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25 maio 2013



Zita e a travessia da Chapada do Araripe‏

Ana Pereira Neves, inicialmente Ana Pereira da Silva (vulga Donana do
Pajeú) enviava um neto, primo de Zita (mamãe), a cavalo puxando um
burro celado, para trazer a sua neta querida do Exú ao Jardim para ela
se juntar a família Neves durante as festas em cada final de ano. Mãe
Donana fazia questão de aproximar mamãe da família no Jardim e o único
jeito seria viajar a cavalo (ida e volta entre Exú e Jardim) e
enfrentar a travessia da Serra do Araripe. Chegado o dia da viagem
Badé preparava os alforjes com queijo, rapadura, farinha de mandioca e
galinha assada para a longa viagem. Nem era preciso levar água, pois
os viajantes costumavam descansar os animais para beberem em fontes de
água fresca na encosta da serra. Onde estariam as onças, as cobras e
os guarás? Certamente a vontade de chegar ao Sítio Belo Horizonte (na
ida) e a Fazenda União (no retorno) era tão grande, e a serra era tão
exuberante, que ela nem se importava com os perigos dessa aventura!

Mamãe, que era autorizada por vovô a andar a cavalo de calça comprida,
na descida da serra mudava as vestimentas para vestido comprido! De
fato, um dos tios no Jardim não admitia moça solteira (nem mulher
casada) vestir calça comprida e assim, ela chegava toda faceira no
Sítio Belo Horizonte de acordo com os costumes do lugar. Logo na
chegada ela era recebida por Cabocla que se apressava em dizer:
“coloque o presente para o natal atrás da porta” e assim era feito,
mas ainda cansada da viagem Mãe Donana queria saber das novidades e
Zita se sentia em casa... O tempo passava rápido até surgir o dia de
mamãe se vestir novamente a caráter (de vestido na saída do Jardim)
para chegar de calça comprida na Fazenda União. E esse ritual, que
somente foi revelado recentemente, se repetia a cada final de ano.

Marcos,

02 de abril de 2012.

Vida de Topógrafo- Aventuras em Terras Catarinenses

Continuação
 5.       A Novo Rumo Topografia na Enercan
Constatamos ao chegar, no final da tarde de uma sexta-feira, que na UHE Enercan não seria possível (devido a muitas pedras no leito do Rio Canoas) se utilizar o barco e assim, todo o trabalho em água foi realizado em um caiaque duplo para expedição. Por outro lado, as três turbinas estavam desligadas e a expectativa na sala de comando da empresa seria de ficarem sem gerar energia durante todo o final de semana. Tratamos de iniciar os trabalhos e ao entrar na água logo avistei uma grande carpa morta e ficamos por lá trabalhando até o anoitecer. Constatei, na escuridão da noite, a luz vermelha do Rubi LASER (Light Amplification by Stimulated Energy Radiation), que é formado por uma matriz de alumina (Al2O3) dopada com átomos de crômio e naquele momento retornei a minha postura científica, pois relembrei que o LASER foi previsto por A. Einstein (1906) e pela Mecânica Quântica (1926-1928), sendo desenvolvido e utilizado inicialmente pela NASA para medir a distância Terra-Lua e assim contribuiu para o sucesso do projeto Apolo. A radiação LASER, que é pulsada/monocromática, se constitui em uma evidência direta da estrutura discreta, ou seja, não contínua do átomo..., mas naquele momento o que importava era que o rubi laser estava sendo utilizado pelos competentes topógrafos da Novo Rumo Topografia.
Agora éramos três e o trabalho foi cansativo e perigoso, mas eu fui favorecido pelo longo estágio com os Mocós do Açude de Cedro, nos Monólitos de Quixadá/CE, isto é, aprendi a subir e a descer grandes pedras em segurança! No dia seguinte, bem cedo, estávamos de volta à Enercan e logo os meninos encontraram 27 mandis pintados, 37 vogas e muitos lambaris. Eu encontrei mais uma grande carpa morta e o Renê retornou ao hotel para colocar os peixes vivos no freezer. Trabalhamos naquele sábado até o escurecer e limpamos os peixes até a meia noite.    
Seguiu-se uma rotina (do nascer ao por do sol) por mais quatro dias de topografia convencional, Topo batimetria e Eco batimetria em caiaque, em que se passava todo o dia molhado (pelas águas do Canoas e pela chuva), mas terminamos aquela missão com total sucesso e na sexta-feira (21/12/2012) retornamos à Baesa para completar as medidas na parte de baixo da temida cachoeira! A expectativa era muito grande e a questão levantada foi “como proceder para se completar os dados em Barra Grande”?
6.     De volta à Barra Grande: a missão foi cumprida
A equipe da Novo Rumo Topografia (agora eu, Renê e Mateus) vislumbrou duas possibilidades para finalizar o trabalho na parte de baixo da cachoeira do Rio Pelotas, na UHE da Baesa: eu planejava descer a cachoeira com o barco vazio (os equipamentos seriam transportados pelos meninos, via pedras, até cerca de 50 metros após a cachoeira), desceria com o motor desligado, mas utilizando o leme para defender a embarcarão do confronto direto com as pedras e após se realizar as medidas, desceríamos o rio até Machadinho. Por outro lado, os rapazes planejavam o contrário, ou seja, subir o Rio Pelotas (via Machadinho), de barco e com todos os equipamentos à bordo, e depois se retornaria. Mas ambas as hipóteses teriam que ser avaliadas a partir de informações junto à direção dessa UHE.
Chegando à Barra Grande a Novo Rumo Topografia teve a autorização para trabalhar em água por apenas duas horas, com todas as turbinas e o vertedouro desligado, e assim procedemos.  Finalmente foi possível se medir de caiaque os últimos 400 metros que restavam para se cumprir a tarefa! Realizamos (eu e o Renê) Topo batimetria, em baixa correnteza e no final do tempo estabelecido o Mateus (na Estação total) nos avisou pelo rádio para abandonarmos a água. Conseguimos realizar as medidas (com 50 metros de sobra), mas tornou-se complicado retornar com o caiaque, pois a água subia rapidamente, ou seja, como as 3 turbinas foram ligadas o nível d’água subiu maus de 4m! O Mateus desmontou e guardou a Estação total e foi nos ajudar. Puxamos o caiaque, feito boi manso (o Renê na água, eu e o Mateus pelas pedras), com uma corda, contra a correnteza por cerca de 1300 metros até se chegar ao carro, mas, para a minha surpresa, os rapazes se interessaram por dois galhos secos (de Tarumã) e os levamos para a Montana!
Com a missão cumprida, retornamos à Capinzal, onde se encontram os dois tocos no jardim da casa/escritório da ME, pois representam troféus conquistados na Baesa e na Enercan.  Acredito mesmo que ambos os tocos representam a garra, a capacitação técnica dos jovens Agrimensores da Novo Rumo Topografia e também simbolizam a capacidade de resolverem problemas que surgem no percurso do trabalho e de cumprirem prazos, mesmo tendo que enfrentar grandes pedras e fortes corredeiras, pois aventuras são comuns na vida de topógrafos. 
Marcos,
01/01/2013.

06 março 2013

Vida de topógrafos: aventuras em terras catarinenses

    
5. A Novo Rumo Topografia na Enercan

Constatamos ao chegar, no final da tarde de uma sexta-feira, que na UHE Enercan não seria possível (devido a muitas pedras no leito do Rio Canoas) se utilizar o barco e assim, todo o trabalho em água foi realizado em um caiaque duplo para expedição. Por outro lado, as três turbinas estavam desligadas e a expectativa na sala de comando da empresa seria de ficarem sem gerar energia durante todo o final de semana. Tratamos de iniciar os trabalhos e ao entrar na água logo avistei uma grande carpa morta e ficamos por lá trabalhando até o anoitecer. Constatei, na escuridão da noite, a luz vermelha do Rubi LASER (Light Amplification by Stimulated Energy Radiation), que é formado por uma matriz de alumina (Al2O3) dopada com átomos de crômio e naquele momento retornei a minha postura científica, pois relembrei que o LASER foi previsto por A. Einstein (1906) e pela Mecânica Quântica (1926-1928), sendo desenvolvido e utilizado inicialmente pela NASA para medir a distância Terra-Lua e assim contribuiu para o sucesso do projeto Apolo. A radiação LASER, que é pulsada/monocromática, se constitui em uma evidência direta da estrutura discreta, ou seja, não contínua do átomo..., mas naquele momento o que importava era que o rubi laser estava sendo utilizado pelos competentes topógrafos da Novo Rumo Topografia.
Agora éramos três e o trabalho foi cansativo e perigoso, mas eu fui favorecido pelo longo estágio com os Mocós do Açude de Cedro, nos Monólitos de Quixadá/CE, isto é, aprendi a subir e a descer grandes pedras em segurança! No dia seguinte, bem cedo, estávamos de volta à Enercan e logo os meninos encontraram 27 mandis pintados, 37 vogas e muitos lambaris. Eu encontrei mais uma grande carpa morta e o Renê retornou ao hotel para colocar os peixes vivos no freezer. Trabalhamos naquele sábado até o escurecer e limpamos os peixes até a meia noite.    
Seguiu-se uma rotina (do nascer ao por do sol) por mais quatro dias de topografia convencional, Topo batimetria e Eco batimetria em caiaque, em que se passava todo o dia molhado (pelas águas do Canoas e pela chuva), mas terminamos aquela missão com total sucesso e na sexta-feira (21/12/2012) retornamos à Baesa para completar as medidas na parte de baixo da temida cachoeira! A expectativa era muito grande e a questão levantada foi “como proceder para se completar os dados em Barra Grande”?
2.       De volta à Barra Grande: a missão foi cumprida
A equipe da Novo Rumo Topografia (agora eu, Renê e Mateus) vislumbrou duas possibilidades para finalizar o trabalho na parte de baixo da cachoeira do Rio Pelotas, na UHE da Baesa: eu planejava descer a cachoeira com o barco vazio (os equipamentos seriam transportados pelos meninos, via pedras, até cerca de 50 metros após a cachoeira), desceria com o motor desligado, mas utilizando o leme para defender a embarcarão do confronto direto com as pedras e após se realizar as medidas, desceríamos o rio até Machadinho. Por outro lado, os rapazes planejavam o contrário, ou seja, subir o Rio Pelotas (via Machadinho), de barco e com todos os equipamentos à bordo, e depois se retornaria. Mas ambas as hipóteses teriam que ser avaliadas a partir de informações junto à direção dessa UHE.
Chegando à Barra Grande a Novo Rumo Topografia teve a autorização para trabalhar em água por apenas duas horas, com todas as turbinas e o vertedouro desligado, e assim procedemos.  Finalmente foi possível se medir de caiaque os últimos 400 metros que restavam para se cumprir a tarefa! Realizamos (eu e o Renê) Topo batimetria, em baixa correnteza e no final do tempo estabelecido o Mateus (na Estação total) nos avisou pelo rádio para abandonarmos a água. Conseguimos realizar as medidas (com 50 metros de sobra), mas tornou-se complicado retornar com o caiaque, pois a água subia rapidamente, ou seja, como as 3 turbinas foram ligadas o nível d’água subiu maus de 4m! O Mateus desmontou e guardou a Estação total e foi nos ajudar. Puxamos o caiaque, feito boi manso (o Renê na água, eu e o Mateus pelas pedras), com uma corda, contra a correnteza por cerca de 1300 metros até se chegar ao carro, mas, para a minha surpresa, os rapazes se interessaram por dois galhos secos (de Tarumã) e os levamos para a Montana!
Com a missão cumprida, retornamos à Capinzal, onde se encontram os dois tocos no jardim da casa/escritório da ME, pois representam troféus conquistados na Baesa e na Enercan.  Acredito mesmo que ambos os tocos representam a garra, a capacitação técnica dos jovens Agrimensores da Novo Rumo Topografia e também simbolizam a capacidade de resolverem problemas que surgem no percurso do trabalho e de cumprirem prazos, mesmo tendo que enfrentar grandes pedras e fortes corredeiras, pois aventuras são comuns na vida de topógrafos. 

Continuação...


3. Um refrescante banho, involuntário, de cachoeira em Barra Grande.
Retornamos à Baesa, com a equipe reforçada pelo Massom, e para se ganhar tempo no trabalho decidimos fazer Topo batimetria (com muita chuva e fortes correntezas), apoiada por uma corda amarrada em pedras nas duas margens de uma pequena cachoeira. Sustentamos os prismas na corda e cada membro da nossa equipe realizava a sua parte naquela difícil tarefa: Mateus se encontrava na Estação total (em cima de um morro e distante de nós cerca de 400 metros), Sr. Joãozinho e Massom ajudavam com a corda, sendo eu e o Renê na água! Enfrentamos a correnteza, apontando ambos os prismas na direção da Estação total, mas tivemos dificuldades para realizar as primeiras medidas e quando atingimos o centro da corredeira, a corda se soltou de uma das pedras e eu (de salva vidas) desci rolando na correnteza e foi um refrescante banho nas águas frias da UHE Barra Grande. Nesse momento eu me lembrei da época em que eu, ainda criança, pulava de uma ponte (em Lima Campos/CE) para o leito do rio cheio pela sangria do açude. O meu pai me alertou que “não se devia lutar contra a força da água, pois bastava ter paciência para chegar ao barranco do rio”. Dito e feito: após cerca de 30 metros de um refrescante banho, eu saí pelas pedras do Rio Pelotas, logo abaixo da referida cachoeira. Retornei ao meu posto e em seguida o Renê (também de colete salva vidas) não pode suportar a força da água, desceu a cachoeira por duas vezes e a missão foi interrompida. Voltamos a desenvolver as atividades uns 20m abaixo da forte correnteza, mesmo assim a dificuldade era imensa, pois nos era exigido muita concentração e força para vencer as águas e obter o resultado esperado, mas foram desenvolvidas mais quatro seções por essa metodologia.


4. Eco batimetria em Barra Grande
Finalmente chegou a hora da minha estreia como piloto do barco e com apenas uma turbina ligada (cerca de 100.000 metros cúbicos por segundo) e o vertedouro desligado fomos autorizados a realizar as medidas Eco batimétricas na Baesa. Após a aferição do equipamento, podemos ver um engenheiro filmando, lá do alto, a nossa aventura e o Mateus perguntou: “pai, existe a possibilidade de o barco virar?“ Eu respondi que achava que não, mas solicitei muita atenção com as varas (duas varas verdes, com cerca de 2,0 metros cada) para serem utilizadas caso o barco fosse lançado contra o paredão de basalto e assim eles procederam! Demos uma grande volta, ganhamos velocidade, aprumei a proa para o centro das bolhas (cerca de dois metros de diâmetro) que saiam da turbina em atividade e pude notar preocupação da tripulação, mas eu estava tranquilo, pois havia observado os biguás pescando em uma região próxima as bolhas, mas de fato a embarcação foi um pouco levantada e jogada para o lado! Completamos aquelas primeiras medidas, ganhamos mais velocidade e aprumamos a proa novamente em direção às grandes bolhas, mas dessa vez um pouco à esquerda do centro das bolhas e o barco foi desviado para o paredão. As varas funcionaram conforme o planejado e o resultado foi um grande sucesso. Terminamos o trabalho realizando círculos concêntricos, que a meu ver se constituíram em um show de pilotagem e de Eco batimetria nas águas da Baesa, mas ainda faltava a coleta de dados na região de baixo da temida cachoeira!
Considerando-se, naquele momento, a impossibilidade de se trabalhar com as turbinas e o vertedouro desligados e a necessidade de completar as medidas batimétricas na UHE de Barra Grande, os meninos insistiam em descer a cachoeira (com todos os equipamentos dentro do barco + os tripulantes Mateus, Renê e Massom, ou seja, o barco se encontrava muito pesado) para coletar dados e eu discordei. Como o Mateus e o Renê insistiram, eu fiz uma grande volta, aprumei a proa do barco direto para as corredeiras, botei pressão no motor, mas quando me aproximei da descida, abortei o plano! Eu não queria colocar em risco aquele patrimônio da Novo Rumo Topografia (todos nós todos estávamos de coletes salva vidas), mas insistiam nesse plano, pois os dados teriam que ser coletados e eles me desafiavam! Eu fiz uma longa curva para a direita e eles gelaram, pois sentiram que faltava força no motor, mas de fato eu
ainda tinha certa reserva de potência no motor (e não adiantaria acelerar tudo!). Eu decididamente queria assustá-los e consegui, pois os rapazes sentiram a força da correnteza que naquele momento era incrivelmente forte, e assustadora! Ainda realizamos outras duas voltas, nos aproximando, mas evitando descer a cachoeira e assim todos os dados foram coletados na parte anterior daquela cachoeira. Ganhamos confiança, mas decidimos levantar acampamento.  O Sr. Joãozinho e Massom retornaram à Capinzal, por compromissos familiares, enquanto que eu, Mateus e Renê viajamos para a UHE da Enercan rumo a mais uma aventura.

06 outubro 2012

A reação oscilante de Briggs-Rauscher

Acesse o seguinte link para acompanhar em vídeo uma interessante reação química:

http://www.youtube.com/watch?v=hgSLw0y8t5w

Você acompanhou uma reação entre 3 soluções incolores, que se torna âmbar, 
violeta e repentinamente muda para um azul escuro. Observe os ciclos e caso você estivesse realizando essa reação no laboratório de Química iria sentir, ao final da reação, um forte odor de iodo. Esta reação é geralmente utilizada em shows de Química, pois se trata de uma impressionante reação periódica. A reação de Briggs–Rauscher faz parte de uma série de reações denominadas oscilantes ou periódicas, pois oscilam em um determinado período de tempo, apresentando
diferentes cores.

Observação: Eu desenvolvi um arquivo onde explico desde a preparação das soluções utilizadas, todas as equações envolvidas nos ciclos, faço comentários e posso publicá-lo no Blog AH, se houver interesse de algum seguidor em querer saber mais sobre a reação oscilante de Briggs-Rauscher.

Marcos, 10/07/2011

08 julho 2012

Aves de arribaçãs

Geólogos afirmam que há cerca de 300 milhões de anos atrás houve uma grande explosão vulcânica na Sibéria que afetou o clima no planeta e provocou seca na África. Eles também dizem que os mares antigos tinham muitos tipos de animais que desapareceram, por causas naturais, entre 100 e 65 milhões de anos atrás. Existem evidências de que, há cerca de 3000 AC, baleias pequenas eram capturadas no Atlântico e no Pacífico Norte, por povos esquimós e outros, utilizando arpões manuais e pequenos barcos com remos, mas em menos de um século de pesca predatória, os humanos do século XX colocaram muitas espécies marinhas em perigo de extinção.
Aves de arribaçãs já são raras no sertão e muitos jovens nordestinos não conhecem graúnas, canários, canção, nem curiós! “Vaqueiros modernos” trocaram o cavalo e/ou o burro por motocicletas em sua lida diária com o rebanho bovino e quando utilizam roupas de couro é apenas para tirar fotos e/ou para turista ver! Isso já seria de se esperar, pois a caatinga tem sido dizimada assim como os pés de pequi na Chapada do Araripe que estão sendo transformados em lenha para alimentar os fornos da indústria do cimento na região do Cariri do Ceará! Até quando teremos aves de arribaçãs?
Marcos,
03/05/2012

Aves de arribaçãs

Geólogos afirmam que há cerca de 300 milhões de anos atrás houve uma grande explosão vulcânica na Sibéria que afetou o clima no planeta e provocou seca na África. Eles também dizem que os mares antigos tinham muitos tipos de animais que desapareceram, por causas naturais, entre 100 e 65 milhões de anos atrás. Existem evidências de que, há cerca de 3000 AC, baleias pequenas eram capturadas no Atlântico e no Pacífico Norte, por povos esquimós e outros, utilizando arpões manuais e pequenos barcos com remos, mas em menos de um século de pesca predatória, os humanos do século XX colocaram muitas espécies marinhas em perigo de extinção.
Aves de arribaçãs já são raras no sertão e muitos jovens nordestinos não conhecem graúnas, canários, canção, nem curiós! “Vaqueiros modernos” trocaram o cavalo e/ou o burro por motocicletas em sua lida diária com o rebanho bovino e quando utilizam roupas de couro é apenas para tirar fotos e/ou para turista ver! Isso já seria de se esperar, pois a caatinga tem sido dizimada assim como os pés de pequi na Chapada do Araripe que estão sendo transformados em lenha para alimentar os fornos da indústria do cimento na região do Cariri do Ceará! Até quando teremos aves de arribaçãs?
Marcos,
03/05/2012

17 abril 2012

A vida surgiu do barro?


Prezados,
depois de escutar conversas de bichos lá no sítio, assumi o meu estilo
normal e atualizei um arquivo com novos fatos sobre a origem da vida
em nosso planeta. Notem como a Biblia é o livro dos livros, pois
recentemente cientistas que trabalham na área descobriram evidências
de que a vida teria surgido do barro, como consta na Biblia.
Acompanhem como eu coloco essa discussão, através do arquivo em anexo,
que submeto para publicação no Blog AH.
A vida surgiu do barro?
A origem da mesma quiralidade nos organismos vivos é objeto de muitas discussões no meio científico. O termo quiralidade deriva da palavra grega χειρ, significando mão.
Alguns cientistas acreditam que a vida na terra escolheu um tipo de quiralidade por acaso, mas por que apenas os aminoácidos L são utilizados pelos seres vivos em nosso planeta? Isso significa que apenas a forma L, ou seja, metade dos aminoácidos (naturais ou sintéticos) que você utiliza em sua dieta é absorvida para ser utilizada e a outra metade (a forma D) não é utilizada pelo organismo. Alguns cientistas acreditam que deve existir algum lugar no universo, caso a vida nesse local tenha suporte no carbono, em que as moléculas teriam uma quiralidade oposta em relação à vida na terra. Então surge uma pergunta chave: Por que as moléculas utilizadas por organismos vivos em nosso planeta são homoquirais, ou seja, de mesma quiralidade?
A quiralidade de aminoácidos leva a quiralidade de enzimas (isto é o que se constitui no “modelo chave-fechadura” utilizado em Bioquímica), que por sua vez produz compostos naturais quirais e todos os produtos naturais quirais podem ser sintetizados por químicos que os utilizam para a construção de compostos mais complexos. Entretanto, não podemos distinguir enantiômeros, a não ser que se disponha de um ambiente quiral, isto é, não seria possível se obter no laboratório um excesso enantiomérico (de um enantiômero em relação ao outro), a não ser que se utilize (como produto de partida) um enantiômero natural. Portanto, a fonte de um excesso enantiomérico deriva de sistemas vivos. Assim, esse se torna um tema fascinante e desafiador em Química e em Bioquímica, pois leva a questão da origem da quiralidade na natureza e a origem da vida em nosso planeta.

Os modelos que tentam explicar a origem da vida utilizam normalmente sistemas químicos simples, que evoluem para sistemas mais complexos, mas fica difícil se imaginar em um ambientes primitivo na terra, algo capaz de produzir (além da mistura de enantiômeros, sem atividade ótica), um excesso enantiomérico. Portanto, a origem da vida passa por um profundo estudo da estereoquímica de substâncias oticamente ativas para a vida, que os químicos ainda não atingiram plenamente!

Existem basicamente duas possibilidades para se ter um excesso enantiomérico em sistemas biológicos: (1) o excesso enantiomérico seria gerado através de um processo de evolução natural ou (2) para ocorrer o excesso enantiomérico seria necessário um “comando de um ser superior”. A primeira possibilidade envolve a seleção (considerando apenas aminoácidos) em uma mistura de enantiômeros. Uma mistura desse tipo (com 50% de ambos os enantiômeros) seria considerada uma medida média (um tratamento estatístico), pois não existem exatamente idênticas quantidades de ambos os enantiômeros, ou seja, não podemos afirmar que exista a mesma quantidade de moléculas com helicidade para a direita em relação ao número de moléculas com helicidade para a esquerda, pois esse é um tratamento estatístico.
Vermiculita é um mineral natural, associado ao amianto. Esse mineral possui uma estrutura argilosa e as argilas do tipo vermiculita têm uma estrutura de micas no interior das quais os íons K+, situados entre as lamelas, foram substituídos pelos cátions Mg2+ e Fe2+. A vermiculita acaba de ser utilizada por pesquisadores em Oxford e na Áustria para tentarem descobrir os segredos da origem da Vida. Os pesquisadores descobriram particularmente que a argila desse tipo tinha propriedades susceptíveis de permitir resolver um dos grandes enigmas das ciências dos seres vivos, a quiralidade.
Marcos, 02/07/2011.

A vida surgiu do barro?


Prezados,
depois de escutar conversas de bichos lá no sítio, assumi o meu estilo
normal e atualizei um arquivo com novos fatos sobre a origem da vida
em nosso planeta. Notem como a Biblia é o livro dos livros, pois
recentemente cientistas que trabalham na área descobriram evidências
de que a vida teria surgido do barro, como consta na Biblia.
Acompanhem como eu coloco essa discussão, através do arquivo em anexo,
que submeto para publicação no Blog AH.
A vida surgiu do barro?
A origem da mesma quiralidade nos organismos vivos é objeto de muitas discussões no meio científico. O termo quiralidade deriva da palavra grega χειρ, significando mão.
Alguns cientistas acreditam que a vida na terra escolheu um tipo de quiralidade por acaso, mas por que apenas os aminoácidos L são utilizados pelos seres vivos em nosso planeta? Isso significa que apenas a forma L, ou seja, metade dos aminoácidos (naturais ou sintéticos) que você utiliza em sua dieta é absorvida para ser utilizada e a outra metade (a forma D) não é utilizada pelo organismo. Alguns cientistas acreditam que deve existir algum lugar no universo, caso a vida nesse local tenha suporte no carbono, em que as moléculas teriam uma quiralidade oposta em relação à vida na terra. Então surge uma pergunta chave: Por que as moléculas utilizadas por organismos vivos em nosso planeta são homoquirais, ou seja, de mesma quiralidade?
A quiralidade de aminoácidos leva a quiralidade de enzimas (isto é o que se constitui no “modelo chave-fechadura” utilizado em Bioquímica), que por sua vez produz compostos naturais quirais e todos os produtos naturais quirais podem ser sintetizados por químicos que os utilizam para a construção de compostos mais complexos. Entretanto, não podemos distinguir enantiômeros, a não ser que se disponha de um ambiente quiral, isto é, não seria possível se obter no laboratório um excesso enantiomérico (de um enantiômero em relação ao outro), a não ser que se utilize (como produto de partida) um enantiômero natural. Portanto, a fonte de um excesso enantiomérico deriva de sistemas vivos. Assim, esse se torna um tema fascinante e desafiador em Química e em Bioquímica, pois leva a questão da origem da quiralidade na natureza e a origem da vida em nosso planeta.

Os modelos que tentam explicar a origem da vida utilizam normalmente sistemas químicos simples, que evoluem para sistemas mais complexos, mas fica difícil se imaginar em um ambientes primitivo na terra, algo capaz de produzir (além da mistura de enantiômeros, sem atividade ótica), um excesso enantiomérico. Portanto, a origem da vida passa por um profundo estudo da estereoquímica de substâncias oticamente ativas para a vida, que os químicos ainda não atingiram plenamente!

Existem basicamente duas possibilidades para se ter um excesso enantiomérico em sistemas biológicos: (1) o excesso enantiomérico seria gerado através de um processo de evolução natural ou (2) para ocorrer o excesso enantiomérico seria necessário um “comando de um ser superior”. A primeira possibilidade envolve a seleção (considerando apenas aminoácidos) em uma mistura de enantiômeros. Uma mistura desse tipo (com 50% de ambos os enantiômeros) seria considerada uma medida média (um tratamento estatístico), pois não existem exatamente idênticas quantidades de ambos os enantiômeros, ou seja, não podemos afirmar que exista a mesma quantidade de moléculas com helicidade para a direita em relação ao número de moléculas com helicidade para a esquerda, pois esse é um tratamento estatístico.
Vermiculita é um mineral natural, associado ao amianto. Esse mineral possui uma estrutura argilosa e as argilas do tipo vermiculita têm uma estrutura de micas no interior das quais os íons K+, situados entre as lamelas, foram substituídos pelos cátions Mg2+ e Fe2+. A vermiculita acaba de ser utilizada por pesquisadores em Oxford e na Áustria para tentarem descobrir os segredos da origem da Vida. Os pesquisadores descobriram particularmente que a argila desse tipo tinha propriedades susceptíveis de permitir resolver um dos grandes enigmas das ciências dos seres vivos, a quiralidade.
Marcos, 02/07/2011.

03 fevereiro 2012


  Além do Horizonte é Azul da Cor do Mar
A matéria, por si só, não tem cor tornando-se ou não colorida mediante a ação da radiação eletromagnética. Um raio de sol, que engloba basicamente 3 cores primárias (vermelho, amarelo e azul) e 3 cores secundárias (verde, laranja e violeta),  leva cerca 8 minutos para chegar até nós e revela, mediante a sua análise espectroscópica, a participação de hidrogênio, hélio e traços de ferro, níquel, oxigênio, silício, enxofre, magnésio, cálcio e crômio na composição do sol. Portanto, um raio de sol é uma sonda que nos permite conhecer a composição química de parte do universo.
Um composto é colorido quando o complementar da radiação absorvida se encontra na região visível do espectro eletromagnético, conforme a tabela e a figura a seguir. 
  
Cor absorvida
l (nm),
onde 1 nm = 10-9m
Cor observada
Vermelho
650 a 800
Verde azulada
Amarelo
570 a 600
Azul
Verde
490 a 570
Púrpuro
Azul
440 a 475
Amarelo
Violeta
400 a 440

Verde amarelado


 Assim, de acordo com a “teoria das cores”, azul e amarelo são cores complementares, isto é, se você enxerga o azul é porque o amarelo foi absorvido e vice-versa, mas de acordo com as “crenças ocidentais” temos as seguintes relações: amarelo representa concentração, disciplina, comunicação e ativa o intelecto. Azul é purificação, favorece a amabilidade, a paciência, a serenidade e estimula a busca da verdade interior. Portanto, se você está enxergando em azul é porque está sob a ação do amarelo que lhe conduz a paz interior. Um raio de sol une, por exemplo, o azul com o amarelo, resultando em laranja que simboliza equilíbrio, criatividade e entusiasmo para a vida.

Marcos, 21/07/2011.

  Além do Horizonte é Azul da Cor do Mar
A matéria, por si só, não tem cor tornando-se ou não colorida mediante a ação da radiação eletromagnética. Um raio de sol, que engloba basicamente 3 cores primárias (vermelho, amarelo e azul) e 3 cores secundárias (verde, laranja e violeta),  leva cerca 8 minutos para chegar até nós e revela, mediante a sua análise espectroscópica, a participação de hidrogênio, hélio e traços de ferro, níquel, oxigênio, silício, enxofre, magnésio, cálcio e crômio na composição do sol. Portanto, um raio de sol é uma sonda que nos permite conhecer a composição química de parte do universo.
Um composto é colorido quando o complementar da radiação absorvida se encontra na região visível do espectro eletromagnético, conforme a tabela e a figura a seguir. 
  
Cor absorvida
l (nm),
onde 1 nm = 10-9m
Cor observada
Vermelho
650 a 800
Verde azulada
Amarelo
570 a 600
Azul
Verde
490 a 570
Púrpuro
Azul
440 a 475
Amarelo
Violeta
400 a 440

Verde amarelado


 Assim, de acordo com a “teoria das cores”, azul e amarelo são cores complementares, isto é, se você enxerga o azul é porque o amarelo foi absorvido e vice-versa, mas de acordo com as “crenças ocidentais” temos as seguintes relações: amarelo representa concentração, disciplina, comunicação e ativa o intelecto. Azul é purificação, favorece a amabilidade, a paciência, a serenidade e estimula a busca da verdade interior. Portanto, se você está enxergando em azul é porque está sob a ação do amarelo que lhe conduz a paz interior. Um raio de sol une, por exemplo, o azul com o amarelo, resultando em laranja que simboliza equilíbrio, criatividade e entusiasmo para a vida.

Marcos, 21/07/2011.

18 novembro 2011

Lembranças de touro brabo e de vaca parida
Eu acordava bem cedo, lá pelas 5:0h, para tomar leite mugido, ainda quentinho e todo dia eu via a confusão de um touro Jersey (um bicho parrudo!) querendo pegar um dos vaqueiros. Devia ser um acerto de contas e um dia ele pegou o Sr. Alcides, a treição e deu - lhe uma chifrada que o levantou pelos ares. A queda foi tão violenta que o vaqueiro quebrou três costelas e um braço e não morreu porque Antônio Caboclo foi ligeiro, o acudiu em tempo e dominou o touro. Mesmo assim, o vaqueiro ficou marcado para morrer pelo desgraçado do touro, uma coisa medonha!
O touro foi separado, durante a ordenha das vacas paridas para a parte de baixo do curral, mas bastava ele ouvir a voz do Sr. Alcides que começava a uivar, a cavar o chão e a querer mostrar quem era o dono do pedaço. Ele foi separado em uma manga e andava apenas com novilhas e garrotes e assim, o bicho ficou ainda mais invocado, pois deixou de acompanhar as vacas no cio. Com isso o touro se tornou mais perigoso e traiçoeiro, somente Antônio Caboclo tinha moral com aquele touro e mesmo papai evitava enfrentar o bicho. Gerou-se um grande problema, pois o touro sentindo o cio das vacas estourava cercas, investia contra vaqueiro montado em cavalo campolina, até que um dia ele foi negociado e a paz voltou ao curral. Esses são fatos verídicos, ocorridos durante a minha primeira infância em Pilões/PB e que ficaram gravados em minha memória.
Marcos,
27/07/2011
Lembranças de touro brabo e de vaca parida
Eu acordava bem cedo, lá pelas 5:0h, para tomar leite mugido, ainda quentinho e todo dia eu via a confusão de um touro Jersey (um bicho parrudo!) querendo pegar um dos vaqueiros. Devia ser um acerto de contas e um dia ele pegou o Sr. Alcides, a treição e deu - lhe uma chifrada que o levantou pelos ares. A queda foi tão violenta que o vaqueiro quebrou três costelas e um braço e não morreu porque Antônio Caboclo foi ligeiro, o acudiu em tempo e dominou o touro. Mesmo assim, o vaqueiro ficou marcado para morrer pelo desgraçado do touro, uma coisa medonha!
O touro foi separado, durante a ordenha das vacas paridas para a parte de baixo do curral, mas bastava ele ouvir a voz do Sr. Alcides que começava a uivar, a cavar o chão e a querer mostrar quem era o dono do pedaço. Ele foi separado em uma manga e andava apenas com novilhas e garrotes e assim, o bicho ficou ainda mais invocado, pois deixou de acompanhar as vacas no cio. Com isso o touro se tornou mais perigoso e traiçoeiro, somente Antônio Caboclo tinha moral com aquele touro e mesmo papai evitava enfrentar o bicho. Gerou-se um grande problema, pois o touro sentindo o cio das vacas estourava cercas, investia contra vaqueiro montado em cavalo campolina, até que um dia ele foi negociado e a paz voltou ao curral. Esses são fatos verídicos, ocorridos durante a minha primeira infância em Pilões/PB e que ficaram gravados em minha memória.
Marcos,
27/07/2011

30 outubro 2011

Fábulas Científicas

A boa vida do Soldadinho-do-Araripe
  Certa vez Maroto, Diura e dois amigos se encontravam na serra e como estavam com sede foram procurar água. Encontraram o Soldadinho-do-Araripe e eles quiseram saber como o Soldadinho conseguia se isolar e sobreviver naquele ambiente sombrio e úmido da serra. O Soldadinho explicou: eu não preciso de muito para sobreviver, apenas de um pouco de sol, gás carbônico, plantas verdes e água para que ocorra a fotossíntese.  A partir desse processo natural eu tenho as árvores, frutos, insetos, água limpa para eu sobreviver e criar a minha família. Maroto e Diura ficaram admirados e interessados na conversa e questionaram novamente: você saberia nos explicar como surge um raio de sol? Bem a explicação não é simples, mas vou tentar simplificar! Vocês já ouviram falar em fusão nuclear e na equação de Einstein? Não! Responderam, em coro, os papagaios.
Pois bem, no interior do sol ocorrem reações de fusão de dois núcleos de Deutério com formação de Hélio e o desprendimento de energia que leva cerca de 8 minutos para chegar até nós, nos aquecer e realizar a fotossíntese. Não é fantástico? Essa energia é que mantém a vida aqui na terra, na Chapada do Araripe onde eu vivo e também no João Vieira e em Pilões de onde vocês vieram. Que cara sabido, disse Diura, mas queremos saber detalhes dessa reação nuclear que lança energia no universo e que chega até nós! Não tem problema, basta vocês acompanharem o processo a seguir:







 Como a massa de cada núcleo de Deutério = 2,0136g x 2 = 4,9272g que comparada com a massa molar de Hélio formado na reação (4,0015g/mol) sobram 0,0257g que é transformada em energia de acordo com a equação de Einstein:
 E = mc2, onde E = a energia liberada na fusão nuclear; m = a massa utilizada e
 c = a velocidade da luz ~ 300.000.000 metros por segundo. Por exemplo, a fusão de poucos cm³ de Deutério produz uma energia equivalente àquela produzida pela queima de 20 toneladas de carvão!
Maroto, que estava gostando da conversa, perguntou ao Soldadinho-do-Araripe: esse tipo de reação que libera energia é a mesma que temos na queima da madeira ou do gás natural? O Soldadinho respondeu que não, pois enquanto no sol massa é transformada em energia pela fusão de dois núcleos de Deutério na combustão do metano (CH4= gás natural), por exemplo, temos uma reação química onde existe a conservação da massa. Então como explicar a liberação de calor na queima do metano, perguntou Diura? O Soldadinho respondeu de imediato: neste caso a energia armazenada nas ligações químicas do produto da reação (2 H2O + CO2) quando comparada com a energia nos reagentes (CH4 + 2 O2) é menor e por isso o excesso é liberado para o ambiente, conforme a seguinte reação, mas note que a massa é conservada no processo:

CH4(gás) + 2 O2(gás) -> 2 H2O(gás) + CO2(gás) + Calor
16 g               64 g =    36 g     44 g

Assim os papagaios agradeceram ao Soldadinho-do-Araripe, pela boa conversa na Chapada do Araripe e o convidaram para visitar o sertão. O convite foi agradecido, porém negado, pois não seria possível um Soldadinho-do-Araripe sobreviver no sertão nordestino.
“Não existe outra ave naturalmente restrita ao Estado do Ceará, além do Soldadinho-do-Araripe. A conservação dos recursos naturais simbolizados por este pássaro é um desafio local e global que envolve desde a população do Cariri cearense até entidades internacionais. Até 1998 este pássaro era ignorado pela ciência e pela maioria da população. Pouco habitantes das encostas da Chapada do Araripe o conheciam, o que refletiu na utilização de diversos nomes vulgares como: lavadeira-da-mata, galo-da-mata, cabeça-vermelha-da-mata, etc., estando entre as 190 aves classificadas como criticamente em perigo de desaparecer no mundo, das quais 22 vivem no Brasil.” (Fonte: ICMBIO- Instituto Chico Mendes, MMA).
Marcos, 02/08/2011

Fábulas Científicas

A boa vida do Soldadinho-do-Araripe
  Certa vez Maroto, Diura e dois amigos se encontravam na serra e como estavam com sede foram procurar água. Encontraram o Soldadinho-do-Araripe e eles quiseram saber como o Soldadinho conseguia se isolar e sobreviver naquele ambiente sombrio e úmido da serra. O Soldadinho explicou: eu não preciso de muito para sobreviver, apenas de um pouco de sol, gás carbônico, plantas verdes e água para que ocorra a fotossíntese.  A partir desse processo natural eu tenho as árvores, frutos, insetos, água limpa para eu sobreviver e criar a minha família. Maroto e Diura ficaram admirados e interessados na conversa e questionaram novamente: você saberia nos explicar como surge um raio de sol? Bem a explicação não é simples, mas vou tentar simplificar! Vocês já ouviram falar em fusão nuclear e na equação de Einstein? Não! Responderam, em coro, os papagaios.
Pois bem, no interior do sol ocorrem reações de fusão de dois núcleos de Deutério com formação de Hélio e o desprendimento de energia que leva cerca de 8 minutos para chegar até nós, nos aquecer e realizar a fotossíntese. Não é fantástico? Essa energia é que mantém a vida aqui na terra, na Chapada do Araripe onde eu vivo e também no João Vieira e em Pilões de onde vocês vieram. Que cara sabido, disse Diura, mas queremos saber detalhes dessa reação nuclear que lança energia no universo e que chega até nós! Não tem problema, basta vocês acompanharem o processo a seguir:







 Como a massa de cada núcleo de Deutério = 2,0136g x 2 = 4,9272g que comparada com a massa molar de Hélio formado na reação (4,0015g/mol) sobram 0,0257g que é transformada em energia de acordo com a equação de Einstein:
 E = mc2, onde E = a energia liberada na fusão nuclear; m = a massa utilizada e
 c = a velocidade da luz ~ 300.000.000 metros por segundo. Por exemplo, a fusão de poucos cm³ de Deutério produz uma energia equivalente àquela produzida pela queima de 20 toneladas de carvão!
Maroto, que estava gostando da conversa, perguntou ao Soldadinho-do-Araripe: esse tipo de reação que libera energia é a mesma que temos na queima da madeira ou do gás natural? O Soldadinho respondeu que não, pois enquanto no sol massa é transformada em energia pela fusão de dois núcleos de Deutério na combustão do metano (CH4= gás natural), por exemplo, temos uma reação química onde existe a conservação da massa. Então como explicar a liberação de calor na queima do metano, perguntou Diura? O Soldadinho respondeu de imediato: neste caso a energia armazenada nas ligações químicas do produto da reação (2 H2O + CO2) quando comparada com a energia nos reagentes (CH4 + 2 O2) é menor e por isso o excesso é liberado para o ambiente, conforme a seguinte reação, mas note que a massa é conservada no processo:

CH4(gás) + 2 O2(gás) -> 2 H2O(gás) + CO2(gás) + Calor
16 g               64 g =    36 g     44 g

Assim os papagaios agradeceram ao Soldadinho-do-Araripe, pela boa conversa na Chapada do Araripe e o convidaram para visitar o sertão. O convite foi agradecido, porém negado, pois não seria possível um Soldadinho-do-Araripe sobreviver no sertão nordestino.
“Não existe outra ave naturalmente restrita ao Estado do Ceará, além do Soldadinho-do-Araripe. A conservação dos recursos naturais simbolizados por este pássaro é um desafio local e global que envolve desde a população do Cariri cearense até entidades internacionais. Até 1998 este pássaro era ignorado pela ciência e pela maioria da população. Pouco habitantes das encostas da Chapada do Araripe o conheciam, o que refletiu na utilização de diversos nomes vulgares como: lavadeira-da-mata, galo-da-mata, cabeça-vermelha-da-mata, etc., estando entre as 190 aves classificadas como criticamente em perigo de desaparecer no mundo, das quais 22 vivem no Brasil.” (Fonte: ICMBIO- Instituto Chico Mendes, MMA).
Marcos, 02/08/2011

28 setembro 2011

Você Sabia?
No Saco tem:
No Saco tem banquete oferecido para uma dúzia ou mais de cães, em homenagem a São Lázaro, em evento comemorativo da cura de alguma doença de morador;
 No Saco ainda tem penitentes cantando benditos sonoros nas cruzes de beira de estrada e ainda se auto-flagelam;
 No Saco tem curadores de picadas de cobra;
 No Saco os vaqueiros ainda curam bicheiras do gado no rastro das rezes;
No Saco o teiú briga com cobra e quando por ela vai picado, morde a batata de teiú, ou batata cabeça de negro e se cura da picada do
réptil;
 No Saco herpes zoster ou “cobreiro”, não mata porque se escreve com tinta de tinteiro “Oh Maria Concebida sem pecado” para o cobreiro não se encontrar e por isto o paciente escapa;
 No Saco a crendice dita normas rígidas: o paciente picado de cobra
se cura porque um “curado” cospe na sua – dele – boca e ambos ficam tranqüilos;
No Saco um paciente picado por cobra tem que procurar socorro médico sem passar por água para não morrer. Atravessar rio ou riacho com água corrente é morte certa;
 No Saco ainda há “corpo aberto” e ventre caído;
 No Saco Jibóia não mata por sufocamento, mas mata a sua preza no dente;
 No Saco antigo quando o defunto era muito pesado e levado em rede levava surra dos carregadores. O povo antigo do Saco achava que o peso extra era porque, o diabo, sabendo que o defunto ía para a igreja, encangava-se, aumentando o peso da rede. Eles diziam que o diabo “não brinca nem nessas horas”;
 No Saco tinha Antônio Zuza, que cavava o chão e esturrava como touro na porteira do curral, de 4 pés, para a papeira não descer para os testículos.
Obs.: "Saco" Sítio do Dr. Napoleão Tavares Neves, localizado no
município de Porteiras - Ceará.
Marcos Aires de Brito
Você Sabia?
No Saco tem:
No Saco tem banquete oferecido para uma dúzia ou mais de cães, em homenagem a São Lázaro, em evento comemorativo da cura de alguma doença de morador;
 No Saco ainda tem penitentes cantando benditos sonoros nas cruzes de beira de estrada e ainda se auto-flagelam;
 No Saco tem curadores de picadas de cobra;
 No Saco os vaqueiros ainda curam bicheiras do gado no rastro das rezes;
No Saco o teiú briga com cobra e quando por ela vai picado, morde a batata de teiú, ou batata cabeça de negro e se cura da picada do
réptil;
 No Saco herpes zoster ou “cobreiro”, não mata porque se escreve com tinta de tinteiro “Oh Maria Concebida sem pecado” para o cobreiro não se encontrar e por isto o paciente escapa;
 No Saco a crendice dita normas rígidas: o paciente picado de cobra
se cura porque um “curado” cospe na sua – dele – boca e ambos ficam tranqüilos;
No Saco um paciente picado por cobra tem que procurar socorro médico sem passar por água para não morrer. Atravessar rio ou riacho com água corrente é morte certa;
 No Saco ainda há “corpo aberto” e ventre caído;
 No Saco Jibóia não mata por sufocamento, mas mata a sua preza no dente;
 No Saco antigo quando o defunto era muito pesado e levado em rede levava surra dos carregadores. O povo antigo do Saco achava que o peso extra era porque, o diabo, sabendo que o defunto ía para a igreja, encangava-se, aumentando o peso da rede. Eles diziam que o diabo “não brinca nem nessas horas”;
 No Saco tinha Antônio Zuza, que cavava o chão e esturrava como touro na porteira do curral, de 4 pés, para a papeira não descer para os testículos.
Obs.: "Saco" Sítio do Dr. Napoleão Tavares Neves, localizado no
município de Porteiras - Ceará.
Marcos Aires de Brito

21 setembro 2011

Preocupação ambiental
Marcos, 27/07/2011
Os amigos Pachá (no Saco), Urutau (na Serra da Guritiba), Maroto (no Sítio da Goiabeira) e outros estavam com uma grande preocupação ambiental e queriam contribuir para o desenvolvimento de uma consciência ecológica. Eles estavam inquietos e achavam que deveriam divulgar conhecimentos através de uma conferência cósmica transmitida via internet a partir da Serra de Dau, na Chapada do Araripe.
Verifiquem seus sistemas testem a velocidade da banda larga e vamos iniciar esta videoconferência, em tempo real, que está sendo gerada aqui de baixo da copa de uma centenária Timbauba. Assim falou Urutau, no centro do mundo, que anunciou Maroto como o conferencista daquela noite.
Maroto testou o sistema para falar de “Alguns aspectos sobre Química Verde”, cumprimentou a todos e em especial Urutau e Pachá que idealizaram aquele encontro virtual. E assim Maroto projetou um arquivo em Power point que tratava de Química Verde e avisou: vocês podem me interromper durante a transmissão, pois assim a minha palestra ficará mais interativa e evitamos que Pachá durma durante a nossa conversa!
Maroto
O tratamento e a reciclagem de resíduos industriais, ou até mesmo aqueles gerados em laboratórios de ensino e pesquisa tem contribuído para a redução da contaminação ambiental. Entretanto, técnicas de tratamento, em geral, apresentam alto custo e requerem profissionais com conhecimento para tal, tornando-se desvantajosas em relação às técnicas de redução na fonte. Desta forma, a sustentabilidade é o objetivo e a Química Verde um dos meios para alcançá-lo.
Pachá
Maroto, o que é Química Verde?
Maroto
A Química Verde é abordada pela IUPAC (International Union of Pure and Applied Chemistry) como a invenção, o desenvolvimento e a aplicação de produtos e processos químicos para reduzir ou eliminar o uso e a geração de substâncias perigosas e insalubres. Logo a Química Verde se utiliza de técnicas químicas e metodologias que reduzem ou eliminam o uso de solventes, reagentes, produtos e subprodutos que são nocivos ao meio biótico e abiótico. Assim, ao se procurar tecnologias que empregam a Química Verde devemos estar atentos a três pontos fundamentais:
a) O uso de rotas sintéticas alternativas e seguras;
b) O uso de condições reacionais alternativas;
c) O desenvolvimento de produtos químicos menos tóxicos que as alternativas atuais e mais seguras.
Urutau
Maroto quais são os princípios utilizados pela American Chemical Society para orientar a pesquisa em Química Verde?
Maroto
Existem 12 princípios utilizados atualmente por químicos nos USA e no mundo para orientar a pesquisa em Química Verde:
1. Prevenção. É mais barato evitar a formação de resíduos tóxicos do que tratá-los depois que eles são produzidos;
2. Eficiência Atômica. As metodologias sintéticas devem ser desenvolvidas de modo a incorporar o maior número possível de átomos dos reagentes no produto final;
3. Síntese Segura. Devem-se desenvolver metodologias sintéticas que utilizam e geram substâncias com pouca ou nenhuma toxicidade à saúde humana e ao ambiente;
4. Desenvolvimento de Produtos Seguros. Deve-se buscar o desenvolvimento de produtos que após realizarem a função desejada, não causem danos ao ambiente;
5. Uso de Solventes e Auxiliares Seguros. A utilização de substâncias auxiliares tais como solventes, agentes de purificação e secantes, precisa ser evitada ao máximo e quando a sua utilização for inevitável, estas substâncias devem ser inócuas ou facilmente reutilizadas;
6. Busca pela Eficiência de Energia. Os impactos ambientais e econômicos causados pela geração da energia utilizada em um processo químico precisam ser considerados. É necessário o desenvolvimento de processos que ocorram à temperatura e pressão ambientes;
7. Uso de Fontes de matéria-prima Renováveis. O uso de biomassa como matéria-prima deve ser priorizada no desenvolvimento de novas tecnologias e processos;
8. Evitar a Formação de Derivados. Processos que envolvem intermediários com grupos protetores/desprotetores, ou qualquer modificação temporária da molécula por processos físicos e/ou químicos devem ser evitados;
9. Catálise. O uso de catalisadores (altamente seletivos o quanto possível) deve ser escolhido em substituição aos reagentes estequiométricos;
10. Produtos Degradáveis. Os produtos químicos precisam ser projetados para a biocompatibilidade. Após sua utilização não deve permanecer no ambiente, degradando-se em produtos inócuos;
11. Análise em Tempo Real para a Prevenção da Poluição. O monitoramento e controle em tempo real, dentro do processo, deverão ser viabilizados. A possibilidade de formação de substâncias tóxicas deverá ser detectada antes de sua geração;
12. Química Intrinsecamente Segura para a Prevenção de Acidentes. A escolha das substâncias bem como sua utilização em um processo químico deve buscar a minimização do risco de acidentes, como vazamentos, incêndios e explosões.
Urutau agradeceu a todos e encerrou aquela videoconferência, pois Pachá já dava sinais de sonolência.
Ele aproveitou aquele encontro virtual e disse: “estamos economizando energia de grandes deslocamentos e demonstrando, a partir desta conferência cósmica, que podemos conversar via internet e também nos encontrar no Blog AH.”
Preocupação ambiental
Marcos, 27/07/2011
Os amigos Pachá (no Saco), Urutau (na Serra da Guritiba), Maroto (no Sítio da Goiabeira) e outros estavam com uma grande preocupação ambiental e queriam contribuir para o desenvolvimento de uma consciência ecológica. Eles estavam inquietos e achavam que deveriam divulgar conhecimentos através de uma conferência cósmica transmitida via internet a partir da Serra de Dau, na Chapada do Araripe.
Verifiquem seus sistemas testem a velocidade da banda larga e vamos iniciar esta videoconferência, em tempo real, que está sendo gerada aqui de baixo da copa de uma centenária Timbauba. Assim falou Urutau, no centro do mundo, que anunciou Maroto como o conferencista daquela noite.
Maroto testou o sistema para falar de “Alguns aspectos sobre Química Verde”, cumprimentou a todos e em especial Urutau e Pachá que idealizaram aquele encontro virtual. E assim Maroto projetou um arquivo em Power point que tratava de Química Verde e avisou: vocês podem me interromper durante a transmissão, pois assim a minha palestra ficará mais interativa e evitamos que Pachá durma durante a nossa conversa!
Maroto
O tratamento e a reciclagem de resíduos industriais, ou até mesmo aqueles gerados em laboratórios de ensino e pesquisa tem contribuído para a redução da contaminação ambiental. Entretanto, técnicas de tratamento, em geral, apresentam alto custo e requerem profissionais com conhecimento para tal, tornando-se desvantajosas em relação às técnicas de redução na fonte. Desta forma, a sustentabilidade é o objetivo e a Química Verde um dos meios para alcançá-lo.
Pachá
Maroto, o que é Química Verde?
Maroto
A Química Verde é abordada pela IUPAC (International Union of Pure and Applied Chemistry) como a invenção, o desenvolvimento e a aplicação de produtos e processos químicos para reduzir ou eliminar o uso e a geração de substâncias perigosas e insalubres. Logo a Química Verde se utiliza de técnicas químicas e metodologias que reduzem ou eliminam o uso de solventes, reagentes, produtos e subprodutos que são nocivos ao meio biótico e abiótico. Assim, ao se procurar tecnologias que empregam a Química Verde devemos estar atentos a três pontos fundamentais:
a) O uso de rotas sintéticas alternativas e seguras;
b) O uso de condições reacionais alternativas;
c) O desenvolvimento de produtos químicos menos tóxicos que as alternativas atuais e mais seguras.
Urutau
Maroto quais são os princípios utilizados pela American Chemical Society para orientar a pesquisa em Química Verde?
Maroto
Existem 12 princípios utilizados atualmente por químicos nos USA e no mundo para orientar a pesquisa em Química Verde:
1. Prevenção. É mais barato evitar a formação de resíduos tóxicos do que tratá-los depois que eles são produzidos;
2. Eficiência Atômica. As metodologias sintéticas devem ser desenvolvidas de modo a incorporar o maior número possível de átomos dos reagentes no produto final;
3. Síntese Segura. Devem-se desenvolver metodologias sintéticas que utilizam e geram substâncias com pouca ou nenhuma toxicidade à saúde humana e ao ambiente;
4. Desenvolvimento de Produtos Seguros. Deve-se buscar o desenvolvimento de produtos que após realizarem a função desejada, não causem danos ao ambiente;
5. Uso de Solventes e Auxiliares Seguros. A utilização de substâncias auxiliares tais como solventes, agentes de purificação e secantes, precisa ser evitada ao máximo e quando a sua utilização for inevitável, estas substâncias devem ser inócuas ou facilmente reutilizadas;
6. Busca pela Eficiência de Energia. Os impactos ambientais e econômicos causados pela geração da energia utilizada em um processo químico precisam ser considerados. É necessário o desenvolvimento de processos que ocorram à temperatura e pressão ambientes;
7. Uso de Fontes de matéria-prima Renováveis. O uso de biomassa como matéria-prima deve ser priorizada no desenvolvimento de novas tecnologias e processos;
8. Evitar a Formação de Derivados. Processos que envolvem intermediários com grupos protetores/desprotetores, ou qualquer modificação temporária da molécula por processos físicos e/ou químicos devem ser evitados;
9. Catálise. O uso de catalisadores (altamente seletivos o quanto possível) deve ser escolhido em substituição aos reagentes estequiométricos;
10. Produtos Degradáveis. Os produtos químicos precisam ser projetados para a biocompatibilidade. Após sua utilização não deve permanecer no ambiente, degradando-se em produtos inócuos;
11. Análise em Tempo Real para a Prevenção da Poluição. O monitoramento e controle em tempo real, dentro do processo, deverão ser viabilizados. A possibilidade de formação de substâncias tóxicas deverá ser detectada antes de sua geração;
12. Química Intrinsecamente Segura para a Prevenção de Acidentes. A escolha das substâncias bem como sua utilização em um processo químico deve buscar a minimização do risco de acidentes, como vazamentos, incêndios e explosões.
Urutau agradeceu a todos e encerrou aquela videoconferência, pois Pachá já dava sinais de sonolência.
Ele aproveitou aquele encontro virtual e disse: “estamos economizando energia de grandes deslocamentos e demonstrando, a partir desta conferência cósmica, que podemos conversar via internet e também nos encontrar no Blog AH.”

21 agosto 2011

Cacainha,

de quem é o Blog Azul da cor do Mar? Muito bom gosto. É teu? Se parece
com teu estilo!
Veja as seguintes relações:
O horizonte é azul da cor do mar
De acordo com a teoria das cores, azul e amarelo são cores
complementares, isto é, se você enxerga o azul é porque o amarelo foi
absorvido e vice-versa, mas de acordo com as crenças ocidentais temos
as seguintes relações:
Amarelo representa concentração, disciplina, comunicação e ativa o
intelecto. Azul é purificação, favorece a amabilidade, a paciência, a
serenidade e estimula a busca da verdade interior. Portanto, se você
está enxergando em azul é porque está sob a ação do amarelo, isto é,
está concentrado e com paz interior. O que se dizer para além do
horizonte? Trata-se de um enigma e fica por conta da nossa imaginação!
Um raio de sol leva cerca 8 minutos para chegar até nós e nos
revela a participação de hidrogênio, hélio e traços de ferro, níquel,
oxigênio, silício, enxofre, magnésio, cálcio e crômio na composição do
sol. Portanto, um raio de sol é uma sonda química que nos permite
conhecer o universo e une o azul com o amarelo, que resulta em
laranja, e simboliza equilíbrio, criatividade e entusiasmo para a
vida.
Marcos.
Devagações de Mano sobre o Blog Azul da Cor do Mar
Cacainha,

de quem é o Blog Azul da cor do Mar? Muito bom gosto. É teu? Se parece
com teu estilo!
Veja as seguintes relações:
O horizonte é azul da cor do mar
De acordo com a teoria das cores, azul e amarelo são cores
complementares, isto é, se você enxerga o azul é porque o amarelo foi
absorvido e vice-versa, mas de acordo com as crenças ocidentais temos
as seguintes relações:
Amarelo representa concentração, disciplina, comunicação e ativa o
intelecto. Azul é purificação, favorece a amabilidade, a paciência, a
serenidade e estimula a busca da verdade interior. Portanto, se você
está enxergando em azul é porque está sob a ação do amarelo, isto é,
está concentrado e com paz interior. O que se dizer para além do
horizonte? Trata-se de um enigma e fica por conta da nossa imaginação!
Um raio de sol leva cerca 8 minutos para chegar até nós e nos
revela a participação de hidrogênio, hélio e traços de ferro, níquel,
oxigênio, silício, enxofre, magnésio, cálcio e crômio na composição do
sol. Portanto, um raio de sol é uma sonda química que nos permite
conhecer o universo e une o azul com o amarelo, que resulta em
laranja, e simboliza equilíbrio, criatividade e entusiasmo para a
vida.
Marcos.
Devagações de Mano sobre o Blog Azul da Cor do Mar