04 agosto 2012

Floripa e Nova Trento

Floripa e Nova Trento - 28 de Julho de 2012
Foi um dia maravilhoso. Saímos de Florianópolis cedinho para o Santuário de Santa Paulina no interior de Santa Catarina no Sul do Brasil. Voltamos à tardinha e aproveitando a viagem passamos no Sítio de Mano onde registramos com esta última foto do quadro.

Floripa e Nova Trento

Floripa e Nova Trento - 28 de Julho de 2012
Foi um dia maravilhoso. Saímos de Florianópolis cedinho para o Santuário de Santa Paulina no interior de Santa Catarina no Sul do Brasil. Voltamos à tardinha e aproveitando a viagem passamos no Sítio de Mano onde registramos com esta última foto do quadro.
28 de Julho de 2012
Viagem a Nova Trento - Santa Catarina.
Santuário de Santa Paulina, a primeira Santa Brasileira. Canonizada pelo Santo Papa João Paulo II.
28 de Julho de 2012
Viagem a Nova Trento - Santa Catarina.
Santuário de Santa Paulina, a primeira Santa Brasileira. Canonizada pelo Santo Papa João Paulo II.

08 julho 2012

Aves de arribaçãs

Geólogos afirmam que há cerca de 300 milhões de anos atrás houve uma grande explosão vulcânica na Sibéria que afetou o clima no planeta e provocou seca na África. Eles também dizem que os mares antigos tinham muitos tipos de animais que desapareceram, por causas naturais, entre 100 e 65 milhões de anos atrás. Existem evidências de que, há cerca de 3000 AC, baleias pequenas eram capturadas no Atlântico e no Pacífico Norte, por povos esquimós e outros, utilizando arpões manuais e pequenos barcos com remos, mas em menos de um século de pesca predatória, os humanos do século XX colocaram muitas espécies marinhas em perigo de extinção.
Aves de arribaçãs já são raras no sertão e muitos jovens nordestinos não conhecem graúnas, canários, canção, nem curiós! “Vaqueiros modernos” trocaram o cavalo e/ou o burro por motocicletas em sua lida diária com o rebanho bovino e quando utilizam roupas de couro é apenas para tirar fotos e/ou para turista ver! Isso já seria de se esperar, pois a caatinga tem sido dizimada assim como os pés de pequi na Chapada do Araripe que estão sendo transformados em lenha para alimentar os fornos da indústria do cimento na região do Cariri do Ceará! Até quando teremos aves de arribaçãs?
Marcos,
03/05/2012

Aves de arribaçãs

Geólogos afirmam que há cerca de 300 milhões de anos atrás houve uma grande explosão vulcânica na Sibéria que afetou o clima no planeta e provocou seca na África. Eles também dizem que os mares antigos tinham muitos tipos de animais que desapareceram, por causas naturais, entre 100 e 65 milhões de anos atrás. Existem evidências de que, há cerca de 3000 AC, baleias pequenas eram capturadas no Atlântico e no Pacífico Norte, por povos esquimós e outros, utilizando arpões manuais e pequenos barcos com remos, mas em menos de um século de pesca predatória, os humanos do século XX colocaram muitas espécies marinhas em perigo de extinção.
Aves de arribaçãs já são raras no sertão e muitos jovens nordestinos não conhecem graúnas, canários, canção, nem curiós! “Vaqueiros modernos” trocaram o cavalo e/ou o burro por motocicletas em sua lida diária com o rebanho bovino e quando utilizam roupas de couro é apenas para tirar fotos e/ou para turista ver! Isso já seria de se esperar, pois a caatinga tem sido dizimada assim como os pés de pequi na Chapada do Araripe que estão sendo transformados em lenha para alimentar os fornos da indústria do cimento na região do Cariri do Ceará! Até quando teremos aves de arribaçãs?
Marcos,
03/05/2012

29 junho 2012

Acaso
Há alguns meses fiz uma viagem à João Pessoa, onde participei de um treinamento de uma semana, na empresa onde trabalho. O objetivo do treinamento era preparar uma equipe para instalar e configurar novos computadores servidores, para modernização do ambiente tecnológico do nosso cliente. Entre os treinandos, encontrei um colega de Recife, um velho amigo que conheci em outros treinamentos.
No decorrer da semana, o meu amigo convidou-me para irmos visitar um amigo dele. Foi de bom grado que aceitei o convite.
Lá chegando, fui muito bem recebido e o clima era de festa, o que me ajudou a descontrair e logo fazer amizade com todos. O local era simples, um pequeno apartamento e havia poucas pessoas, entre as quais, um tio do amigo do meu amigo. Tratava-se de um homem simples, agricultor e um grande contador “causos”. Tinha a pele bem morena, curtida de sol e parecia com alguém que eu conhecia, mas que naquele momento eu não conseguia lembrar. Ele contou várias histórias, suas e de seus ancestrais. Seu apelido era Biu e devia ter uns setenta e poucos anos de idade.
Em determinado momento, ele abriu a sua mala de viagem e retirou um velho álbum de fotografias e enquanto contava suas histórias, mostrava velhas fotos de alguns ancestrais. Eu que sempre gostei de ouvir “causos” e historias “de antigamente”, acompanhava atento. Ele contou que tinha o mesmo nome do seu pai e em seguida falou o nome completo do seu pai. Eu fiquei surpreso ao ouvir o nome, pois era o mesmo nome e sobrenome do meu avô materno. Fiquei momentaneamente confuso, pensei tratar-se de homônimos e não falei nada. Quando ele passou mais uma folha do álbum e eu vi a próxima foto, aí sim a minha expressão foi de espanto. Aproximei-me do álbum para ver melhor aquela velha foto que já conhecia há muito tempo, pois era a única foto da minha avó materna.
Nesse momento, eu pedi a palavra e falei que aquela mulher na foto era a minha avó materna. Essa revelação deixou Biu surpreso. Então eu contei o pouco da história que eu sabia sobre os meus avós maternos. A minha avó tinha casado com um paraibano de nome Severino e que haviam se separado.
Então o Biu foi contar a historia de Severino, que após ter se separado, retornou ao interior da Paraíba, onde foi trabalhar na agricultura, constituiu uma nova família e teve sete filhos. Eu fiquei maravilhado com tudo que ouvi pois não sabia nada sobre o meu avô e nunca passou pela minha cabeça que algum dia toda a sua história seria revelada a mim, num encontro que só aconteceu por obra do acaso.
Como já estava tarde e eu tinha aula no dia seguinte, me despedi do meu tio Biu e dos parentes que eu acabara de conhecer. Trocamos os nossos contatos e Biu deu-me uma foto de “vô” Severino. A propósito, o Biu é muito parecido com a minha mãe.

Acaso
Há alguns meses fiz uma viagem à João Pessoa, onde participei de um treinamento de uma semana, na empresa onde trabalho. O objetivo do treinamento era preparar uma equipe para instalar e configurar novos computadores servidores, para modernização do ambiente tecnológico do nosso cliente. Entre os treinandos, encontrei um colega de Recife, um velho amigo que conheci em outros treinamentos.
No decorrer da semana, o meu amigo convidou-me para irmos visitar um amigo dele. Foi de bom grado que aceitei o convite.
Lá chegando, fui muito bem recebido e o clima era de festa, o que me ajudou a descontrair e logo fazer amizade com todos. O local era simples, um pequeno apartamento e havia poucas pessoas, entre as quais, um tio do amigo do meu amigo. Tratava-se de um homem simples, agricultor e um grande contador “causos”. Tinha a pele bem morena, curtida de sol e parecia com alguém que eu conhecia, mas que naquele momento eu não conseguia lembrar. Ele contou várias histórias, suas e de seus ancestrais. Seu apelido era Biu e devia ter uns setenta e poucos anos de idade.
Em determinado momento, ele abriu a sua mala de viagem e retirou um velho álbum de fotografias e enquanto contava suas histórias, mostrava velhas fotos de alguns ancestrais. Eu que sempre gostei de ouvir “causos” e historias “de antigamente”, acompanhava atento. Ele contou que tinha o mesmo nome do seu pai e em seguida falou o nome completo do seu pai. Eu fiquei surpreso ao ouvir o nome, pois era o mesmo nome e sobrenome do meu avô materno. Fiquei momentaneamente confuso, pensei tratar-se de homônimos e não falei nada. Quando ele passou mais uma folha do álbum e eu vi a próxima foto, aí sim a minha expressão foi de espanto. Aproximei-me do álbum para ver melhor aquela velha foto que já conhecia há muito tempo, pois era a única foto da minha avó materna.
Nesse momento, eu pedi a palavra e falei que aquela mulher na foto era a minha avó materna. Essa revelação deixou Biu surpreso. Então eu contei o pouco da história que eu sabia sobre os meus avós maternos. A minha avó tinha casado com um paraibano de nome Severino e que haviam se separado.
Então o Biu foi contar a historia de Severino, que após ter se separado, retornou ao interior da Paraíba, onde foi trabalhar na agricultura, constituiu uma nova família e teve sete filhos. Eu fiquei maravilhado com tudo que ouvi pois não sabia nada sobre o meu avô e nunca passou pela minha cabeça que algum dia toda a sua história seria revelada a mim, num encontro que só aconteceu por obra do acaso.
Como já estava tarde e eu tinha aula no dia seguinte, me despedi do meu tio Biu e dos parentes que eu acabara de conhecer. Trocamos os nossos contatos e Biu deu-me uma foto de “vô” Severino. A propósito, o Biu é muito parecido com a minha mãe.