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09 dezembro 2012

Estórias de Seu Deusim


GARANTIA TÍPICA.
Feirante no Crato vendia raiz de quebra pedra explicando que se tratava do melhor remédio do mundo para o tratamento dos rins. E como garantia dizia:
-“Se não ficar bom, pode voltar que eu devolvo o dinheiro”.
Uma pessoa que sofria desse mal, e animado pela garantia, não pensou duas vezes: comprou o milagroso remédio.
Na feira seguinte, voltou, procurou o vendedor e disse: “Olha seu fulano, já tomei o seu chá e até agora não senti nenhuma diferença.”
Mas o senhor já tomou quantos chás?
Desde que eu comprei, tomei chá todo dia; portanto ja tomei o chá sete vezes.
“Bom rapaz. O chá é muito bom. Mas pra ficar curado tem que tomar, pelo menos quatorze tarefas de raiz.”

11 setembro 2012

CONVERSAS E FEITOS DE ZÉ DA CLARA


ZÉ  DEFENDE A APOSENTADORIA DE UM AMIGO(1)
Não sei bem como foi que o Zé abraçou essa causa. Não sei se ele foi chamado ou se resolveu dar uma de advogado previdenciário  e oferecer seus préstimos a um amigo que estava com dificuldade para conseguir sua aposentadoria junto ao INSS. Diz ele que compareceu, junto com o interessado àquela entidade e assim defendeu o amigo:
“Porque é que voces não querem aposentar o rapaz?   O Lula, quando trabalhava na Fit , em Recife, fazendo Aeruili, foi trabalhar numa máquina, sem saber,  e só porque  ele torou um dedo, vocês aposentaram logo. Agora o rapaz aqui, torou foi o braço todo e vocês não querem aposentar?” .( As expressões são todas dele; os destaques são meus.)
Não disse se conseguiu, mas achei  a defesa brilhante.

CONVERSAS E FEITOS DE ZÉ DA CLARA


ZÉ  DEFENDE A APOSENTADORIA DE UM AMIGO(1)
Não sei bem como foi que o Zé abraçou essa causa. Não sei se ele foi chamado ou se resolveu dar uma de advogado previdenciário  e oferecer seus préstimos a um amigo que estava com dificuldade para conseguir sua aposentadoria junto ao INSS. Diz ele que compareceu, junto com o interessado àquela entidade e assim defendeu o amigo:
“Porque é que voces não querem aposentar o rapaz?   O Lula, quando trabalhava na Fit , em Recife, fazendo Aeruili, foi trabalhar numa máquina, sem saber,  e só porque  ele torou um dedo, vocês aposentaram logo. Agora o rapaz aqui, torou foi o braço todo e vocês não querem aposentar?” .( As expressões são todas dele; os destaques são meus.)
Não disse se conseguiu, mas achei  a defesa brilhante.

20 novembro 2011

Estórias de Seu Deusim e Outros

FEITIÇO CONTRA O FEITICEIRO.
Um amigo de Seu Deuzim contou que, quando era novo, resolveu ganhar a vida no Maranhão onde trabalhou, namorou e noivou.
 Após algum tempo, desanimado com o noivado, resolveu voltar para o Juazeiro.  Disse para a noiva que iria juntar um dinheirinho e, logo em seguida, voltava pra casar.
 A noiva desconfiou que a viagem, na verdade, era uma fuga e resolveu preparar uma galinha para ser comida na viagem.
O noivo, por sua vez, desconfiou da refeição preparada e resolveu jogá-la no rio Mearim.
Três dias depois entrou um jacaré na casa da noiva.

Estórias de Seu Deusim e Outros

FEITIÇO CONTRA O FEITICEIRO.
Um amigo de Seu Deuzim contou que, quando era novo, resolveu ganhar a vida no Maranhão onde trabalhou, namorou e noivou.
 Após algum tempo, desanimado com o noivado, resolveu voltar para o Juazeiro.  Disse para a noiva que iria juntar um dinheirinho e, logo em seguida, voltava pra casar.
 A noiva desconfiou que a viagem, na verdade, era uma fuga e resolveu preparar uma galinha para ser comida na viagem.
O noivo, por sua vez, desconfiou da refeição preparada e resolveu jogá-la no rio Mearim.
Três dias depois entrou um jacaré na casa da noiva.

02 novembro 2011

Estórias de Seu Deusim e Outros

GENEALOGIA
Um amigo resolveu se aprofundar nas pesquisas genealógicas; só falava no assunto. Algum tempo depois Seu Deuzim lhe perguntou:
-“E aí Fulano, como vão as pesquisas? Alguma novidade?”
-“Descobrí que sou primo legítimo de Nossa Senhora.”

Estórias de Seu Deusim e Outros

GENEALOGIA
Um amigo resolveu se aprofundar nas pesquisas genealógicas; só falava no assunto. Algum tempo depois Seu Deuzim lhe perguntou:
-“E aí Fulano, como vão as pesquisas? Alguma novidade?”
-“Descobrí que sou primo legítimo de Nossa Senhora.”

12 outubro 2011

Esrórias de Seu Deusin e Outros

FINAL DE EXPEDIENTE.
Seu Deuzin estava num daqueles expedientes, próximos ao final de semana, esperando só  a hora de ir prá casa. Seu chefe, grande amigo d’Ele (e nosso), Dr. Napoleão Tavares Neves lhe pergunta:
“Amadeu como vão as coisas?”
Seu Deuzim responde:
-“O caba que disser que tá com mais preguiça que eu é mentiroso e gabola.”

Esrórias de Seu Deusin e Outros

FINAL DE EXPEDIENTE.
Seu Deuzin estava num daqueles expedientes, próximos ao final de semana, esperando só  a hora de ir prá casa. Seu chefe, grande amigo d’Ele (e nosso), Dr. Napoleão Tavares Neves lhe pergunta:
“Amadeu como vão as coisas?”
Seu Deuzim responde:
-“O caba que disser que tá com mais preguiça que eu é mentiroso e gabola.”

18 agosto 2011

Estória de Seu Deusim e Outros

CONVERSA SÉRIA.

Fazendeiro, que morava na capital, apaixonou-se pela mulher do caseiro e foi correspondido. As idas para a fazenda, que eram mensais, começaram a ser quinzenais e depois semanais. A duração aumentou: dois, três, quatro dias. Acabou chamando a atenção de um filho que descobriu a aventura.
-“Papai, isso é muito perigoso. O Senhor sabe como essas coisas são resolvidas no sertão; é na base da peixeira.”
Como o fazendeiro não desistiu das visitas, o filho voltou a falar.
-“ Se o Senhor não quer parar, prepare para se defender; tudo pode acontecer.” O homem achou mais fácil botar um revólver no porta luvas. Algum tempo depois foi procurado pelo caseiro na hora do almoço.
- “Doutor preciso ter uma conversa com o Senhor.”
-(Valha-me Deus. Acho que ele descobriu; mas como não tem outra solução...) “Pois não Fulano pode dizer.”
-“Não doutor a conversa é séria e tem que ser em particular.”
-( É! Não há mais dúvida; vou ter que enfrentar... Entraram no carro e procuraram um lugar afastado.)
“Diga fulano.”
- “Doutor!! A nossa mulher tá traindo a gente.”

Estória de Seu Deusim e Outros

CONVERSA SÉRIA.

Fazendeiro, que morava na capital, apaixonou-se pela mulher do caseiro e foi correspondido. As idas para a fazenda, que eram mensais, começaram a ser quinzenais e depois semanais. A duração aumentou: dois, três, quatro dias. Acabou chamando a atenção de um filho que descobriu a aventura.
-“Papai, isso é muito perigoso. O Senhor sabe como essas coisas são resolvidas no sertão; é na base da peixeira.”
Como o fazendeiro não desistiu das visitas, o filho voltou a falar.
-“ Se o Senhor não quer parar, prepare para se defender; tudo pode acontecer.” O homem achou mais fácil botar um revólver no porta luvas. Algum tempo depois foi procurado pelo caseiro na hora do almoço.
- “Doutor preciso ter uma conversa com o Senhor.”
-(Valha-me Deus. Acho que ele descobriu; mas como não tem outra solução...) “Pois não Fulano pode dizer.”
-“Não doutor a conversa é séria e tem que ser em particular.”
-( É! Não há mais dúvida; vou ter que enfrentar... Entraram no carro e procuraram um lugar afastado.)
“Diga fulano.”
- “Doutor!! A nossa mulher tá traindo a gente.”

22 julho 2011

Estórias de Seu Deusim e Outros

ENTREVISTA PARA EMPREGO.

Dois amigos esperaram pacientemente ser chamados para a entrevista. Finalmente, chamaram o primeiro.
- Qual a sua experiência? Em que áreas o Senhor já trabalhou?
- Servente de pedreiro.
- Somente? Nenhuma outra?
- Não senhor, só trabalhei como servente de pedreiro.
- Infelizmente não podemos contratá-lo. Precisamos de gente que possa trabalhar em diferentes áreas.
Entrou o segundo.
- Qual a sua experiência? Em que áreas o Senhor já trabalhou?
- Tirando servente de pedreiro, o resto eu faço.

Estórias de Seu Deusim e Outros

ENTREVISTA PARA EMPREGO.

Dois amigos esperaram pacientemente ser chamados para a entrevista. Finalmente, chamaram o primeiro.
- Qual a sua experiência? Em que áreas o Senhor já trabalhou?
- Servente de pedreiro.
- Somente? Nenhuma outra?
- Não senhor, só trabalhei como servente de pedreiro.
- Infelizmente não podemos contratá-lo. Precisamos de gente que possa trabalhar em diferentes áreas.
Entrou o segundo.
- Qual a sua experiência? Em que áreas o Senhor já trabalhou?
- Tirando servente de pedreiro, o resto eu faço.

15 julho 2011

Estórias de Seu Deusim e Outros

PEDIDO DE AJUDA.
 - Seu vigário me dê uma ajuda. Lá em casa a situação está muito ruim. Meu marido está acamado já faz mais de um ano e não temos dinheiro nem para a comida.
- Mas Senhora, se o seu marido está acamado há mais de um ano, como é que a senhora está grávida e com uma barriga tão grande?
- Ah! Isso aqui foi uma miorinha que ele teve.

Estórias de Seu Deusim e Outros

PEDIDO DE AJUDA.
 - Seu vigário me dê uma ajuda. Lá em casa a situação está muito ruim. Meu marido está acamado já faz mais de um ano e não temos dinheiro nem para a comida.
- Mas Senhora, se o seu marido está acamado há mais de um ano, como é que a senhora está grávida e com uma barriga tão grande?
- Ah! Isso aqui foi uma miorinha que ele teve.

01 julho 2011

Estórias de Seu Deusim e Outros

COMERCIANTE NATO


Matuto de Várzea Alegre com pouco estudo, mas com muito tino comercial, verificando a grande quantidade de pessoas que entram e saem do Banco do Brasil, resolveu alí colocar uma venda de tijolo de leite. Teve sucesso e conseguiu juntar alguns “trocados”. 
Outro matuto, menos disposto ao trabalho, sabendo do seu relativo sucesso, resolveu pedir-lhe um “dinheirinho” emprestado. O primeiro, confirmando seu tino, respondeu:
- “Posso não cumpadre; eu tenho uma parceria com o Banco do Brasil. Nem eles vendem tijolo de leite, nem eu empresto dinheiro.”
Observação - Existem variações dessa estória; essa, como me foi contada por Antonio Gerson, teve a sua versão adaptada para Várzea Alegre e para o tijolo de leite.

Estórias de Seu Deusim e Outros

COMERCIANTE NATO


Matuto de Várzea Alegre com pouco estudo, mas com muito tino comercial, verificando a grande quantidade de pessoas que entram e saem do Banco do Brasil, resolveu alí colocar uma venda de tijolo de leite. Teve sucesso e conseguiu juntar alguns “trocados”. 
Outro matuto, menos disposto ao trabalho, sabendo do seu relativo sucesso, resolveu pedir-lhe um “dinheirinho” emprestado. O primeiro, confirmando seu tino, respondeu:
- “Posso não cumpadre; eu tenho uma parceria com o Banco do Brasil. Nem eles vendem tijolo de leite, nem eu empresto dinheiro.”
Observação - Existem variações dessa estória; essa, como me foi contada por Antonio Gerson, teve a sua versão adaptada para Várzea Alegre e para o tijolo de leite.

31 maio 2011

UMA HISTÓRIA DE “EX-ALUNO”


É isso mesmo, um ex-aluno. Na realidade eu sou ex-(um bocado de coisas), mas tenho boas e importantes razões para me apresentar como um ex-aluno.
Em primeiro lugar porque foi a maior autoridade que eu consegui ser. Aliás, uma autoridade tão grande que, depois disso, estou descendo até hoje, e ainda não consegui zerar.
Segundo porque as minhas pretenções anteriores eram bem mais modestas. Considerando o aperto financeiro familiar, consegui, aos 15 anos, uma promessa de emprego de balconista numa loja de tecidos do interior.
Meu Pai sugeriu que eu continuasse estudando. Aliás, Ele era uma pessoa tão boa que sempre preferia sugerir; evitava decidir por nós. Guardava sempre consigo a esperança de que entendêssemos a grandeza de suas sugestões.
Concordamos que eu faria exame para a Escola Preparatória de Cadetes de Fortaleza (EPF). Na realidade nem Ele, nem eu, sabíamos muito bem de que se tratava, mas como a procura era muito grande, devia ser bom. Nessa época, tanto Ele como eu, éramos pessoas humildes por natureza, e também por necessidade.
O salto foi muito grande, ja pensaram? De pretendente a balconista a aluno da EPF? Uma tremenda mudança de “status”, apesar do trote e da alcunha de “animal”.
Lembro-me muito bem do Juramento à Bandeira/ Noite de São Bartolomeu. Pela bela festa que tivemos, e também, pelo fim do período de trotes. Entrei no Náutico com u’a madrinha muito bonita, cheio de saúde e de “importância”, apesar de liso. Nessa noite eu conclui que aluno era quase um rei, mais ou menos por aí.
O segundo e terceiro anos foram de intensa realização: um bom curso, muita saude, bons amigos e bonitas namoradas. Continuei sendo quase um rei, mais ou menos por ai.
Encheram um avião de “aratacas” em direção ao Rio de Janeiro, e la fui eu em minha primeira viagem de avião.
Na AMAN descobri logo que cadete era menos do que aluno. Assim sendo, ja tinha começado a descer. Foi ai que eu descobri que manobra e ordem unida não eram o meu forte. Nossa manobra do fim do básico foi tão desastrosa que passei muito tempo sem entender porque não tinha terminado todo mundo preso.
Não fiquei preso, mas continuei na AMAN durante o período de férias. Era uma formatura de meia dúzia de cadetes na imensidão do pátio Tenente Moura.
“Não tenho dinheiro para a passagem” , foi o que eu disse para o Ajudante de Ordem que, por sua vez, informou ao General que, por sua vez, fez um bilhete para o Brigadeiro que, por sua vez, me arranjou uma vaga num avião do CAN.
Peguei uma carona de caminhão no trecho Resende-Rio e um ônibus urbano para a Ilha do Governador – único trecho pago na viagem. Passei a noite sentado e fardado no Galeão ouvindo chamar os vôos para Londres, New York, Paris. Finalmente, lá pelas 06:30H da manhã, chamaram o meu: Vitória, Caravelas, Ilhéus, Xique-xique, Bom Jesus da Lapa, Petrolina, Juazeiro do Norte.... Foi ai que eu peguei o boné e desci. Consegui outra carona para o Crato – Capital do Mundo.
Nos três anos de Resende, não passei frio porquê, além da farda, sempre contei com a boa vontade, e os agasalhos dos colegas, principalmente Granato e Miranda. 
Escolhemos a pior época para terminar – Dezembro de 1963. Eu, particularmente, além da época, errei o lugar, fiquei no Rio de Janeiro, ou melhor, na Vila Militar. Cheguei em Fevereiro, entrei de prontidão, saí no fim do ano, a prontidão continuava. Onde se parava, dormia-se. “Tirei uma tremenda tora” no Maracanã, tentando assistir Santos X Flamengo; acordava a cada gol.
Fiquei 12 anos porque gostei da área que escolhi – Comunicações, onde permaneço até hoje. Fiz alguns cursos na área, inclusive um nos “States”, onde estudei bastante, tentando fazer bonito. Na volta, não houve interesse pelo resultado, que só os mais próximos souberam.
Aproveitei as horas vagas para arranjar uma namorada Húngara. Ao final do curso, Ela se livrou de mim, e eu d’Ela.
Em Março de 1970, o Exército perdia um de seus filhos menos ilustres. Deixei o E.B., mas continuei na área; entrei na Embratel, onde a tecnologia é fundamental. Ali, e por essa razão, fiz vários cursos, inclusive um no Japão onde tive que fazer um tremendo esforço para arrancar, em doses homeopáticas, um pouco do muito que o Japonês sabia.
Praticamente Top-ei, ou seja, cheguei ao topo. Não da hierarquia, nem muito menos do conhecimento, mas da minha resistência.
As coisas mudaram tanto que eu me sinto, novamente, bem próximo da origem, e continuo descendo. Já não sou humilde por necessidade, sou humilde por convicção. Tenho apenas saudades do tempo em que era aluno – quase um Rei, mais ou menos por aí.
José Hermano Bezerra de Brito.

UMA HISTÓRIA DE “EX-ALUNO”


É isso mesmo, um ex-aluno. Na realidade eu sou ex-(um bocado de coisas), mas tenho boas e importantes razões para me apresentar como um ex-aluno.
Em primeiro lugar porque foi a maior autoridade que eu consegui ser. Aliás, uma autoridade tão grande que, depois disso, estou descendo até hoje, e ainda não consegui zerar.
Segundo porque as minhas pretenções anteriores eram bem mais modestas. Considerando o aperto financeiro familiar, consegui, aos 15 anos, uma promessa de emprego de balconista numa loja de tecidos do interior.
Meu Pai sugeriu que eu continuasse estudando. Aliás, Ele era uma pessoa tão boa que sempre preferia sugerir; evitava decidir por nós. Guardava sempre consigo a esperança de que entendêssemos a grandeza de suas sugestões.
Concordamos que eu faria exame para a Escola Preparatória de Cadetes de Fortaleza (EPF). Na realidade nem Ele, nem eu, sabíamos muito bem de que se tratava, mas como a procura era muito grande, devia ser bom. Nessa época, tanto Ele como eu, éramos pessoas humildes por natureza, e também por necessidade.
O salto foi muito grande, ja pensaram? De pretendente a balconista a aluno da EPF? Uma tremenda mudança de “status”, apesar do trote e da alcunha de “animal”.
Lembro-me muito bem do Juramento à Bandeira/ Noite de São Bartolomeu. Pela bela festa que tivemos, e também, pelo fim do período de trotes. Entrei no Náutico com u’a madrinha muito bonita, cheio de saúde e de “importância”, apesar de liso. Nessa noite eu conclui que aluno era quase um rei, mais ou menos por aí.
O segundo e terceiro anos foram de intensa realização: um bom curso, muita saude, bons amigos e bonitas namoradas. Continuei sendo quase um rei, mais ou menos por ai.
Encheram um avião de “aratacas” em direção ao Rio de Janeiro, e la fui eu em minha primeira viagem de avião.
Na AMAN descobri logo que cadete era menos do que aluno. Assim sendo, ja tinha começado a descer. Foi ai que eu descobri que manobra e ordem unida não eram o meu forte. Nossa manobra do fim do básico foi tão desastrosa que passei muito tempo sem entender porque não tinha terminado todo mundo preso.
Não fiquei preso, mas continuei na AMAN durante o período de férias. Era uma formatura de meia dúzia de cadetes na imensidão do pátio Tenente Moura.
“Não tenho dinheiro para a passagem” , foi o que eu disse para o Ajudante de Ordem que, por sua vez, informou ao General que, por sua vez, fez um bilhete para o Brigadeiro que, por sua vez, me arranjou uma vaga num avião do CAN.
Peguei uma carona de caminhão no trecho Resende-Rio e um ônibus urbano para a Ilha do Governador – único trecho pago na viagem. Passei a noite sentado e fardado no Galeão ouvindo chamar os vôos para Londres, New York, Paris. Finalmente, lá pelas 06:30H da manhã, chamaram o meu: Vitória, Caravelas, Ilhéus, Xique-xique, Bom Jesus da Lapa, Petrolina, Juazeiro do Norte.... Foi ai que eu peguei o boné e desci. Consegui outra carona para o Crato – Capital do Mundo.
Nos três anos de Resende, não passei frio porquê, além da farda, sempre contei com a boa vontade, e os agasalhos dos colegas, principalmente Granato e Miranda. 
Escolhemos a pior época para terminar – Dezembro de 1963. Eu, particularmente, além da época, errei o lugar, fiquei no Rio de Janeiro, ou melhor, na Vila Militar. Cheguei em Fevereiro, entrei de prontidão, saí no fim do ano, a prontidão continuava. Onde se parava, dormia-se. “Tirei uma tremenda tora” no Maracanã, tentando assistir Santos X Flamengo; acordava a cada gol.
Fiquei 12 anos porque gostei da área que escolhi – Comunicações, onde permaneço até hoje. Fiz alguns cursos na área, inclusive um nos “States”, onde estudei bastante, tentando fazer bonito. Na volta, não houve interesse pelo resultado, que só os mais próximos souberam.
Aproveitei as horas vagas para arranjar uma namorada Húngara. Ao final do curso, Ela se livrou de mim, e eu d’Ela.
Em Março de 1970, o Exército perdia um de seus filhos menos ilustres. Deixei o E.B., mas continuei na área; entrei na Embratel, onde a tecnologia é fundamental. Ali, e por essa razão, fiz vários cursos, inclusive um no Japão onde tive que fazer um tremendo esforço para arrancar, em doses homeopáticas, um pouco do muito que o Japonês sabia.
Praticamente Top-ei, ou seja, cheguei ao topo. Não da hierarquia, nem muito menos do conhecimento, mas da minha resistência.
As coisas mudaram tanto que eu me sinto, novamente, bem próximo da origem, e continuo descendo. Já não sou humilde por necessidade, sou humilde por convicção. Tenho apenas saudades do tempo em que era aluno – quase um Rei, mais ou menos por aí.
José Hermano Bezerra de Brito.

30 maio 2011

   FORTIFICANTES.
Um amigo de idade avançada andava um pouco desanimado e já com alguma dificuldade na parte sexual. Consultou um médico amigo que, preocupado com o seu desânimo, recomendou alguns “fortificantes”.
Após um mês eu, que sempre tive com ele um relacionamento de extrema confiança, lhe perguntei se os remédios tinham dado bom resultado. Ele me respondeu:
-“Até agora, o mais que eu consegui, foi chamar a mulher de querida.”
OUTRA SOLUÇÃO.
Outro amigo na mesma faixa de idade, ao invés de procurar médico amigo, adotou solução própria e acabou sendo motivo da inveja de um seu conhecido. Esse sim, terminou apelando para um médico.
-“O problema é o seguinte doutor: eu sou da mesma idade de Fulano. (Essa idade é perigosa). Não consigo mais nada e ele, pelo que diz, tá que parece um rapazinho. Queria ver se o senhor não tem uma solução para o meu caso.”
O médico mui sabiamente respondeu: “só temos duas soluções: ou o Senhor se aquieta, ou começa a mentir igual a ele.”