24 janeiro 2012

Florianópolis - Janeiro de 2012 - Fotos do Caio
Que Delícia!
Florianópolis - Janeiro de 2012 - Fotos do Caio
Que Delícia!

22 dezembro 2011

Praça Portugal em Fortaleza - 2011
Com um click no link abaixo desejo a todos você que passam pelo Além do Horizonte, um Natal de Paz num jeito bem brasileiro sem neve, sem rena e sem trenó, ao som de nossa música e com a criatividade que nosso povo tem.

http://www.youtube.com/watch?v=sGDO99gmb1Q

Um abraço a todos e um Ano Novo de muitas realizações.
Praça Portugal em Fortaleza - 2011
Com um click no link abaixo desejo a todos você que passam pelo Além do Horizonte, um Natal de Paz num jeito bem brasileiro sem neve, sem rena e sem trenó, ao som de nossa música e com a criatividade que nosso povo tem.

http://www.youtube.com/watch?v=sGDO99gmb1Q

Um abraço a todos e um Ano Novo de muitas realizações.

16 dezembro 2011

RECEITA DE ADUBO
Vou  saber do Dr. Mano
Pra ficar bem informado
Se até o fim do ano
Usando este “misturado”
Minhas plantas adubando
Aguando bem aguado,
É fruteira frutificando
E o lucro adequado.

A seguir o misturado,
Na devida proporção:
Dez quilos, bosta de gado,
Com seis quilos de pinhão,
Sabugo vai um bocado
Folha seca de limão
Cinco “infia” de sapato
Meio rolo de cordão.

De um frango “afeminado”
Tira tudo que é canhão
Mistura com “esparadrapo”
E uns “fiapo” de “chitão”.
Pó de café cuado
Aguarrás e alcatrão
O pé vai ficar lotado
De florzinha e de butão

Um trovão acorrentado
Na poeira dum tufão
E depois bem amarrado
Num pedaço de tição,
Cinco prego enferrujado
Parafuso de latão
“quépropé” ficar pregado  *
Na terra dentro do chão.

Com tudim bem misturado
Joga dentro dum pilão,
Cinco dente cariado
Da esposa dum anão
Pila tudo bem pilado
Por três dia “encarriado”
E quando tiver cansado,
Entrega  pro seu irmão.

Com mais três dias pilando
E tudo bem triturado,
Num tambor vá colocando
Deixe tudo bem lacrado
Vá logo se preparando
Pra deixar abandonado.

Pois....

Já dizia minha vó:
Pra planta ficar mais pura
Não adianta mistura.
Bosta de gado é melhor.

P.S   Pode até ser que não preste,
Não seja o melhor da praça
Mas, se sua planta não cresce,
Vai ficar achando graça.
*Tradução do potiguês, para o português (que é para o pé)
Emanuel B. de Brito


E o Zermano seu irmão, foi na onda de Mané, conseguiu um pouquinho desse adubo espalhou na sua horta, e veja só o que deu. Pois não é, que num dia só ele colheu trezentos tomatinho? Eita pezinho valente!!!

RECEITA DE ADUBO
Vou  saber do Dr. Mano
Pra ficar bem informado
Se até o fim do ano
Usando este “misturado”
Minhas plantas adubando
Aguando bem aguado,
É fruteira frutificando
E o lucro adequado.

A seguir o misturado,
Na devida proporção:
Dez quilos, bosta de gado,
Com seis quilos de pinhão,
Sabugo vai um bocado
Folha seca de limão
Cinco “infia” de sapato
Meio rolo de cordão.

De um frango “afeminado”
Tira tudo que é canhão
Mistura com “esparadrapo”
E uns “fiapo” de “chitão”.
Pó de café cuado
Aguarrás e alcatrão
O pé vai ficar lotado
De florzinha e de butão

Um trovão acorrentado
Na poeira dum tufão
E depois bem amarrado
Num pedaço de tição,
Cinco prego enferrujado
Parafuso de latão
“quépropé” ficar pregado  *
Na terra dentro do chão.

Com tudim bem misturado
Joga dentro dum pilão,
Cinco dente cariado
Da esposa dum anão
Pila tudo bem pilado
Por três dia “encarriado”
E quando tiver cansado,
Entrega  pro seu irmão.

Com mais três dias pilando
E tudo bem triturado,
Num tambor vá colocando
Deixe tudo bem lacrado
Vá logo se preparando
Pra deixar abandonado.

Pois....

Já dizia minha vó:
Pra planta ficar mais pura
Não adianta mistura.
Bosta de gado é melhor.

P.S   Pode até ser que não preste,
Não seja o melhor da praça
Mas, se sua planta não cresce,
Vai ficar achando graça.
*Tradução do potiguês, para o português (que é para o pé)
Emanuel B. de Brito


E o Zermano seu irmão, foi na onda de Mané, conseguiu um pouquinho desse adubo espalhou na sua horta, e veja só o que deu. Pois não é, que num dia só ele colheu trezentos tomatinho? Eita pezinho valente!!!

09 dezembro 2011

A infância do Napoleão no Sitio Saco dos tempos do Tio Quincas e do Pai Né Rosendo


Em carta pessoal para Marcos, o Dr. Napoleão Tavares Neves relatou os seguintes fatos relacionados com a sua infância no Sítio Saco dos tempos do Tio Quincas e do Pai Né Rosendo.


No tempo do Saco de Joaquin Neves, o Saco era autosuficiente em tudo, fabricando aguardente e até álcool, em um rústico alambique artesanal. No engenho de Pai Né fabricava-se até açúcar, a partir do melaço da rapadura. Houve época no Saco, antes do advento da energia de Paulo Afonso, que a casa do tio Alboino era iluminada com energia elétrica da Nascente Grande do Saco, caindo em uma roda hidráulica dentada, de madeira, acionando um gerador. Nesta nascente, uma das mais caudalosas do Cariri, quando menino, costumava esperar o gado que descia da Chapada do Araripe para beber. Vezes, ficava o dia inteiro lá com os vaqueiros, esperando o gado que descia. O gado descia liderado por uma vaca de chocalho que tinha liderança sobre o seu grupo e o vaqueiro, José Felix, ao ouvir ao longe o tom do chocalho dizia: “Lá vem a vaca Princesa com a sua maromba” e era mesmo!
Entre uma manada e outra, eu ficava tomando banho na fonte e brincando de fazer cavalo de vargem de mucunã, ali muito encontradiça.
E olhe que a mais saborosa carne é a carne dos alforges dos vaqueiros, porque o chôto dos cavalos o dia inteiro, faz impregnar o sal na carne, tornando de sabor inigualável! É típica de carne de alforge!  E às vezes comia-se carne com piqui assado na brasa. Uma delícia! A comida típica do vaqueiro, tendo como prato a tampa do alforge, é sempre carne assada, com farinha e rapadura raspada e queijo. Um manjá, sobretudo para menino! Todo vaqueiro conduz a sua comida nos alforges, a sua rede na maca e a ração de milho para o cavalo em um surrão de couro.
Os vaqueiros do Saco recebiam por semana, cada um, 2 quilos de carne boa, por eles escolhida. Era uma casta privilegiada, respeitada, acatada e que comia na mesa com o patrão. Cada um tinha 4 cavalos bons, gordos e um burro para o traqueijo do gado. Cada vaqueiro chegava a possuir até 50 reses criadas junto com as do patrão e sorteavam de 4/um, isto é, de cada 4 bezerros nascidos, um era do vaqueiro.
Outra casta muito acatada e bem acolhida no Saco do meu tempo eram os comboeiros da rapadura. Não havia caminhão e toda a produção de rapadura até 1940 ara tirada em costas de burros, sobretudo comboeiros dos sertões da Paraíba e até do Rio Grande do Norte. Lembro-me de comboeiros do condado de Patos, Souza, Antenor Navarro e, sobretudo do Açude de Curemas que se dizia ser o maior do Brasil. O comboeiro João Daniel ficava até alta noite empaiolando rapadura no rancho de engenho e contando as lendas do Açude de Curemas. Era simpático, respeitável e comia na mesa com Pai Né. Tinha 25 burros famosos dividido por 5 comboeiros, todos filhos ou genros. Na hora da saída da tropa Pai Né dava 25 rapaduras para comerem na longa travessia. A burra da guia era amestrada e a primeira a ser carregada, após o que ele dava um açoite e ela ficava rodopiando, em círculo. A cada burro que era carregado, novo açoite com a linha de comboeiro e o animal juntava-se aos outros, rodopiando. Certa vez, perguntei-lhe: Por que eles têm que rodopiar? Resposta: “É o que chamamos de aquecimento. Se não fizer isto os burros se deitam com as cargas.” Na hora da saída, Pai Né fazia a conta e ele pagava em espécie, retirando o dinheiro de um patuá de sola enfeitado. Eita tempo bom danado, Marcos!
Napoleão Tavares Neves, 2.11.2.11
(assinado em baixo)
A infância do Napoleão no Sitio Saco dos tempos do Tio Quincas e do Pai Né Rosendo


Em carta pessoal para Marcos, o Dr. Napoleão Tavares Neves relatou os seguintes fatos relacionados com a sua infância no Sítio Saco dos tempos do Tio Quincas e do Pai Né Rosendo.


No tempo do Saco de Joaquin Neves, o Saco era autosuficiente em tudo, fabricando aguardente e até álcool, em um rústico alambique artesanal. No engenho de Pai Né fabricava-se até açúcar, a partir do melaço da rapadura. Houve época no Saco, antes do advento da energia de Paulo Afonso, que a casa do tio Alboino era iluminada com energia elétrica da Nascente Grande do Saco, caindo em uma roda hidráulica dentada, de madeira, acionando um gerador. Nesta nascente, uma das mais caudalosas do Cariri, quando menino, costumava esperar o gado que descia da Chapada do Araripe para beber. Vezes, ficava o dia inteiro lá com os vaqueiros, esperando o gado que descia. O gado descia liderado por uma vaca de chocalho que tinha liderança sobre o seu grupo e o vaqueiro, José Felix, ao ouvir ao longe o tom do chocalho dizia: “Lá vem a vaca Princesa com a sua maromba” e era mesmo!
Entre uma manada e outra, eu ficava tomando banho na fonte e brincando de fazer cavalo de vargem de mucunã, ali muito encontradiça.
E olhe que a mais saborosa carne é a carne dos alforges dos vaqueiros, porque o chôto dos cavalos o dia inteiro, faz impregnar o sal na carne, tornando de sabor inigualável! É típica de carne de alforge!  E às vezes comia-se carne com piqui assado na brasa. Uma delícia! A comida típica do vaqueiro, tendo como prato a tampa do alforge, é sempre carne assada, com farinha e rapadura raspada e queijo. Um manjá, sobretudo para menino! Todo vaqueiro conduz a sua comida nos alforges, a sua rede na maca e a ração de milho para o cavalo em um surrão de couro.
Os vaqueiros do Saco recebiam por semana, cada um, 2 quilos de carne boa, por eles escolhida. Era uma casta privilegiada, respeitada, acatada e que comia na mesa com o patrão. Cada um tinha 4 cavalos bons, gordos e um burro para o traqueijo do gado. Cada vaqueiro chegava a possuir até 50 reses criadas junto com as do patrão e sorteavam de 4/um, isto é, de cada 4 bezerros nascidos, um era do vaqueiro.
Outra casta muito acatada e bem acolhida no Saco do meu tempo eram os comboeiros da rapadura. Não havia caminhão e toda a produção de rapadura até 1940 ara tirada em costas de burros, sobretudo comboeiros dos sertões da Paraíba e até do Rio Grande do Norte. Lembro-me de comboeiros do condado de Patos, Souza, Antenor Navarro e, sobretudo do Açude de Curemas que se dizia ser o maior do Brasil. O comboeiro João Daniel ficava até alta noite empaiolando rapadura no rancho de engenho e contando as lendas do Açude de Curemas. Era simpático, respeitável e comia na mesa com Pai Né. Tinha 25 burros famosos dividido por 5 comboeiros, todos filhos ou genros. Na hora da saída da tropa Pai Né dava 25 rapaduras para comerem na longa travessia. A burra da guia era amestrada e a primeira a ser carregada, após o que ele dava um açoite e ela ficava rodopiando, em círculo. A cada burro que era carregado, novo açoite com a linha de comboeiro e o animal juntava-se aos outros, rodopiando. Certa vez, perguntei-lhe: Por que eles têm que rodopiar? Resposta: “É o que chamamos de aquecimento. Se não fizer isto os burros se deitam com as cargas.” Na hora da saída, Pai Né fazia a conta e ele pagava em espécie, retirando o dinheiro de um patuá de sola enfeitado. Eita tempo bom danado, Marcos!
Napoleão Tavares Neves, 2.11.2.11
(assinado em baixo)

03 dezembro 2011

Aniversário Zita

Posted by Picasa
Aniversários Mamãe
Após assistirmos a missa na capela do Hospital Militar em Fortaleza, fomos comemorar na praça de alimentação do Jardins Shopping Mall. Foi um encontro agradável. A decoração de Natal desta região está belissíma.

Aniversário Zita

Posted by Picasa
Aniversários Mamãe
Após assistirmos a missa na capela do Hospital Militar em Fortaleza, fomos comemorar na praça de alimentação do Jardins Shopping Mall. Foi um encontro agradável. A decoração de Natal desta região está belissíma.

25 novembro 2011

RECEITA DE AMOR


Insônia das brabas, olhos teimosos sem querer fechar. Abriu o livro, aleatoriamente, e leu um Poema qualquer, também de forma aleatória. Fechou o livro, beijou a mulher e recitou-lhe um verso. Amaram-se. No outro dia, a mulher tomou-lhe das mãos o livro, abriu-o, aleatoriamente, e leu um Poema qualquer, também de forma aleatória. Amaram-se. Toda semana iam à Livraria à busca de novos livros de Poesia. Nas bodas de prata, deram-se, um ao outro, um livro de Drummond. Ficam na cabeceira da cama.

RECEITA DE AMOR


Insônia das brabas, olhos teimosos sem querer fechar. Abriu o livro, aleatoriamente, e leu um Poema qualquer, também de forma aleatória. Fechou o livro, beijou a mulher e recitou-lhe um verso. Amaram-se. No outro dia, a mulher tomou-lhe das mãos o livro, abriu-o, aleatoriamente, e leu um Poema qualquer, também de forma aleatória. Amaram-se. Toda semana iam à Livraria à busca de novos livros de Poesia. Nas bodas de prata, deram-se, um ao outro, um livro de Drummond. Ficam na cabeceira da cama.

20 novembro 2011

Nossa Viagem ao Cariri  -  Novembro/2011
  • Aniversário de Verônica em Várzea alegre - 12/11/2011
http://www.youtube.com/watch?v=vKxQYYE5KeE

  • Aniversário de Madaleninha - Casa de Verônica em Várzea Alegre CE 13/11/2011
https://picasaweb.google.com/107509913006900737957/20111113?authkey=Gv1sRgCNXTmriO3p7DzQE
  • Um domingo com Dau e Deta - Serra da Guritiba - Chapada do Araripe
http://www.youtube.com/watch?v=W4UsYclxYV4


  • Coisas da Serra

    Serra da Guritiba - Chapada do Araripe
    Nossa Viagem ao Cariri  -  Novembro/2011
    • Aniversário de Verônica em Várzea alegre - 12/11/2011
    http://www.youtube.com/watch?v=vKxQYYE5KeE

    • Aniversário de Madaleninha - Casa de Verônica em Várzea Alegre CE 13/11/2011
    https://picasaweb.google.com/107509913006900737957/20111113?authkey=Gv1sRgCNXTmriO3p7DzQE
    • Um domingo com Dau e Deta - Serra da Guritiba - Chapada do Araripe
    http://www.youtube.com/watch?v=W4UsYclxYV4


    • Coisas da Serra

      Serra da Guritiba - Chapada do Araripe

      Estórias de Seu Deusim e Outros

      FEITIÇO CONTRA O FEITICEIRO.
      Um amigo de Seu Deuzim contou que, quando era novo, resolveu ganhar a vida no Maranhão onde trabalhou, namorou e noivou.
       Após algum tempo, desanimado com o noivado, resolveu voltar para o Juazeiro.  Disse para a noiva que iria juntar um dinheirinho e, logo em seguida, voltava pra casar.
       A noiva desconfiou que a viagem, na verdade, era uma fuga e resolveu preparar uma galinha para ser comida na viagem.
      O noivo, por sua vez, desconfiou da refeição preparada e resolveu jogá-la no rio Mearim.
      Três dias depois entrou um jacaré na casa da noiva.

      Estórias de Seu Deusim e Outros

      FEITIÇO CONTRA O FEITICEIRO.
      Um amigo de Seu Deuzim contou que, quando era novo, resolveu ganhar a vida no Maranhão onde trabalhou, namorou e noivou.
       Após algum tempo, desanimado com o noivado, resolveu voltar para o Juazeiro.  Disse para a noiva que iria juntar um dinheirinho e, logo em seguida, voltava pra casar.
       A noiva desconfiou que a viagem, na verdade, era uma fuga e resolveu preparar uma galinha para ser comida na viagem.
      O noivo, por sua vez, desconfiou da refeição preparada e resolveu jogá-la no rio Mearim.
      Três dias depois entrou um jacaré na casa da noiva.

      19 novembro 2011

      Com 11 filhos de três sucessivos e ajustados casamentos, Osmundo, sempre
       alegre e sorridente, percorria as mesas postas de baixo de um frondoso
       juazeiro, andando com desenvoltura e sem bengala, como se tivesse 18 anos!
       Nunca vi coisa igual em um rijo varão de 98 anos que, ainda hoje, no seu
       caminhão, faz semanalmente a linha Crato, Feira de Granito e do Parnamirim,
       já planejando a comemoração do seu esperado Centenário. Impressionante!
       Houve uma bonita para-liturgia feita por sua primogênita, Tezinha, ao fim da
       qual, Osmundo declamou sem titubear, com voz forte e sem pestanejar um poema
       do poeta sertanejo, Otacilio Pereira de Carvalho, arrancando aplausos e
       admiração dos presentes!
       Enquanto isto, “O SOL TIRAVA FAISCAS
                                 DO LEITO DO BRIGIDA SECO”!
       Até o calor sertanejo foi amenizado pela brisa que soprava nas margens do
       Riacho da Brígida!
       Tudo decorreu em agradável clima familiar sem uma só nota dissonante!
       Ali estavam parentes, amigos e um vasto ciclo familiar integrado por 11
       filhos e seus numerosos descendentes.
       Um saboroso churrasco foi servido, seguido por um suculento e bem sertanejo
       almoço, tudo isto ao ronco de uma sanfona que executava músicas bem
       brejeiras de Luiz Gonzaga, o conhecido SAFONEIRO DO RIACHO DA BRÍGIDA,
       segundo expressão do escritor Sinval Sá. E Osmundo ainda dançou um xote com
       a esposa, Deuva!
       Enquanto isto, netos e bisnetos do aniversariante, de deliciavam nas águas
       de uma piscina ali mesmo fincada na sombra acolhedora de um juazeiro que,
       até parece, renovou a sua folhagem para a bonita e rara comemoração.
       E os belos e floridos pausdarcos das quebradas da Chapada do Araripe, como
       que fizeram o pano de fundo do álacre evento, colorindo de lindo amarelo as
       encostadas da Chapada, no seu lado pernambucano!
       E aqui é o jeito repetir o cantador sertanejo, Lourival Bandeira:
       “AO LONGE SINTO SAUDADES DE UMA FESTA NO SERTÃO”!!!
       Decididamente, foi um domingo diferente, com o inconfundível  verniz da
       família cristã sertaneja que é, com certeza, a melhor e mais forte
       instituição nacional, base mesma da Nacionalidade!
       Barbalha, 13.11.2011. Napoleão Tavares Neves.

      Com 11 filhos de três sucessivos e ajustados casamentos, Osmundo, sempre
       alegre e sorridente, percorria as mesas postas de baixo de um frondoso
       juazeiro, andando com desenvoltura e sem bengala, como se tivesse 18 anos!
       Nunca vi coisa igual em um rijo varão de 98 anos que, ainda hoje, no seu
       caminhão, faz semanalmente a linha Crato, Feira de Granito e do Parnamirim,
       já planejando a comemoração do seu esperado Centenário. Impressionante!
       Houve uma bonita para-liturgia feita por sua primogênita, Tezinha, ao fim da
       qual, Osmundo declamou sem titubear, com voz forte e sem pestanejar um poema
       do poeta sertanejo, Otacilio Pereira de Carvalho, arrancando aplausos e
       admiração dos presentes!
       Enquanto isto, “O SOL TIRAVA FAISCAS
                                 DO LEITO DO BRIGIDA SECO”!
       Até o calor sertanejo foi amenizado pela brisa que soprava nas margens do
       Riacho da Brígida!
       Tudo decorreu em agradável clima familiar sem uma só nota dissonante!
       Ali estavam parentes, amigos e um vasto ciclo familiar integrado por 11
       filhos e seus numerosos descendentes.
       Um saboroso churrasco foi servido, seguido por um suculento e bem sertanejo
       almoço, tudo isto ao ronco de uma sanfona que executava músicas bem
       brejeiras de Luiz Gonzaga, o conhecido SAFONEIRO DO RIACHO DA BRÍGIDA,
       segundo expressão do escritor Sinval Sá. E Osmundo ainda dançou um xote com
       a esposa, Deuva!
       Enquanto isto, netos e bisnetos do aniversariante, de deliciavam nas águas
       de uma piscina ali mesmo fincada na sombra acolhedora de um juazeiro que,
       até parece, renovou a sua folhagem para a bonita e rara comemoração.
       E os belos e floridos pausdarcos das quebradas da Chapada do Araripe, como
       que fizeram o pano de fundo do álacre evento, colorindo de lindo amarelo as
       encostadas da Chapada, no seu lado pernambucano!
       E aqui é o jeito repetir o cantador sertanejo, Lourival Bandeira:
       “AO LONGE SINTO SAUDADES DE UMA FESTA NO SERTÃO”!!!
       Decididamente, foi um domingo diferente, com o inconfundível  verniz da
       família cristã sertaneja que é, com certeza, a melhor e mais forte
       instituição nacional, base mesma da Nacionalidade!
       Barbalha, 13.11.2011. Napoleão Tavares Neves.

      18 novembro 2011

      Lembranças de touro brabo e de vaca parida
      Eu acordava bem cedo, lá pelas 5:0h, para tomar leite mugido, ainda quentinho e todo dia eu via a confusão de um touro Jersey (um bicho parrudo!) querendo pegar um dos vaqueiros. Devia ser um acerto de contas e um dia ele pegou o Sr. Alcides, a treição e deu - lhe uma chifrada que o levantou pelos ares. A queda foi tão violenta que o vaqueiro quebrou três costelas e um braço e não morreu porque Antônio Caboclo foi ligeiro, o acudiu em tempo e dominou o touro. Mesmo assim, o vaqueiro ficou marcado para morrer pelo desgraçado do touro, uma coisa medonha!
      O touro foi separado, durante a ordenha das vacas paridas para a parte de baixo do curral, mas bastava ele ouvir a voz do Sr. Alcides que começava a uivar, a cavar o chão e a querer mostrar quem era o dono do pedaço. Ele foi separado em uma manga e andava apenas com novilhas e garrotes e assim, o bicho ficou ainda mais invocado, pois deixou de acompanhar as vacas no cio. Com isso o touro se tornou mais perigoso e traiçoeiro, somente Antônio Caboclo tinha moral com aquele touro e mesmo papai evitava enfrentar o bicho. Gerou-se um grande problema, pois o touro sentindo o cio das vacas estourava cercas, investia contra vaqueiro montado em cavalo campolina, até que um dia ele foi negociado e a paz voltou ao curral. Esses são fatos verídicos, ocorridos durante a minha primeira infância em Pilões/PB e que ficaram gravados em minha memória.
      Marcos,
      27/07/2011
      Lembranças de touro brabo e de vaca parida
      Eu acordava bem cedo, lá pelas 5:0h, para tomar leite mugido, ainda quentinho e todo dia eu via a confusão de um touro Jersey (um bicho parrudo!) querendo pegar um dos vaqueiros. Devia ser um acerto de contas e um dia ele pegou o Sr. Alcides, a treição e deu - lhe uma chifrada que o levantou pelos ares. A queda foi tão violenta que o vaqueiro quebrou três costelas e um braço e não morreu porque Antônio Caboclo foi ligeiro, o acudiu em tempo e dominou o touro. Mesmo assim, o vaqueiro ficou marcado para morrer pelo desgraçado do touro, uma coisa medonha!
      O touro foi separado, durante a ordenha das vacas paridas para a parte de baixo do curral, mas bastava ele ouvir a voz do Sr. Alcides que começava a uivar, a cavar o chão e a querer mostrar quem era o dono do pedaço. Ele foi separado em uma manga e andava apenas com novilhas e garrotes e assim, o bicho ficou ainda mais invocado, pois deixou de acompanhar as vacas no cio. Com isso o touro se tornou mais perigoso e traiçoeiro, somente Antônio Caboclo tinha moral com aquele touro e mesmo papai evitava enfrentar o bicho. Gerou-se um grande problema, pois o touro sentindo o cio das vacas estourava cercas, investia contra vaqueiro montado em cavalo campolina, até que um dia ele foi negociado e a paz voltou ao curral. Esses são fatos verídicos, ocorridos durante a minha primeira infância em Pilões/PB e que ficaram gravados em minha memória.
      Marcos,
      27/07/2011