21 setembro 2011

Preocupação ambiental
Marcos, 27/07/2011
Os amigos Pachá (no Saco), Urutau (na Serra da Guritiba), Maroto (no Sítio da Goiabeira) e outros estavam com uma grande preocupação ambiental e queriam contribuir para o desenvolvimento de uma consciência ecológica. Eles estavam inquietos e achavam que deveriam divulgar conhecimentos através de uma conferência cósmica transmitida via internet a partir da Serra de Dau, na Chapada do Araripe.
Verifiquem seus sistemas testem a velocidade da banda larga e vamos iniciar esta videoconferência, em tempo real, que está sendo gerada aqui de baixo da copa de uma centenária Timbauba. Assim falou Urutau, no centro do mundo, que anunciou Maroto como o conferencista daquela noite.
Maroto testou o sistema para falar de “Alguns aspectos sobre Química Verde”, cumprimentou a todos e em especial Urutau e Pachá que idealizaram aquele encontro virtual. E assim Maroto projetou um arquivo em Power point que tratava de Química Verde e avisou: vocês podem me interromper durante a transmissão, pois assim a minha palestra ficará mais interativa e evitamos que Pachá durma durante a nossa conversa!
Maroto
O tratamento e a reciclagem de resíduos industriais, ou até mesmo aqueles gerados em laboratórios de ensino e pesquisa tem contribuído para a redução da contaminação ambiental. Entretanto, técnicas de tratamento, em geral, apresentam alto custo e requerem profissionais com conhecimento para tal, tornando-se desvantajosas em relação às técnicas de redução na fonte. Desta forma, a sustentabilidade é o objetivo e a Química Verde um dos meios para alcançá-lo.
Pachá
Maroto, o que é Química Verde?
Maroto
A Química Verde é abordada pela IUPAC (International Union of Pure and Applied Chemistry) como a invenção, o desenvolvimento e a aplicação de produtos e processos químicos para reduzir ou eliminar o uso e a geração de substâncias perigosas e insalubres. Logo a Química Verde se utiliza de técnicas químicas e metodologias que reduzem ou eliminam o uso de solventes, reagentes, produtos e subprodutos que são nocivos ao meio biótico e abiótico. Assim, ao se procurar tecnologias que empregam a Química Verde devemos estar atentos a três pontos fundamentais:
a) O uso de rotas sintéticas alternativas e seguras;
b) O uso de condições reacionais alternativas;
c) O desenvolvimento de produtos químicos menos tóxicos que as alternativas atuais e mais seguras.
Urutau
Maroto quais são os princípios utilizados pela American Chemical Society para orientar a pesquisa em Química Verde?
Maroto
Existem 12 princípios utilizados atualmente por químicos nos USA e no mundo para orientar a pesquisa em Química Verde:
1. Prevenção. É mais barato evitar a formação de resíduos tóxicos do que tratá-los depois que eles são produzidos;
2. Eficiência Atômica. As metodologias sintéticas devem ser desenvolvidas de modo a incorporar o maior número possível de átomos dos reagentes no produto final;
3. Síntese Segura. Devem-se desenvolver metodologias sintéticas que utilizam e geram substâncias com pouca ou nenhuma toxicidade à saúde humana e ao ambiente;
4. Desenvolvimento de Produtos Seguros. Deve-se buscar o desenvolvimento de produtos que após realizarem a função desejada, não causem danos ao ambiente;
5. Uso de Solventes e Auxiliares Seguros. A utilização de substâncias auxiliares tais como solventes, agentes de purificação e secantes, precisa ser evitada ao máximo e quando a sua utilização for inevitável, estas substâncias devem ser inócuas ou facilmente reutilizadas;
6. Busca pela Eficiência de Energia. Os impactos ambientais e econômicos causados pela geração da energia utilizada em um processo químico precisam ser considerados. É necessário o desenvolvimento de processos que ocorram à temperatura e pressão ambientes;
7. Uso de Fontes de matéria-prima Renováveis. O uso de biomassa como matéria-prima deve ser priorizada no desenvolvimento de novas tecnologias e processos;
8. Evitar a Formação de Derivados. Processos que envolvem intermediários com grupos protetores/desprotetores, ou qualquer modificação temporária da molécula por processos físicos e/ou químicos devem ser evitados;
9. Catálise. O uso de catalisadores (altamente seletivos o quanto possível) deve ser escolhido em substituição aos reagentes estequiométricos;
10. Produtos Degradáveis. Os produtos químicos precisam ser projetados para a biocompatibilidade. Após sua utilização não deve permanecer no ambiente, degradando-se em produtos inócuos;
11. Análise em Tempo Real para a Prevenção da Poluição. O monitoramento e controle em tempo real, dentro do processo, deverão ser viabilizados. A possibilidade de formação de substâncias tóxicas deverá ser detectada antes de sua geração;
12. Química Intrinsecamente Segura para a Prevenção de Acidentes. A escolha das substâncias bem como sua utilização em um processo químico deve buscar a minimização do risco de acidentes, como vazamentos, incêndios e explosões.
Urutau agradeceu a todos e encerrou aquela videoconferência, pois Pachá já dava sinais de sonolência.
Ele aproveitou aquele encontro virtual e disse: “estamos economizando energia de grandes deslocamentos e demonstrando, a partir desta conferência cósmica, que podemos conversar via internet e também nos encontrar no Blog AH.”
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