28 setembro 2011

Você Sabia?
No Saco tem:
No Saco tem banquete oferecido para uma dúzia ou mais de cães, em homenagem a São Lázaro, em evento comemorativo da cura de alguma doença de morador;
 No Saco ainda tem penitentes cantando benditos sonoros nas cruzes de beira de estrada e ainda se auto-flagelam;
 No Saco tem curadores de picadas de cobra;
 No Saco os vaqueiros ainda curam bicheiras do gado no rastro das rezes;
No Saco o teiú briga com cobra e quando por ela vai picado, morde a batata de teiú, ou batata cabeça de negro e se cura da picada do
réptil;
 No Saco herpes zoster ou “cobreiro”, não mata porque se escreve com tinta de tinteiro “Oh Maria Concebida sem pecado” para o cobreiro não se encontrar e por isto o paciente escapa;
 No Saco a crendice dita normas rígidas: o paciente picado de cobra
se cura porque um “curado” cospe na sua – dele – boca e ambos ficam tranqüilos;
No Saco um paciente picado por cobra tem que procurar socorro médico sem passar por água para não morrer. Atravessar rio ou riacho com água corrente é morte certa;
 No Saco ainda há “corpo aberto” e ventre caído;
 No Saco Jibóia não mata por sufocamento, mas mata a sua preza no dente;
 No Saco antigo quando o defunto era muito pesado e levado em rede levava surra dos carregadores. O povo antigo do Saco achava que o peso extra era porque, o diabo, sabendo que o defunto ía para a igreja, encangava-se, aumentando o peso da rede. Eles diziam que o diabo “não brinca nem nessas horas”;
 No Saco tinha Antônio Zuza, que cavava o chão e esturrava como touro na porteira do curral, de 4 pés, para a papeira não descer para os testículos.
Obs.: "Saco" Sítio do Dr. Napoleão Tavares Neves, localizado no
município de Porteiras - Ceará.
Marcos Aires de Brito
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