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22 maio 2010

Observando e Analisando Estrelas: Hubble - uma máquina fantástica.

Quando lhe perguntarem: onde “são fabricados” os elementos químicos? Responda de imediato: nas estrelas. Para você relaxar um pouco, enquanto estuda Química, assista ao vídeo, mas não se esqueça de ativar o som e clicar nas imagens para você viajar pelo universo junto com Blade Runner.
http://www.slideboom.com/presentations/133035/Astronomia

Durante a vida de uma estrela, como o sol, hidrogênio é convertido, a partir da fusão nuclear, em hélio com liberação de grande quantidade de energia. Entretanto, a temperatura na superfície do sol não é suficiente para ativar essa reação nuclear, entre dois núcleos de hidrogênio, então como explicar o sucesso dessa reação? A Mecânica Quântica explica: por efeito túnel.
Para distinguir entre os processos de fusão e de fissão nuclear, vale lembrá-lo que a obtenção de energia elétrica, por exemplo, nas usinas de Angra dos Reis/RJ, ocorre via fissão nuclear do U235 e não por fusão nuclear que ocorre no interior das estrelas.
Outras estrelas (as gigantes vermelhas) conseguem sintetizar (também via fusão nuclear) elementos leves até o oxigênio e nas supergigantes vermelhas, outros elementos (até o ferro) são sintetizados. Como surgem os elementos mais pesados que o ferro? São produzidos nas supernovas (com massas 8 vezes superiores à massa do sol), onde ocorrem gigantescas explosões com imensas liberações de energia.
O supertelescópio Hubble possui instrumentos que analisam as raias espectrais da radiação que vem das estrelas e de outros corpos celestes, caracterizando elementos e conseqüentemente, ajudando aos cientistas a fazer o mapeamento químico do universo.
Marcos Aires de Brito
Observando e Analisando Estrelas: Hubble - uma máquina fantástica.

Quando lhe perguntarem: onde “são fabricados” os elementos químicos? Responda de imediato: nas estrelas. Para você relaxar um pouco, enquanto estuda Química, assista ao vídeo, mas não se esqueça de ativar o som e clicar nas imagens para você viajar pelo universo junto com Blade Runner.
http://www.slideboom.com/presentations/133035/Astronomia

Durante a vida de uma estrela, como o sol, hidrogênio é convertido, a partir da fusão nuclear, em hélio com liberação de grande quantidade de energia. Entretanto, a temperatura na superfície do sol não é suficiente para ativar essa reação nuclear, entre dois núcleos de hidrogênio, então como explicar o sucesso dessa reação? A Mecânica Quântica explica: por efeito túnel.
Para distinguir entre os processos de fusão e de fissão nuclear, vale lembrá-lo que a obtenção de energia elétrica, por exemplo, nas usinas de Angra dos Reis/RJ, ocorre via fissão nuclear do U235 e não por fusão nuclear que ocorre no interior das estrelas.
Outras estrelas (as gigantes vermelhas) conseguem sintetizar (também via fusão nuclear) elementos leves até o oxigênio e nas supergigantes vermelhas, outros elementos (até o ferro) são sintetizados. Como surgem os elementos mais pesados que o ferro? São produzidos nas supernovas (com massas 8 vezes superiores à massa do sol), onde ocorrem gigantescas explosões com imensas liberações de energia.
O supertelescópio Hubble possui instrumentos que analisam as raias espectrais da radiação que vem das estrelas e de outros corpos celestes, caracterizando elementos e conseqüentemente, ajudando aos cientistas a fazer o mapeamento químico do universo.
Marcos Aires de Brito

04 abril 2010

RAIZES

Badé nossa segunda Mãe

A foto demonstra uma criatura que dedicou a sua vida as outras pessoas e esse é um raro exemplo de doação incondicional a Zita, a seus antecedentes e a seus descendentes. O seguinte relato se apóia no sentimento e nas lembranças expressos pela referida foto em que Tuezinha, por ser a caçula na época, por isso foi escolhida para representar a relação de dedicação e de proteção que Badé teve com todos nós. 
Tudo começou no final do século XIX, na época pós-escravidão, em que Badé (Antônia Luciano) ainda menina e filha de ex-escravos foi incumbida da responsabilidade de cuidar de Francisca, carinhosamente chamada de Santinha, filha do senhor e senhora de engenho, Pai Franco e Mãe Donana. Por esse acaso, Badé se mudou para a casa grande e lá se tornou companheira e o "anjo da guarda" de Santinha, a nossa avó. Parece então que ela se apegou a essa oportunidade, como que a uma “tábua de salvação” e daí em diante assinou e cumpriu voluntariamente um termo de responsabilidades e de compromissos, dedicando todo o seu tempo e a toda a sua vida à nossa avó, seus irmãos e todos os seus descendentes.
Nesse primeiro capítulo de convivência com os Neves e vivenciando o dia-a-dia no sítio, Badé pode aprender todo o trabalho doméstico e desenvolveu a capacidade de sobrevivência naqueles tempos difíceis. Chegado o momento do casamento de Vovó com o Sr. Aires, o nosso avô, Badé acompanhou o casal passando a se dedicar a Zita e quando do falecimento precoce, por ocasião do parto do segundo filho de Vovó, Badé assumiu Zita como se fosse a sua própria filha. Por ocasião do segundo casamento de Vovô com Mãe Edith, Badé passou a acumular a responsabilidade de cuidar de Zita juntamente com os filhos do novo casal: Vovô e Mãe Edith. Esta etapa de serviços prestados, em que Badé era considerada como "da família", mamãe se casou com o Dr. José Macário (papai) e Badé se mudou, acompanhando Zita e assim se iniciou mais uma outra etapa, ou seja, agora ela iniciava a criação de uma terceira geração: os filhos de Zita.
Somos oito e ela se dedicou à todos, embora se diga que ela teria os seus preferidos, mas é melhor que nunca saibamos quem foram, pois em nossas lembranças ela se dividia em oito para nos atender, nos aconselhar e cuidar de todos nós. A sua relação com papai sempre foi discreta e lembramos que ele a considerava como justa e até se apoiava nela para resolver as esporádicas brigas entre os nossos irmãos. Assim, nos lembramos dos castigos que ela nos fazia cumprir e que tinha total respaldo de papai e de mamãe. A vida em Pilões, nos ensinando a plantar, a colher e a vender algodão, a negociar ovo e limão em troca por pão, etc., já eram as primeiras lições de preparação para a vida nesses tempos de capitalismo.
No Açude do Cedro, em Quixadá/CE, em que tanto papai quanto mamãe se ocupavam com os compromissos profissionais, ele Agrônomo-chefe e ela professora em Escola Isolada do Posto Agrícola, era Badé que cuidava por onde andava Marcos e Sérgio, se todos já tinham feito os seus deveres de casa, controlando principalmente Marcos quanto aos horários do futebol.
São tantos os bons momentos que passamos juntos que se torna difícil resumi-los nessa breve narrativa, mas se lembrar de Badé é sempre um prazeroso retorno ao passado e assim, todos nós, os filhos de Zita, temos por Badé uma profunda admiração, amor e gratidão.
Escrito por Marcos em Dezembro de 2006

RAIZES

Badé nossa segunda Mãe

A foto demonstra uma criatura que dedicou a sua vida as outras pessoas e esse é um raro exemplo de doação incondicional a Zita, a seus antecedentes e a seus descendentes. O seguinte relato se apóia no sentimento e nas lembranças expressos pela referida foto em que Tuezinha, por ser a caçula na época, por isso foi escolhida para representar a relação de dedicação e de proteção que Badé teve com todos nós. 
Tudo começou no final do século XIX, na época pós-escravidão, em que Badé (Antônia Luciano) ainda menina e filha de ex-escravos foi incumbida da responsabilidade de cuidar de Francisca, carinhosamente chamada de Santinha, filha do senhor e senhora de engenho, Pai Franco e Mãe Donana. Por esse acaso, Badé se mudou para a casa grande e lá se tornou companheira e o "anjo da guarda" de Santinha, a nossa avó. Parece então que ela se apegou a essa oportunidade, como que a uma “tábua de salvação” e daí em diante assinou e cumpriu voluntariamente um termo de responsabilidades e de compromissos, dedicando todo o seu tempo e a toda a sua vida à nossa avó, seus irmãos e todos os seus descendentes.
Nesse primeiro capítulo de convivência com os Neves e vivenciando o dia-a-dia no sítio, Badé pode aprender todo o trabalho doméstico e desenvolveu a capacidade de sobrevivência naqueles tempos difíceis. Chegado o momento do casamento de Vovó com o Sr. Aires, o nosso avô, Badé acompanhou o casal passando a se dedicar a Zita e quando do falecimento precoce, por ocasião do parto do segundo filho de Vovó, Badé assumiu Zita como se fosse a sua própria filha. Por ocasião do segundo casamento de Vovô com Mãe Edith, Badé passou a acumular a responsabilidade de cuidar de Zita juntamente com os filhos do novo casal: Vovô e Mãe Edith. Esta etapa de serviços prestados, em que Badé era considerada como "da família", mamãe se casou com o Dr. José Macário (papai) e Badé se mudou, acompanhando Zita e assim se iniciou mais uma outra etapa, ou seja, agora ela iniciava a criação de uma terceira geração: os filhos de Zita.
Somos oito e ela se dedicou à todos, embora se diga que ela teria os seus preferidos, mas é melhor que nunca saibamos quem foram, pois em nossas lembranças ela se dividia em oito para nos atender, nos aconselhar e cuidar de todos nós. A sua relação com papai sempre foi discreta e lembramos que ele a considerava como justa e até se apoiava nela para resolver as esporádicas brigas entre os nossos irmãos. Assim, nos lembramos dos castigos que ela nos fazia cumprir e que tinha total respaldo de papai e de mamãe. A vida em Pilões, nos ensinando a plantar, a colher e a vender algodão, a negociar ovo e limão em troca por pão, etc., já eram as primeiras lições de preparação para a vida nesses tempos de capitalismo.
No Açude do Cedro, em Quixadá/CE, em que tanto papai quanto mamãe se ocupavam com os compromissos profissionais, ele Agrônomo-chefe e ela professora em Escola Isolada do Posto Agrícola, era Badé que cuidava por onde andava Marcos e Sérgio, se todos já tinham feito os seus deveres de casa, controlando principalmente Marcos quanto aos horários do futebol.
São tantos os bons momentos que passamos juntos que se torna difícil resumi-los nessa breve narrativa, mas se lembrar de Badé é sempre um prazeroso retorno ao passado e assim, todos nós, os filhos de Zita, temos por Badé uma profunda admiração, amor e gratidão.
Escrito por Marcos em Dezembro de 2006

03 abril 2010

RAIZES

Escrito por Marcos em 2006

José Macário de Brito, nosso Pai, nascido em Crato e criado na fazenda malhada, se acostumou desde criança a ter responsabilidades em suas tarefas, desenvolvendo amor pela terra. Formou-se como Engenheiro Agrônomo, da turma de 1945 da Universidade Federal do Ceará, e por cerca de 40 anos chefiou, de maneira exemplar, os Postos Agrícolas de Pilões, no sertão paraibano, Lima Campos, no alto sertão cearense e o Açude de Cedro, em Quixadá/CE, todos no perímetro das secas, pertencentes ao DNOCS (Departamento Nacional de Obras Contra as Secas). Papai, o Dr. Macário era enérgico, sabia fazer e comandar os seus funcionários e além da agronomia entendia também de mecânica, eletricidade e veterinária. Um tanto místico era considerado nas regiões por onde passava como o “profeta das chuvas” e mesmo à frente do seu tempo, procurava tirar lições do passado. Embora sábio e culto, foi um exemplo mudo para os seus filhos, pois privilegiava a ação em detrimento das palavras. Percebe-se nesta foto o seu olhar para o futuro, mas faleceu aos 64 anos quando se preparava para se aposentar e voltar às origens, cuidar da sua fazenda e ter mais tempo para conversar com a sua família.

Zita Neves Aires de Brito, nossa Mãe.
Escrito por Marcos, nas comemorações do aniversário de 80 anos dezembro de 2006.
Observando este retrato destaca-se o seu olhar expressivo, que revela harmonia interna e transmite confiança no futuro. Com múltiplas missões, sua vida tem sido caracterizada por aceitar e cumprir desafios. Preparou-se para ser professora normalista, mas seu inicio de vida em Pilões, no sertão da Paraíba, fora da civilização, juntamente com Badé e papai, foi um duro teste de grandeza para um ser humano.
Nunca se abalou e se acostumou a enfrentar e a resolver, serenamente os problemas do seu dia-a-dia, mesmo que para tanto, por vezes colocou a sua vida em risco. Lembramos, nós os filhos do sertão, que o nosso nascimento em Pilões, assistido por parteira, ou na maternidade do Crato, dependia do inverno ou da falta de chuva, pois ela teve de ultrapassar rios ou de enfrentar longas viagens de trem, às vezes em pleno trabalho de parto. A tranqüilidade do nosso pai, a confiança dele em seu santo padim Padre Cícero e em outros santos da sua convicção e o apoio incondicional de Badé, durante essas aventuras, certamente minimizava as suas preocupações. Com uma vida simples e limitada, no isolado sertão da Paraíba, tinha como meta o nosso futuro profissional.
Enquanto cuidava do crescimento saudável dos filhos, agora em melhores condições de estudo em Quixadá, teve a paciência e a habilidade de convencer o nosso pai de transferir a família para Fortaleza e isto somente foi possível, pois eles contavam com a presença equilibrada de Badé. Enquanto isso, os filhos conviviam com as pedras, muitas pedras, mas de repente a água doce se tornou salgada e aquele grande açude se tornou pequeno diante do mar, ou seja, passamos a outra dimensão em relação à vida e essa foi mais outra lição que aprendemos. Depois de tanta luta para formar e encaminhar com sucesso os oito filhos para a vida, Zita agora tem o prazer de compartilhar a amizade e a gratidão dos filhos, mas ao mesmo tempo lembra com muita saudade a perda de Vovô, de Papai e de Badé. Esta dura lição de que a vida não é eterna, pelo menos no plano material em que a matéria é reciclada, ela certamente quer evitar... Assim, revendo as fotos deste álbum, Zita demonstra certezas e expectativas: certezas da missão cumprida e expectativas de vida longa, que também é o que todos nós desejamos.

RAIZES

Escrito por Marcos em 2006

José Macário de Brito, nosso Pai, nascido em Crato e criado na fazenda malhada, se acostumou desde criança a ter responsabilidades em suas tarefas, desenvolvendo amor pela terra. Formou-se como Engenheiro Agrônomo, da turma de 1945 da Universidade Federal do Ceará, e por cerca de 40 anos chefiou, de maneira exemplar, os Postos Agrícolas de Pilões, no sertão paraibano, Lima Campos, no alto sertão cearense e o Açude de Cedro, em Quixadá/CE, todos no perímetro das secas, pertencentes ao DNOCS (Departamento Nacional de Obras Contra as Secas). Papai, o Dr. Macário era enérgico, sabia fazer e comandar os seus funcionários e além da agronomia entendia também de mecânica, eletricidade e veterinária. Um tanto místico era considerado nas regiões por onde passava como o “profeta das chuvas” e mesmo à frente do seu tempo, procurava tirar lições do passado. Embora sábio e culto, foi um exemplo mudo para os seus filhos, pois privilegiava a ação em detrimento das palavras. Percebe-se nesta foto o seu olhar para o futuro, mas faleceu aos 64 anos quando se preparava para se aposentar e voltar às origens, cuidar da sua fazenda e ter mais tempo para conversar com a sua família.

Zita Neves Aires de Brito, nossa Mãe.
Escrito por Marcos, nas comemorações do aniversário de 80 anos dezembro de 2006.
Observando este retrato destaca-se o seu olhar expressivo, que revela harmonia interna e transmite confiança no futuro. Com múltiplas missões, sua vida tem sido caracterizada por aceitar e cumprir desafios. Preparou-se para ser professora normalista, mas seu inicio de vida em Pilões, no sertão da Paraíba, fora da civilização, juntamente com Badé e papai, foi um duro teste de grandeza para um ser humano.
Nunca se abalou e se acostumou a enfrentar e a resolver, serenamente os problemas do seu dia-a-dia, mesmo que para tanto, por vezes colocou a sua vida em risco. Lembramos, nós os filhos do sertão, que o nosso nascimento em Pilões, assistido por parteira, ou na maternidade do Crato, dependia do inverno ou da falta de chuva, pois ela teve de ultrapassar rios ou de enfrentar longas viagens de trem, às vezes em pleno trabalho de parto. A tranqüilidade do nosso pai, a confiança dele em seu santo padim Padre Cícero e em outros santos da sua convicção e o apoio incondicional de Badé, durante essas aventuras, certamente minimizava as suas preocupações. Com uma vida simples e limitada, no isolado sertão da Paraíba, tinha como meta o nosso futuro profissional.
Enquanto cuidava do crescimento saudável dos filhos, agora em melhores condições de estudo em Quixadá, teve a paciência e a habilidade de convencer o nosso pai de transferir a família para Fortaleza e isto somente foi possível, pois eles contavam com a presença equilibrada de Badé. Enquanto isso, os filhos conviviam com as pedras, muitas pedras, mas de repente a água doce se tornou salgada e aquele grande açude se tornou pequeno diante do mar, ou seja, passamos a outra dimensão em relação à vida e essa foi mais outra lição que aprendemos. Depois de tanta luta para formar e encaminhar com sucesso os oito filhos para a vida, Zita agora tem o prazer de compartilhar a amizade e a gratidão dos filhos, mas ao mesmo tempo lembra com muita saudade a perda de Vovô, de Papai e de Badé. Esta dura lição de que a vida não é eterna, pelo menos no plano material em que a matéria é reciclada, ela certamente quer evitar... Assim, revendo as fotos deste álbum, Zita demonstra certezas e expectativas: certezas da missão cumprida e expectativas de vida longa, que também é o que todos nós desejamos.