20 novembro 2011

Estórias de Seu Deusim e Outros

FEITIÇO CONTRA O FEITICEIRO.
Um amigo de Seu Deuzim contou que, quando era novo, resolveu ganhar a vida no Maranhão onde trabalhou, namorou e noivou.
 Após algum tempo, desanimado com o noivado, resolveu voltar para o Juazeiro.  Disse para a noiva que iria juntar um dinheirinho e, logo em seguida, voltava pra casar.
 A noiva desconfiou que a viagem, na verdade, era uma fuga e resolveu preparar uma galinha para ser comida na viagem.
O noivo, por sua vez, desconfiou da refeição preparada e resolveu jogá-la no rio Mearim.
Três dias depois entrou um jacaré na casa da noiva.

Estórias de Seu Deusim e Outros

FEITIÇO CONTRA O FEITICEIRO.
Um amigo de Seu Deuzim contou que, quando era novo, resolveu ganhar a vida no Maranhão onde trabalhou, namorou e noivou.
 Após algum tempo, desanimado com o noivado, resolveu voltar para o Juazeiro.  Disse para a noiva que iria juntar um dinheirinho e, logo em seguida, voltava pra casar.
 A noiva desconfiou que a viagem, na verdade, era uma fuga e resolveu preparar uma galinha para ser comida na viagem.
O noivo, por sua vez, desconfiou da refeição preparada e resolveu jogá-la no rio Mearim.
Três dias depois entrou um jacaré na casa da noiva.

19 novembro 2011

Com 11 filhos de três sucessivos e ajustados casamentos, Osmundo, sempre
 alegre e sorridente, percorria as mesas postas de baixo de um frondoso
 juazeiro, andando com desenvoltura e sem bengala, como se tivesse 18 anos!
 Nunca vi coisa igual em um rijo varão de 98 anos que, ainda hoje, no seu
 caminhão, faz semanalmente a linha Crato, Feira de Granito e do Parnamirim,
 já planejando a comemoração do seu esperado Centenário. Impressionante!
 Houve uma bonita para-liturgia feita por sua primogênita, Tezinha, ao fim da
 qual, Osmundo declamou sem titubear, com voz forte e sem pestanejar um poema
 do poeta sertanejo, Otacilio Pereira de Carvalho, arrancando aplausos e
 admiração dos presentes!
 Enquanto isto, “O SOL TIRAVA FAISCAS
                           DO LEITO DO BRIGIDA SECO”!
 Até o calor sertanejo foi amenizado pela brisa que soprava nas margens do
 Riacho da Brígida!
 Tudo decorreu em agradável clima familiar sem uma só nota dissonante!
 Ali estavam parentes, amigos e um vasto ciclo familiar integrado por 11
 filhos e seus numerosos descendentes.
 Um saboroso churrasco foi servido, seguido por um suculento e bem sertanejo
 almoço, tudo isto ao ronco de uma sanfona que executava músicas bem
 brejeiras de Luiz Gonzaga, o conhecido SAFONEIRO DO RIACHO DA BRÍGIDA,
 segundo expressão do escritor Sinval Sá. E Osmundo ainda dançou um xote com
 a esposa, Deuva!
 Enquanto isto, netos e bisnetos do aniversariante, de deliciavam nas águas
 de uma piscina ali mesmo fincada na sombra acolhedora de um juazeiro que,
 até parece, renovou a sua folhagem para a bonita e rara comemoração.
 E os belos e floridos pausdarcos das quebradas da Chapada do Araripe, como
 que fizeram o pano de fundo do álacre evento, colorindo de lindo amarelo as
 encostadas da Chapada, no seu lado pernambucano!
 E aqui é o jeito repetir o cantador sertanejo, Lourival Bandeira:
 “AO LONGE SINTO SAUDADES DE UMA FESTA NO SERTÃO”!!!
 Decididamente, foi um domingo diferente, com o inconfundível  verniz da
 família cristã sertaneja que é, com certeza, a melhor e mais forte
 instituição nacional, base mesma da Nacionalidade!
 Barbalha, 13.11.2011. Napoleão Tavares Neves.

Com 11 filhos de três sucessivos e ajustados casamentos, Osmundo, sempre
 alegre e sorridente, percorria as mesas postas de baixo de um frondoso
 juazeiro, andando com desenvoltura e sem bengala, como se tivesse 18 anos!
 Nunca vi coisa igual em um rijo varão de 98 anos que, ainda hoje, no seu
 caminhão, faz semanalmente a linha Crato, Feira de Granito e do Parnamirim,
 já planejando a comemoração do seu esperado Centenário. Impressionante!
 Houve uma bonita para-liturgia feita por sua primogênita, Tezinha, ao fim da
 qual, Osmundo declamou sem titubear, com voz forte e sem pestanejar um poema
 do poeta sertanejo, Otacilio Pereira de Carvalho, arrancando aplausos e
 admiração dos presentes!
 Enquanto isto, “O SOL TIRAVA FAISCAS
                           DO LEITO DO BRIGIDA SECO”!
 Até o calor sertanejo foi amenizado pela brisa que soprava nas margens do
 Riacho da Brígida!
 Tudo decorreu em agradável clima familiar sem uma só nota dissonante!
 Ali estavam parentes, amigos e um vasto ciclo familiar integrado por 11
 filhos e seus numerosos descendentes.
 Um saboroso churrasco foi servido, seguido por um suculento e bem sertanejo
 almoço, tudo isto ao ronco de uma sanfona que executava músicas bem
 brejeiras de Luiz Gonzaga, o conhecido SAFONEIRO DO RIACHO DA BRÍGIDA,
 segundo expressão do escritor Sinval Sá. E Osmundo ainda dançou um xote com
 a esposa, Deuva!
 Enquanto isto, netos e bisnetos do aniversariante, de deliciavam nas águas
 de uma piscina ali mesmo fincada na sombra acolhedora de um juazeiro que,
 até parece, renovou a sua folhagem para a bonita e rara comemoração.
 E os belos e floridos pausdarcos das quebradas da Chapada do Araripe, como
 que fizeram o pano de fundo do álacre evento, colorindo de lindo amarelo as
 encostadas da Chapada, no seu lado pernambucano!
 E aqui é o jeito repetir o cantador sertanejo, Lourival Bandeira:
 “AO LONGE SINTO SAUDADES DE UMA FESTA NO SERTÃO”!!!
 Decididamente, foi um domingo diferente, com o inconfundível  verniz da
 família cristã sertaneja que é, com certeza, a melhor e mais forte
 instituição nacional, base mesma da Nacionalidade!
 Barbalha, 13.11.2011. Napoleão Tavares Neves.

18 novembro 2011

Lembranças de touro brabo e de vaca parida
Eu acordava bem cedo, lá pelas 5:0h, para tomar leite mugido, ainda quentinho e todo dia eu via a confusão de um touro Jersey (um bicho parrudo!) querendo pegar um dos vaqueiros. Devia ser um acerto de contas e um dia ele pegou o Sr. Alcides, a treição e deu - lhe uma chifrada que o levantou pelos ares. A queda foi tão violenta que o vaqueiro quebrou três costelas e um braço e não morreu porque Antônio Caboclo foi ligeiro, o acudiu em tempo e dominou o touro. Mesmo assim, o vaqueiro ficou marcado para morrer pelo desgraçado do touro, uma coisa medonha!
O touro foi separado, durante a ordenha das vacas paridas para a parte de baixo do curral, mas bastava ele ouvir a voz do Sr. Alcides que começava a uivar, a cavar o chão e a querer mostrar quem era o dono do pedaço. Ele foi separado em uma manga e andava apenas com novilhas e garrotes e assim, o bicho ficou ainda mais invocado, pois deixou de acompanhar as vacas no cio. Com isso o touro se tornou mais perigoso e traiçoeiro, somente Antônio Caboclo tinha moral com aquele touro e mesmo papai evitava enfrentar o bicho. Gerou-se um grande problema, pois o touro sentindo o cio das vacas estourava cercas, investia contra vaqueiro montado em cavalo campolina, até que um dia ele foi negociado e a paz voltou ao curral. Esses são fatos verídicos, ocorridos durante a minha primeira infância em Pilões/PB e que ficaram gravados em minha memória.
Marcos,
27/07/2011
Lembranças de touro brabo e de vaca parida
Eu acordava bem cedo, lá pelas 5:0h, para tomar leite mugido, ainda quentinho e todo dia eu via a confusão de um touro Jersey (um bicho parrudo!) querendo pegar um dos vaqueiros. Devia ser um acerto de contas e um dia ele pegou o Sr. Alcides, a treição e deu - lhe uma chifrada que o levantou pelos ares. A queda foi tão violenta que o vaqueiro quebrou três costelas e um braço e não morreu porque Antônio Caboclo foi ligeiro, o acudiu em tempo e dominou o touro. Mesmo assim, o vaqueiro ficou marcado para morrer pelo desgraçado do touro, uma coisa medonha!
O touro foi separado, durante a ordenha das vacas paridas para a parte de baixo do curral, mas bastava ele ouvir a voz do Sr. Alcides que começava a uivar, a cavar o chão e a querer mostrar quem era o dono do pedaço. Ele foi separado em uma manga e andava apenas com novilhas e garrotes e assim, o bicho ficou ainda mais invocado, pois deixou de acompanhar as vacas no cio. Com isso o touro se tornou mais perigoso e traiçoeiro, somente Antônio Caboclo tinha moral com aquele touro e mesmo papai evitava enfrentar o bicho. Gerou-se um grande problema, pois o touro sentindo o cio das vacas estourava cercas, investia contra vaqueiro montado em cavalo campolina, até que um dia ele foi negociado e a paz voltou ao curral. Esses são fatos verídicos, ocorridos durante a minha primeira infância em Pilões/PB e que ficaram gravados em minha memória.
Marcos,
27/07/2011

09 novembro 2011

LIA
João era um menino muito impossível, como dizia minha avó. Suas babás demoravam muito pouco no emprego. Lia, não. Magrinha, crente e míope Lia pesava pouco, orava muito e enxergava quase nada, mas tinha o maior respeito de João que nunca lhe escondia os óculos. Lia só não podia levá-lo à praia, de manhã cedo, pois a mãe de João não confiava o atravessar da Bernardo Vieira daquela criatura com 23 graus em um olho, 21 no outro e com um João danado nos braços. João, hoje, vai à praia todo fim-de-semana, trabalha com vendas e estuda marketing em uma faculdade do Grande Recife. Lia, soubemos há pouco, casou, teve dois filhos, fez cirurgia ocular e continua crente. Não mais usa óculos nem tem tanto tempo para orar. Às vezes, leva seus filhos à praia.
LIA
João era um menino muito impossível, como dizia minha avó. Suas babás demoravam muito pouco no emprego. Lia, não. Magrinha, crente e míope Lia pesava pouco, orava muito e enxergava quase nada, mas tinha o maior respeito de João que nunca lhe escondia os óculos. Lia só não podia levá-lo à praia, de manhã cedo, pois a mãe de João não confiava o atravessar da Bernardo Vieira daquela criatura com 23 graus em um olho, 21 no outro e com um João danado nos braços. João, hoje, vai à praia todo fim-de-semana, trabalha com vendas e estuda marketing em uma faculdade do Grande Recife. Lia, soubemos há pouco, casou, teve dois filhos, fez cirurgia ocular e continua crente. Não mais usa óculos nem tem tanto tempo para orar. Às vezes, leva seus filhos à praia.