08 março 2013
Dia Internacional da Mulher
Data muito especial para declararmos nossa homenagem as mulheres batalhadoras, fortes, sensíveis e especiais!
06 março 2013
Vida de topógrafos: aventuras em terras catarinenses
5. A
Novo Rumo Topografia na Enercan
Constatamos ao chegar, no final
da tarde de uma sexta-feira, que na UHE Enercan não seria possível (devido a
muitas pedras no leito do Rio Canoas) se utilizar o barco e assim, todo o
trabalho em água foi realizado em um caiaque duplo para expedição. Por outro
lado, as três turbinas estavam desligadas e a expectativa na sala de comando da
empresa seria de ficarem sem gerar energia durante todo o final de semana.
Tratamos de iniciar os trabalhos e ao entrar na água logo avistei uma grande
carpa morta e ficamos por lá trabalhando até o anoitecer. Constatei, na
escuridão da noite, a luz vermelha do Rubi LASER (Light Amplification by Stimulated
Energy Radiation), que é formado por uma matriz de alumina (Al2O3)
dopada com átomos de crômio e naquele momento retornei a minha postura
científica, pois relembrei que o LASER foi previsto por A. Einstein (1906) e
pela Mecânica Quântica (1926-1928), sendo desenvolvido e utilizado inicialmente
pela NASA para medir a distância Terra-Lua e assim contribuiu para o sucesso do
projeto Apolo. A radiação LASER, que é pulsada/monocromática, se constitui em
uma evidência direta da estrutura discreta, ou seja, não contínua do átomo...,
mas naquele momento o que importava era que o rubi laser estava sendo utilizado
pelos competentes topógrafos da Novo Rumo Topografia.
Agora éramos três e o trabalho foi
cansativo e perigoso, mas eu fui favorecido pelo longo estágio com os Mocós do
Açude de Cedro, nos Monólitos de Quixadá/CE, isto é, aprendi a subir e a descer
grandes pedras em segurança! No dia seguinte, bem cedo, estávamos de volta à
Enercan e logo os meninos encontraram 27 mandis pintados, 37 vogas e muitos lambaris.
Eu encontrei mais uma grande carpa morta e o Renê retornou ao hotel para
colocar os peixes vivos no freezer. Trabalhamos naquele sábado até o escurecer
e limpamos os peixes até a meia noite.
Seguiu-se uma rotina (do nascer
ao por do sol) por mais quatro dias de topografia convencional, Topo batimetria
e Eco batimetria em caiaque, em que se passava todo o dia molhado (pelas águas
do Canoas e pela chuva), mas terminamos aquela missão com total sucesso e na
sexta-feira (21/12/2012) retornamos à Baesa para completar as medidas na parte
de baixo da temida cachoeira! A expectativa era muito grande e a questão
levantada foi “como proceder para se completar os dados em Barra Grande”?
2. De
volta à Barra Grande: a missão foi cumprida
A equipe da Novo Rumo Topografia
(agora eu, Renê e Mateus) vislumbrou duas possibilidades para finalizar o
trabalho na parte de baixo da cachoeira do Rio Pelotas, na UHE da Baesa: eu
planejava descer a cachoeira com o barco vazio (os equipamentos seriam
transportados pelos meninos, via pedras, até cerca de 50 metros após a
cachoeira), desceria com o motor desligado, mas utilizando o leme para defender
a embarcarão do confronto direto com as pedras e após se realizar as medidas, desceríamos
o rio até Machadinho. Por outro lado, os rapazes planejavam o contrário, ou
seja, subir o Rio Pelotas (via Machadinho), de barco e com todos os
equipamentos à bordo, e depois se retornaria. Mas ambas as hipóteses teriam que
ser avaliadas a partir de informações junto à direção dessa UHE.
Chegando à Barra Grande a Novo
Rumo Topografia teve a autorização para trabalhar em água por apenas duas
horas, com todas as turbinas e o vertedouro desligado, e assim procedemos. Finalmente foi possível se medir de caiaque
os últimos 400 metros que restavam para se cumprir a tarefa! Realizamos (eu e o
Renê) Topo batimetria, em baixa correnteza e no final do tempo estabelecido o
Mateus (na Estação total) nos avisou pelo rádio para abandonarmos a água.
Conseguimos realizar as medidas (com 50 metros de sobra), mas tornou-se
complicado retornar com o caiaque, pois a água subia rapidamente, ou seja, como
as 3 turbinas foram ligadas o nível d’água subiu maus de 4m! O Mateus desmontou
e guardou a Estação total e foi nos ajudar. Puxamos o caiaque, feito boi manso (o
Renê na água, eu e o Mateus pelas pedras), com uma corda, contra a correnteza por
cerca de 1300 metros até se chegar ao carro, mas, para a minha surpresa, os rapazes
se interessaram por dois galhos secos (de Tarumã) e os levamos para a Montana!
Com a missão cumprida, retornamos
à Capinzal, onde se encontram os dois tocos no jardim da casa/escritório da ME,
pois representam troféus conquistados na Baesa e na Enercan. Acredito mesmo que ambos os tocos representam
a garra, a capacitação técnica dos jovens Agrimensores da Novo Rumo Topografia e
também simbolizam a capacidade de resolverem problemas que surgem no percurso
do trabalho e de cumprirem prazos, mesmo tendo que enfrentar grandes pedras e
fortes corredeiras, pois aventuras são comuns na vida de topógrafos.
Continuação...
3. Um refrescante banho, involuntário, de cachoeira em Barra Grande.
Retornamos à Baesa, com a equipe reforçada pelo Massom, e para se ganhar tempo no trabalho decidimos fazer Topo batimetria (com muita chuva e fortes correntezas), apoiada por uma corda amarrada em pedras nas duas margens de uma pequena cachoeira. Sustentamos os prismas na corda e cada membro da nossa equipe realizava a sua parte naquela difícil tarefa: Mateus se encontrava na Estação total (em cima de um morro e distante de nós cerca de 400 metros), Sr. Joãozinho e Massom ajudavam com a corda, sendo eu e o Renê na água! Enfrentamos a correnteza, apontando ambos os prismas na direção da Estação total, mas tivemos dificuldades para realizar as primeiras medidas e quando atingimos o centro da corredeira, a corda se soltou de uma das pedras e eu (de salva vidas) desci rolando na correnteza e foi um refrescante banho nas águas frias da UHE Barra Grande. Nesse momento eu me lembrei da época em que eu, ainda criança, pulava de uma ponte (em Lima Campos/CE) para o leito do rio cheio pela sangria do açude. O meu pai me alertou que “não se devia lutar contra a força da água, pois bastava ter paciência para chegar ao barranco do rio”. Dito e feito: após cerca de 30 metros de um refrescante banho, eu saí pelas pedras do Rio Pelotas, logo abaixo da referida cachoeira. Retornei ao meu posto e em seguida o Renê (também de colete salva vidas) não pode suportar a força da água, desceu a cachoeira por duas vezes e a missão foi interrompida. Voltamos a desenvolver as atividades uns 20m abaixo da forte correnteza, mesmo assim a dificuldade era imensa, pois nos era exigido muita concentração e força para vencer as águas e obter o resultado esperado, mas foram desenvolvidas mais quatro seções por essa metodologia.
4. Eco batimetria em Barra Grande
Finalmente chegou a hora da minha estreia como piloto do barco e com apenas uma turbina ligada (cerca de 100.000 metros cúbicos por segundo) e o vertedouro desligado fomos autorizados a realizar as medidas Eco batimétricas na Baesa. Após a aferição do equipamento, podemos ver um engenheiro filmando, lá do alto, a nossa aventura e o Mateus perguntou: “pai, existe a possibilidade de o barco virar?“ Eu respondi que achava que não, mas solicitei muita atenção com as varas (duas varas verdes, com cerca de 2,0 metros cada) para serem utilizadas caso o barco fosse lançado contra o paredão de basalto e assim eles procederam! Demos uma grande volta, ganhamos velocidade, aprumei a proa para o centro das bolhas (cerca de dois metros de diâmetro) que saiam da turbina em atividade e pude notar preocupação da tripulação, mas eu estava tranquilo, pois havia observado os biguás pescando em uma região próxima as bolhas, mas de fato a embarcação foi um pouco levantada e jogada para o lado! Completamos aquelas primeiras medidas, ganhamos mais velocidade e aprumamos a proa novamente em direção às grandes bolhas, mas dessa vez um pouco à esquerda do centro das bolhas e o barco foi desviado para o paredão. As varas funcionaram conforme o planejado e o resultado foi um grande sucesso. Terminamos o trabalho realizando círculos concêntricos, que a meu ver se constituíram em um show de pilotagem e de Eco batimetria nas águas da Baesa, mas ainda faltava a coleta de dados na região de baixo da temida cachoeira!
Considerando-se, naquele momento, a impossibilidade de se trabalhar com as turbinas e o vertedouro desligados e a necessidade de completar as medidas batimétricas na UHE de Barra Grande, os meninos insistiam em descer a cachoeira (com todos os equipamentos dentro do barco + os tripulantes Mateus, Renê e Massom, ou seja, o barco se encontrava muito pesado) para coletar dados e eu discordei. Como o Mateus e o Renê insistiram, eu fiz uma grande volta, aprumei a proa do barco direto para as corredeiras, botei pressão no motor, mas quando me aproximei da descida, abortei o plano! Eu não queria colocar em risco aquele patrimônio da Novo Rumo Topografia (todos nós todos estávamos de coletes salva vidas), mas insistiam nesse plano, pois os dados teriam que ser coletados e eles me desafiavam! Eu fiz uma longa curva para a direita e eles gelaram, pois sentiram que faltava força no motor, mas de fato eu
ainda tinha certa reserva de potência no motor (e não adiantaria acelerar tudo!). Eu decididamente queria assustá-los e consegui, pois os rapazes sentiram a força da correnteza que naquele momento era incrivelmente forte, e assustadora! Ainda realizamos outras duas voltas, nos aproximando, mas evitando descer a cachoeira e assim todos os dados foram coletados na parte anterior daquela cachoeira. Ganhamos confiança, mas decidimos levantar acampamento. O Sr. Joãozinho e Massom retornaram à Capinzal, por compromissos familiares, enquanto que eu, Mateus e Renê viajamos para a UHE da Enercan rumo a mais uma aventura.
25 fevereiro 2013
Vida de topógrafos: aventuras em terras catarinenses
Olá pessoal! Depois de uma longa temporada sem publicações, estou voltando com uma aventura do Doutor Manim em terras catarinenses. Vou publicar as estórias em capítulos para facilitar a leitura.
A Novo Rumo Topografia e
Assessoria Ambiental (micro empresa dos topógrafos Mateus Schramm de Brito e
Renê Arnuti) venceu uma licitação para realizar trabalhos de topografia
convencional, Topo batimetria e Eco batimetria e eu fui convidado por eles para
integrar a equipe! Fui, de fato, na maioria do tempo de trabalho um dos ajudantes
dos topógrafos e o piloto do barco (com cerca de R$ 130.000,00 em equipamentos
dentro do barco, inclusive um notebook, um GPS/RTK - referenciado em quatro
satélites americanos + três satélites russos - e o Eco batimetro com sonda ultrassom)
para medir as profundidades das águas com objetivos de avaliar açoriamentos na
região das turbinas, do vertedouro e do rio abaixo em duas UHE (Usina
Hidrelétrica) em Santa Catarina. Também fui o
responsável pela aferição do Eco batimetro, mas eram os topógrafos da Novo Rumo
que realizavam as medidas, conversavam com os dirigentes das empresas (Barra
Grande e Enercan)
e com o pessoal da sala de comando de ambas as UHE.
A nossa missão foi bem sucedida e
tivemos bons momentos de aventuras nas duas usinas hidrelétricas. Trabalhando
com autonomia, interação e cooperação, a equipe cumpriu o prazo estabelecido em
contrato, de duas semanas, para o levantamento dos dados topográficos.
1. O treinamento da equipe em Eco batimetria
2. O início dos trabalhos em Barra Grande
1. O treinamento da equipe em Eco batimetria
A Novo Rumo Topografia e
Assessoria Ambiental realizou quatro treinamentos (totalizando 10 horas)
necessários para o amaciamento do motor do barco (de 7 metros/motor de 18Hp) e
também para se testar e aferir o Eco batimetro. Utilizamos a represa de Machadinho,
na comunidade de Barro Preto (interior de Capinzal) que fica a cerca de 30 km
do centro da cidade de Capinzal, pois o Rio do Peixe
estava praticamente seco!
Viajamos de Capinzal para Barra
Grande (Rio Pelotas, em Anita Garibaldi/SC), distante cerca de 100 Km de
Capinzal, eu, Mateus e o Sr. Joãozinho - pai do Renê, enquanto que o Renê se
deslocou para Cerro Negro/SC (UHE Garibaldi, em construção) para continuar um
levantamento topográfico, independente, com GPS-RTK. Após a nossa integração
nessa UHE iniciamos os trabalhos fora da água com a Estação total/laser rubi.
Senti-me bem acolhido na Baesa, pois fomos saudados pelo maravilhoso canto de
um bando de pássaros pretos (Graúnas idênticas as que habitam os coqueiros do centenário
Açude de Cedro/Quixadá-CE) nos paredões de basalto e também por ver um festival
de Biguás mergulhando e competindo por lambaris (piabas) lá embaixo na região
das três turbinas de Barra Grande. No dia seguinte, Renê se juntou a equipe,
trabalhamos por vários dias, mas a direção da empresa nos avisou que devido à
crise de energia elétrica em nosso país, eles teriam que gerar energia no final
de semana, com as três turbinas ligadas em geração máxima (cerca de 800 MW) e
por isso decidimos retornar a Capinzal. Era comum se ter um cronograma diário
de atividades, além de se conviver com a possibilidade de emergências energéticas
ditadas pelo ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), ou seja, o nosso
tempo teria que ser otimizado e por isso se trabalhava diariamente do nascer ao
pôr do sol.
23 dezembro 2012
12 dezembro 2012
Convite de Formatura do Isaac
Parabéns Isaac por esta conquista.
Você é motivo de orgulho prá toda família
Seja muito feliz e realize todos os seus sonhos.
Que Deus lhe abençoe
09 dezembro 2012
MISSA DE 100 ANOS DE VEBIS
Uma chama há cem anos acendida
Há de arder pelo tempo, eternidade
Pois o fogo do amor e da bondade
Permanece aceso por toda a vida
Se no peito a bondade fez guarida
Foi troca que o bom deus um dia quis
E a família, tão unida, vê feliz
O fogo desse amor se propagar
Foram as mãos de dona brito a aguar
A semente plantada por Vebis
Xico Bizerra
Estórias de Seu Deusim
GARANTIA TÍPICA.
Feirante no Crato vendia raiz de quebra pedra explicando que se tratava do melhor remédio do mundo para o tratamento dos rins. E como garantia dizia:
-“Se não ficar bom, pode voltar que eu devolvo o dinheiro”.
Uma pessoa que sofria desse mal, e animado pela garantia, não pensou duas vezes: comprou o milagroso remédio.
Na feira seguinte, voltou, procurou o vendedor e disse: “Olha seu fulano, já tomei o seu chá e até agora não senti nenhuma diferença.”
Mas o senhor já tomou quantos chás?
Desde que eu comprei, tomei chá todo dia; portanto ja tomei o chá sete vezes.
“Bom rapaz. O chá é muito bom. Mas pra ficar curado tem que tomar, pelo menos quatorze tarefas de raiz.”
11 novembro 2012
RAMIRO, O BELO
Ramiro era muito feio e todos os bonitões da cidade riam de sua feiúra. Descaradamente. Até os que também eram feios riam de sua feiúra, tão feia que era. Ele não se importava e seguia a vida, carregando bagagens na estação de trem, trabalhando como chapeado: era assim que se chamavam aqueles que transportavam malas, identificados por um número na chapa de bronze colada ao quepe: O dele era o 341. Um dia Ramiro ganhou de um viajante um espelho encantado que refletia a alma das pessoas que nele se olhassem. Ramiro olhou, viu-se e passou a rir da feiúra de todos os bonitões da cidade. Discretamente, sem que ninguém percebesse o seu riso. Como era feio aquele povo! Como era belo o Ramiro!
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