seus valores pessoais. Mas tenho certeza  que uma grande parte desses  irmãos gostariam de com Eles compartilhar  seus sucessos. Acredito que, entre outros, poderia  incluir:
  • MARIA DAS DORES ALVINO (a nossa querida BAÍA)  -morando  conosco a 70 anos exercendo em algumas ocasiões o papel de uma boa irmã, e em outras ocasiões o papel de uma segunda mãe.  Mamãe foi tão previdente que nos deixou Baia.
  • JOSÉ RONALD BRITO – que conosco morou enquanto meus padrinhos estavam no sitio Cabeça da Vaca, entre Juazeiro e Caririaçu. Nosso  irmão e lider do nosso tempo de criança, amigo leal de todas as ocasiões, daquele tempo até hoje. Coronel, ex Chefe da Casa Militar do governo do estado do Ceará. Escritor.
  • JOÃO ALVES NETO – primo amigo, dono de inteligência e memórias privilegiadas. Transferindo-se para São Paulo recebeu, amparou e orientou uma verdadeira legião de cearenses  que o procuravam.
  •  BENILDE – uma nova Madre Teresa de Calcutá hoje morando em São Paulo e dedicada  ao  atendimento de idosos.
  •  BENILCE – Professora e Coordenadora de Cursos em Recife, nossa querida cunhada, hoje esposa de nosso irmão Tico ( Edson).  
  •  ALCIDES MODESTO COELHO – Padre, Ex Dep. Estadual e Federal pela Bahia, Ex Superintendente da CODEVASF em Juazeiro da Bahia.
  • JOSE ROCÉLIO SIEBRA DE BRITO Ex- Bancário do Banco do Brasil residente em Caruaru.
  • MACÁRIO JOSÉ DE BRITO BEZERRA – Médico Anestesista residente em Crato. Morou com Dona Brito durante o período de cursinho e da Faculdade Medicina em Recife.
  • MARIA DEILDA CARVALHO PEREIRA-  Pedagoga e Advogada residente em Brasília.
  •  Lamentamos já não estarem entre nós :Adauto, Daudile, Manoel Bezerra , Maria Brito e Expedito ( de Noeme) -  já falecidos.
Finalmente, imagino que se Dona Brito pudesse nos fazer um  pedido, Ela pediria para conservar a união da família, uma família de 31 membros  que Ela tanto amou. Provavelmente, em outras palavras, Ela diria:
  •  Esqueçam mágoas e divergências, exercitem o perdão.
  •  Entendam e, se possível, valorizem as diferenças.
  •  Mantenham a família unida.

Crato, 17 de julho de 2009
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José Hermano Bezerra de Brito
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