11 novembro 2012


RAMIRO, O BELO
Ramiro era muito feio e todos os bonitões da cidade riam de sua feiúra. Descaradamente. Até os que também eram feios riam de sua feiúra, tão feia que era. Ele não se importava e seguia a vida, carregando bagagens na estação de trem, trabalhando como chapeado: era assim que se chamavam aqueles que transportavam malas, identificados por um número na chapa de bronze colada ao quepe: O dele era o 341. Um dia Ramiro ganhou de um viajante um espelho encantado que refletia a alma das pessoas que nele se olhassem. Ramiro olhou, viu-se e passou a rir da feiúra de todos os bonitões da cidade. Discretamente, sem que ninguém percebesse o seu riso. Como era feio aquele povo! Como era belo o Ramiro!

11 outubro 2012

Gente Grande


Surpreendeu-me, quando garoto, o convite do meu tio para irmos caminhando até o sítio da família, localizado a dez quilômetros da cidade. Percorrer o caminho a pé, era algo que eu ainda não havia experimentado e no meu entendimento, ao fazer aquilo, eu seria visto com admiração pela minha família.
Partimos no meio da manhã de sábado e em pouco tempo alcançamos a estrada. Logo de inicio, havia uma longa subida, que exigiu muito de mim e abalou o meu ânimo. Em seguida, uma longa descida, aí deu pra admirar a paisagem e conversar, até que chegamos a um lamaçal, onde na travessia, meus pés ficaram muito sujos, causando-me desconforto.
De vez em quando, me imaginava chegando ao sítio e minha família me recebendo com uma calorosa festa. Em meio a essa fantasia, dei uma topada que feriu o dedão direito e me trouxe de volta a realidade.
Caminhamos por muito tempo e senti quando o sol começou a ferver, fui ficando mais calado na medida em que minhas pernas ardiam de cansaço e a respiração queimava-me o peito.
Quando chegamos ao sítio, falei: – E agora, tio? Já sou gente grande?
30/09/2012 por leobez

06 outubro 2012

A reação oscilante de Briggs-Rauscher

Acesse o seguinte link para acompanhar em vídeo uma interessante reação química:

http://www.youtube.com/watch?v=hgSLw0y8t5w

Você acompanhou uma reação entre 3 soluções incolores, que se torna âmbar, 
violeta e repentinamente muda para um azul escuro. Observe os ciclos e caso você estivesse realizando essa reação no laboratório de Química iria sentir, ao final da reação, um forte odor de iodo. Esta reação é geralmente utilizada em shows de Química, pois se trata de uma impressionante reação periódica. A reação de Briggs–Rauscher faz parte de uma série de reações denominadas oscilantes ou periódicas, pois oscilam em um determinado período de tempo, apresentando
diferentes cores.

Observação: Eu desenvolvi um arquivo onde explico desde a preparação das soluções utilizadas, todas as equações envolvidas nos ciclos, faço comentários e posso publicá-lo no Blog AH, se houver interesse de algum seguidor em querer saber mais sobre a reação oscilante de Briggs-Rauscher.

Marcos, 10/07/2011

01 outubro 2012

Dia do Idoso

Nossa homenagem neste dia a todas
 as pessoas vividas e bem vividas
Amor,Carinho, Atenção, Proteção, Respeito
 é o mínimo que podemos lhes dar para que seus sonho nunca acabem.

30 setembro 2012

A CASA E A BOLA


Na esquina, a casa e fronteiriça com ela, separada apenas por uma cerca de arame farpado, o improvisado campinho de pelada. Inevitável que, vez por outra, a bola caísse naquele terreno, às vezes quebrando o vidro da janela, às vezes batendo em alguém, às vezes nada acontecendo, mas sempre irritando o pai de Teté. Quando ele estava em casa, nessas situações a bola ficava retida e só era devolvida uma semana depois. Considerava o castigo justo para quem não atendia aos seus pedidos de cuidado. Pior era na casa da outra fronteira: seu Armindo furava a bola, na hora. Em ambos os casos o jogo terminava antes dos 45 do segundo tempo. Quando seu pai não estava, o pequeno Teté devolvia a bola e continuava assistindo ao jogo, sentado à beira do ‘gramado’, do lado de cá da cerca. Ainda hoje, 50 anos depois, Teté gosta de futebol. Ainda hoje devolveria as bolas se por acaso elas caíssem no terreno de sua casa.
Xico Bizerra

A CASA E A BOLA


Na esquina, a casa e fronteiriça com ela, separada apenas por uma cerca de arame farpado, o improvisado campinho de pelada. Inevitável que, vez por outra, a bola caísse naquele terreno, às vezes quebrando o vidro da janela, às vezes batendo em alguém, às vezes nada acontecendo, mas sempre irritando o pai de Teté. Quando ele estava em casa, nessas situações a bola ficava retida e só era devolvida uma semana depois. Considerava o castigo justo para quem não atendia aos seus pedidos de cuidado. Pior era na casa da outra fronteira: seu Armindo furava a bola, na hora. Em ambos os casos o jogo terminava antes dos 45 do segundo tempo. Quando seu pai não estava, o pequeno Teté devolvia a bola e continuava assistindo ao jogo, sentado à beira do ‘gramado’, do lado de cá da cerca. Ainda hoje, 50 anos depois, Teté gosta de futebol. Ainda hoje devolveria as bolas se por acaso elas caíssem no terreno de sua casa.
Xico Bizerra

11 setembro 2012

CONVERSAS E FEITOS DE ZÉ DA CLARA


ZÉ  DEFENDE A APOSENTADORIA DE UM AMIGO(1)
Não sei bem como foi que o Zé abraçou essa causa. Não sei se ele foi chamado ou se resolveu dar uma de advogado previdenciário  e oferecer seus préstimos a um amigo que estava com dificuldade para conseguir sua aposentadoria junto ao INSS. Diz ele que compareceu, junto com o interessado àquela entidade e assim defendeu o amigo:
“Porque é que voces não querem aposentar o rapaz?   O Lula, quando trabalhava na Fit , em Recife, fazendo Aeruili, foi trabalhar numa máquina, sem saber,  e só porque  ele torou um dedo, vocês aposentaram logo. Agora o rapaz aqui, torou foi o braço todo e vocês não querem aposentar?” .( As expressões são todas dele; os destaques são meus.)
Não disse se conseguiu, mas achei  a defesa brilhante.

CONVERSAS E FEITOS DE ZÉ DA CLARA


ZÉ  DEFENDE A APOSENTADORIA DE UM AMIGO(1)
Não sei bem como foi que o Zé abraçou essa causa. Não sei se ele foi chamado ou se resolveu dar uma de advogado previdenciário  e oferecer seus préstimos a um amigo que estava com dificuldade para conseguir sua aposentadoria junto ao INSS. Diz ele que compareceu, junto com o interessado àquela entidade e assim defendeu o amigo:
“Porque é que voces não querem aposentar o rapaz?   O Lula, quando trabalhava na Fit , em Recife, fazendo Aeruili, foi trabalhar numa máquina, sem saber,  e só porque  ele torou um dedo, vocês aposentaram logo. Agora o rapaz aqui, torou foi o braço todo e vocês não querem aposentar?” .( As expressões são todas dele; os destaques são meus.)
Não disse se conseguiu, mas achei  a defesa brilhante.